Província Franciscana da Imacula Conceição do Brasil
São Paulo, 13/02/2012
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26 de fevereiro de 2010

CORAÇÕES GENEROSOS
Mateus 5,20-26

O Sermão da Montanha é a Carta Magna do cristianismo.  Quando empregamos a palavra cristianismo  pensamos nesse movimento que saiu de Deus e volta para ele na construção de um mundo novo, sem duplicidade, sem injustiças, sem dores e sofrimentos.  As leis e regras desse mundo novo, que é o Reino, são caracterizadas pela generosidade. Ficam excluídas todas as posturas legalistas e concepções do mínimo.  Os cristão são pessoa que não se contem apenas com o que é devido.

Os cristãos não somente não matam seus semelhantes, mas usam de delicadeza para com eles, tratam-nos com palavras afáveis. Há essa delicadeza do pensamento. Nunca pré-julgar. Ter sempre em conta que o outro não teve tanta maldade no coração como queremos lhe atribuir.  Saber que esse irmão é fraco e precisa da compreensão que parta de um coração generoso.  Não se trata apenas de não fazer mal ao outro, mas nem mesmo de ter um pensamento pouco delicado para com ele.

Não se trata de amar o próximo por seus méritos e suas qualidade. Trata-se de se querer bem pelo simples fato de que o outro é amado por Deus, companheiro de minha peregrinação.

Estamos diante do exigente ensinamento de Jesus a respeito do perdão. O cristianismo visa criar entre os seres humanos relacionamentos respeitosos, dignos, amigos, carinhosos e caridosos. Os cristãos têm sempre diante de seus olhos o Cristo que ama os que o amam e os que não o amam.

Ele deu a vida não somente pelos que o socorriam, mas também por seus eprseguidores.  Logo no início da cristianismo Estêvão morre  perdoando, como o próprio Creisto.  Lucas fala também da retidão que deve existir no coração dos que apresentam suas ofertas no templo. Antes de levarem a altar qualquer dom primeiro buscarão reconciliar-se com o irmão.

Agostinho comentando o texto, escreve a respeito do perdoar e do buscar a reconciliação: “A intenção do ofertante deve ser reta. Por isso, quando desejamos apresentar uma oferenda a Deus, no nosso coração, que é templo íntimo de Deus, pois está escrito: O templo de Deus é santo, e vós sereis esse templo (1Cor 3,17) e ainda: Que Cristo habite em vossos corações, pela fé (Ef 3,17) – e recordamos que nosso irmão tem algo contra nós, isto é, que ofendemos, cumpre-nos tomar a iniciativa da reconciliação. Porque, caso contrário, se temos algo contra ele,, somos os ofendidos e então não nos cabe provocar a reconciliação, basta-nos apenas perdoar-lhe como desejamos ser perdoados pelo Senhor. E não é suficiente apenas um movimento corporal, mas importa também o empenho do coração a fim de que prostremo-nos com humildade diante do irmão ao encontro do qual somos impelidos  por um sentimento de afeto em presença daquele aquém iremos apresente nossa oblação.  Assim, caso esteja presente o irmão, podemos pacificá-lo  por atitude não simulada de reconciliação, e pedir-lhe nosso perdão, se já tivermos pedido a Deus, é claro” (Lecionário Monástico II, p 132-133).
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