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São Paulo, 13/02/2012
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27 de fevereiro de 2010

UM AMOR SEM EXCLUSÕES
Mateus 5,43-48

O que conta é o amor. Nada mais do que amor.  O Sermão da Montanha de Mateus insiste.  Não basta apenas evitar o mal, mas amar, praticar o bem de todos os meios e modos, porque somos amados por um Deus que faz chover sobre justos e injustos, santos e pecadores. Somos convidados sermos perfeitos como perfeito é o Pai.

Amar é querer que outro viva, progrida, chegue àquilo para o qual foi chamado. Amar é querer bem como Deus quer bem.  A plenitude da vida de um ser humano e, de modo particular de um cristão, é amar.

Amar é colocar o outro em primeiro lugar. É visar os interesses desses outros, mesmo que os meus interesses fiquem em segundo lugar.

Esses outros que estão à minha volta, e mesmo longe, são amados pelo Pai: há o terrorista que destrói prédios e milhares de vidas, há o cunhado que semeou a divisão em nossa família, há o filho que rouba o que temos para pagar sua conta com os traficantes do Morro do Doca. 

Todos esses constituem um sonho dourado de Deus e por isso, mesmo clamando por justiça, eles serão respeitados e precisarão ser providenciados os meios e modos para que possam mudar de vida e serem santos e perfeitos como santo e perfeito é o Pai do céus.

O Bispo São Fulgêncio de Ruspe escreve:  “Amar os inimigos, obviamente, era uma ordem amarga para os ouvintes, mas era doce o que prometia aos obedientes. Mantenha-se pois no coração a suavidade dessa doçura, e supere-se a dificuldade daquela amargura. Pois os que tiverem amado os inimigos e tratado com benevolência aqueles que os odiavam, serão filhos de Deus. Quanto aos que esses  filhos de Deus receberão, o bem-aventurado Apóstolo o revela, dizendo: O próprio Espírito  se une ao nosso espírito, atestando que somos filhos de Deus. E, se somos filhos, somos também herdeiros: herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo (Rm 8,16-17).  Ouvi, pois, cristãos ouvi filho de Deus, ouvi herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo. Para possuir a herança paterna, estendei a caridade não apenas aos amigos, mas também aos inimigos “ (Lecionário Monástico   II, p. 143-144).
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