Província Franciscana da Imacula Conceição do Brasil
São Paulo, 13/02/2012
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28 de fevereiro de 2010

NA MONTANHA LUMINOSA
Lucas 9,28-36

Jesus está em plena atividade no tempo de sua vida pública. Anda com os apóstolos para que estes tenham todas as experiências necessárias para continuarem sua própria obra e para que possam ter uma compreensão do mistério de sua pessoa.

Jesus levou consigo Pedro, Tiago e João. Estes seriam testemunhas privilegiadas de uma experiência única. Subiram a uma alta montanha, lugar de silêncio,  alturas “próximas”  da casa de Deus. Lá embaixo o barulho e a agitação. Lucas faz questão de dizer que subiram a uma alta montanha para rezar.

Jesus se coloca em contacto com o Pai.  O Pai o conhece de verdade. Naquele espaço de profundo silêncio e de total intimidade uma luminosidade aparece sobre o rosto de Jesus. Ele ganha uma outra luz, transfigura-se.  Jesus é habitante da luz, vem da luz, é luz.  E nessa caminhada rumo a Jerusalém,  Jerusalém que seria palco da condençaõemorte de Jesus,  essa luz deveria funcionar como estímulo e apoio à fé dos apóstolos.   Com Moisés e Elias o passado se faz presente.   Estes também estavam vestidos de glória.  Lucas diz que esses personagens conversavam  sobre a morte que Jesus devia sofrer.

Acordados do sono, os ap´sotolos são envolvidos na luminosidade da gloria de Deus.  Fazem experiência da glória de Deus manifestada no semblante de Cristo.  Querem eternizar o momento. “É bom estarmos aqui...vamos fazer três tendas ...”.  Os apóstolos nunca haveriam de esquecer essa experiência única. 

Ainda não era o momento da glória. Jesus precisava descer e continuar o caminho com oposições e contradições chegando mesmo à morte... Esses felizes apóstolos  são envoltos na nuvem de Deus.  Experimentam medo. Medo da gloria e da grandeza de Deus.   E a voz que veio do céu: “Este é o meu Filho, o escolhido. Escutai o que ele diz”. 

Tudo fica claro.  Esse Jesus tão igual a todos tem como pátria a luz, a claridade que, por uns momentos brilharam em seu rosto e seu corpo.  Ele vem da luz, “luz da luz”. Elias e Moisés convivem com ele. E do meio da nuvem aquela voz: “Este é meu ungido, meu Filho, meu Único. Escutai-o”

E depois tudo voltou ao normal...Jesus e os apóstolos descem a montanha e continuam na direção de Jerusalém que mata os profetas... Tudo será diferente a partir da Manha da Páscoa, do grande dia do surgimento da Luz que não conhecerá mais ocaso.

Em Jesus “sob o véu da carne, escondia-se a força da divindade. Aquele que externamente aparecia como homem era Deus, e exteriormente  não se manifestava o que estava escondido no interior. Até mesmo no momento da transfiguração os apóstolos não viram a essência da natureza divina, mas a da carne que pouco depois deveria ser glorificada para sempre. Experimentaram uma santa antecipação.
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