Província Franciscana da Imacula Conceição do Brasil
São Paulo, 13/02/2012
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02 de janeiro de 2010

APLAINANDO OS CAMINHOS DO SENHOR
João 1,19-28

Nos primeiros dias do ano novo, e depois do natal, temos diante de nossos olhos a figura de João Batista que nos acompanhou no tempo das preparações que é o advento. Embaixadas chegam para investigar a respeito da identidade desse filho da velhice de Isabel e de Zacarias. A pergunta é esta:  “Quem és tu?”

“Eu não sou o Messias, não sou Elias, não sou o profeta que viria depois de Moisés. Posso ter algumas semelhanças, mas o Messias está por aí. Procurei me afastar do burburinho das coisas e viver no deserto.  Empenhei em encher-me de toda força e energia para empreender um trabalho de precursor, de anunciador. Procuro desdobrar uma passarela do deserto à cidade e, correndo,  anuncio aquele que vem. Eu não sou o Messias”.

Há qualquer coisa de diferente no ar. João procura preparar caminhos. Sua vida não é recolher louros pessoais, mas facilitar o  caminhar daquele que vem. Prega uma purificação na água, um batismo de penitência.  Não existe melhor preparação das pessoas para o encontro com Cristo senão aquela que começa no coração contrito, arrependido, desejoso de plenitude. A vinda do Messias é facilitada por esse clima de mudança de coração.  O homem do deserto que era João vai se tornando o Batista das margens do Jordão.

Os cristãos, os verdadeiros discípulos do Mestre que fascina, têm a mesma missão de João: anunciar aquele que plenifica.

         

No trabalho profissional, nas atividades pastorais, no exemplo familiar estão sempre abrindo caminhos para que as pessoas tenham vontade de seguir o Messias.Por mais escondidas que possam ser certas vidas elas podem ser instrumentos de Cristo. A Igreja, a vida religiosa consagrada, os investidos do ministério sacerdotal, todo o povo cristão é chamado a clamar no deserto, a serem precursores de Cristo.

O relato do evangelista João sobre o Batista fala de um homem que tem consciência plena de sua verdade e não quer que as pessoas se fixem nele: “Eu batizo com água, mas no  meio de vós está aquele que vós não conheceis e que vem depois de mim. Eu não mereço desamarrar as correias de suas sandálias”.

         
Num discurso de  1965  Paulo VI  tentava responder à pergunta: “Quem é Jesus Cristo?”   “Nós que temos este grande e  dulcíssimo nome para repeti-lo para nós mesmos, nós que somos fiéis, que cremos em Cristo, sabemos quem ele é?  Poderemos dizê-lo numa palavra direta e exata?  Será que podemos chamá-lo  verdadeiramente pelo seu nome, invocá-lo como luz da alma? Podemos dizer, de verdade:  Tu és o Salvador? Temos plena consciência de que ele nos é necessário e que não podemos ficar sem ele?  Ele é nosso tesouro, nossa alegria, felicidade promessa e  esperança, caminho, verdade e vida...”
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