João, o Batista, é o centro do evangelho deste dia. O tempo foi passando e esse galileu que tinha sido batizado por João na águas do Jordão, agora também já batizava. Naquela ocasião João estava batizando na região de Enon, perto de Salim onde havia muita água. Parece que os discípulos de João se mostravam enciumados ou com inveja de Jesus. O Batista tenta esclarecer as coisas. Não dava mais para ter duas comunidades: uma do Batista e outra do Messias. Nada de divisão.
“Que fique claro. Eu não sou o Messias. Não é possível agora que venhamos a fazer duas comunidades. Uma minha e outra dele. Uma do precursor e outra do que era esperado. Eu fui apenas aquele que preparava os caminhos do Messias. Nada mais. Fiz a minha parte. Tentei levar as pessoas até às águas. Águas que simbolizavam uma outra água. A água do Espírito que o Messias derramaria. Eu presto serviço. Não sou o Messias, mas fui enviado à sua frente. Eu sou amigo do esposo. Ouço sua voz. Rejubilo-me com sua presença. Não tenho mais muito que fazer. Na realidade eu o conheço deste o tempo em que eu e ele estávamos no seio de nossas mães. Como não estimá-lo? Minha alegria é ouvir a voz do esposo e completa minha exultação. É necessário que ele cresça e que eu diminua”. |
Estamos convencidos de que o sentido da vida é servir. Nossas paróquias não existem para outra coisa, senão para o serviço. Há o serviço da acolhida dos que chegam, da busca do que se afastaram, da organização da caridade para que ninguém passe fome, morra de frio ou definhe interiormente. Há o serviço de formação dos noivos para o casamento, de reflexão com os jovens, de paciência com os que erram e repetem o erro. Os que servem, sejam leigos ou sacerdotes, são servos inúteis. Porque o Senhor é quem atua por detrás de suas vidas, de suas palavras e de seus gesto. Somos homens e mulheres do serviço. Não queremos ser pivôs, lá onde o protagonismo é de Cristo.
Os que servem são pessoas alegres. Se têm sucesso, não o atribuem a si, mas ao Senhor e fazendo o vazio de seus pequenos interesses colocam-se numa posição em que o ego não é o primeiro. Quando tudo dá certo louvam a Deus. Quando o fracasso chega sabem que não depende deles... a obra é de um outro e depende da lentidão ou da presteza do coração daqueles aos quais servimos. |