Com este domingo do batismo do Senhor vamos encerrando o ciclo do natal. É ainda o tempo das epifanias. O menino havia se havia manifestado no presépio, posteriormente por ocasião da visita dos magos e agora o Pai o aponta como seu dileto Filho no momento do batismo no Jordão. Mais tarde haverá outra manifestação nas bodas de Caná.
Segundo Lucas, as pessoas tinham uma pergunta: Será que João, o batizador, não seria o Messias? O Batista, no dizer dos evangelistas, procura dissipar qualquer tipo de mal-entendido. Depois dele vem aquele que é mais forte. Enquanto se realiza o gesto das pessoas que mergulham na água sob o olhar de João, chega Jesus. João fica perplexo. Jesus entra na água. Não se faz superior. Iguala-se a todos, de modo especial a esses pecadores que buscam um batismo de penitência. Associa-se ele ao coro dos pecadores. Vamos pedir a São Máximo de Turim de que nos ajude a refletir sobre o tema:
“As celebrações se acumulam e as alegrias que se multiplicam nos fazem compreender o quanto devemos ao Cristo Senhor. Ainda exultamos com o nascimento do Salvador e já nos alegramos com seu renascimento. Ainda não terminou a festa do seu natal e já devemos celebrar a festa de seu batismo. Mal nasceu para os homens e já renasce pelos sacramentos” (...).Hoje é, portanto, como que um novo natal do Salvador. |
Vêmo-lo, de fato, gerado com os mesmos sinais e milagres, porém com maior mistério. Pois o Espírito Santo, que o assistiu no seio materno, agora o ilumina em meio ao rio; aquele que preservou Maria para ele, agora santifica-lhe as águas. O Pai, que antes estendeu sua sombra poderosa, agora faz ouvir sua voz. E Deus, que outrora envolveu em sombra o nascimento, dá agora, como por deliberação mais perfeita, testemunho da verdade, dizendo: Este é meu Filho amado, em quem me comprazo, ouvi-o!’.
Este que está nas águas é o Filho Amado do Pai. Um dia nós mergulhamos também nas águas do batismo e o Pai nos olhou como filhos no Filho. Somos filhos adotivos. E nossa vida será sempre um empenho sério e firme de ouvir a voz do Filho amado. Lucas, o evangelista da oração, faz questão de dizer que, no momento do batismo, enquanto Jesus rezava , o céu se abriu. O Jesus de Lucas é dado a intensa vida de oração.
Esse que penetra nas águas é o Servo do Senhor. Mais tarde, bem mais tarde, esse Jesus afirmará que precisará receber um outro batismo, que seria o de sua morte e vitória final. Começa a vida pública de Jesus e o Pai aponta com carinho o Filho amado que faz sua vontade, Filho no qual o Pai coloca todo o seu bem querer.
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