Província Franciscana da Imacula Conceição do Brasil
São Paulo, 13/02/2012
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13 de janeiro de 2010

AQUILO QUE JESUS COSTUMAVA FAZER
Marcos 1,29-39

Jesus era uma pessoa de ação, alguém sempre em movimento. Não vivia em lugar fixo, tipo dos andarilhos. Tem-se a impressão que estava sempre em viagem. O carteiro da época não encontrava seu domicílio, porque seu endereço era o mundo. O evangelho deste dia nos permite vislumbrar um pouco aquilo que Jesus costumava realizar no dia a dia.

Tinha passado um tempo na sinagoga: contacto com a Palavra, louvor do Pai, prece em comum.  Vai à casa de Simão e André, acompanhado de Tiago e João. Não vai sozinho.  Visita fraterna, de caridade, de atenção.  Jesus fica sabendo que a sogra de Pedro está doente. Tem febre.

Há gestos colocados. Jesus se aproximou, segurou  a mão da senhora e ajudou-a levantar-se. As coisas mudaram tão rapidamente que ela já podia servi-los. Já não tinha mais febre. Isso aconteceu durante o dia.

No momento do pôr do sol, ali em Cafarnaum, diante da casa de Pedro, Jesus vai acolher os possuídos pelo demônio e o cortejo dos doentes.  A cidade inteira se reuniu às portas da casa de Simão.

Marcos tem a preocupação de proibir os demônios de falarem que Jesus os tinha expulso...É tema do segredo messiânico de Marcos que só será desvendado ao pé da cruz... Os circunstantes não estavam ainda preparados para penetrar na verdadeira identidade de Jesus.

De madrugada, quando ainda estava escuro Jesus realiza uma outra atividade. Levanta-se e vai rezar num lugar silencioso, num lugar deserto.  Precisava desse oásis.  Não podia perder-se num ativismo sem sentido.Certamente não queria ser um milagreiro. Não podia passar a vida curando, fazendo milagres, multiplicando pão e vinho. Compreende-se que ele tenha buscado regularmente o deserto e a solidão para estar com o Pai.  Desnecessário recordar que todos os agentes de pastoral que desejam  se colocar à disposição da ação de Deus nas pessoas precisam mergulhar no silêncio. Não são eles meros tocadores de obras, mas pessoas que, à maneira de Jesus, não se deixam dominar pelos fatos.

E a coisa continua. Quando os apóstolos descobriram onde Jesus estavam, disseram: “Todos estão te procurando”.

Jesus diz que nesse momento ele e os seus precisam ir embora.  A vida continua para esses apóstolos andarilhos...

Marcos vai  descrevendo a vida e os gestos de Jesus. Seus leitores, como aqueles que hoje ouvem seu evangelho, vão tentando responder à pergunta do evangelista: “Quem é Jesus?”  Cabe a cada um de nós, através das leituras evangélicas, da vida na Igreja, nos engajamentos assumidos, ao longo de nossa vida, responder também a esta pergunta: “Quem é Jesus para nós?”

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