Na liturgia diária está sendo proclamado para nossa leitura e aprofundamento o Livro das Parábolas de Mateus. No dia de hoje, Jesus explica a parábola do joio e o trigo. Nosso Deus é o Deus da paciência. Há bons e maus por aí ontem, hoje e sempre.
A boa semente são os que pertencem ao Reino. Desde a passagem adorável de Jesus por esta terra, homens e mulheres de todos os universos se sentiram atraídos por ele e por ele foram chamados ao seu seguimento. Uns tomaram (e tomam) as palavras do Mestre em toda a sua radicalidade e passam a viver meticulosamente os pedidos e exigências do Evangelho. São pessoas profundamente boas, de consciência delicada, que empreendem o bem sem esmorecimento. Poderíamos fazer delas uma lista exaustiva. Bastam alguns exemplos: um casal unido, fiel, amigo, casal que se coloca diante de Deus todos os dias, que participa da Eucaristia quase que diariamente com a avidez dos famintos; uma mulher sem vaidades tolas, esperta, ágil resolve se dedicar de coração à pastoral das moças de rua; um homem público age com limpidez e transparência não infringindo os preceitos da justiça que mescla com misericórdia. São pessoas boas. Enfeitam a terra. |
Os joios são os que pertencem ao Maligno. Mistério do coração humano! Pode ser que alguns, penso aqui nos cristãos, tenham nascido de uma família cristã e, aos poucos, foram sendo iniciados nas coisas do Cristo e do Evangelho. Mas, o tempo da vida, as circunstâncias, as companhias, as tentação foram fazendo com que esses cristãos se tornassem pessoas profundamente fragilizadas. Ao que foi dito acrescente-se uma falta de viagem ao interior, ou seja, ao fundo do coração, uma negligência em examinar a consciência e em cultivar uma delicadeza de coração. Tais pessoas, por culpa própria e influenciadas por um mundo secularista, hedonista, foram se afastando de Deus e, nem sei se posso afirmar, aceitaram o Maligno em suas vidas.
Haverá uma colheita no final dos tempos....
Até lá convivem trigo e joio, bons e maus
“Quem tem ouvidos que ouça...” |