Província Franciscana da Imacula Conceição do Brasil
São Paulo, 13/02/2012
     FR. ALMIR R. GUIMARÃES
   Biografia
   "Tirando do Baú..."
   Revista Eletrônica
   O Sabor da Palavra
   ARTIGOS
   • Espiritualidade
   • Clara de Assis
   • OFS
   • Atualidades
   1ª Sexta-Feira do Mês
   Livros
   Vídeos na JP
   Mensagens na JP
   Contato

:: Busca no Site ::
Powered by Google© Pesquisa Personalizada
 

29 de julho de 2010

MARTA, HOSPEDEIRA DE JESUS
Lucas 10, 38-42 ou João 11, 19-27

Vamos pedir a Santo Agostinho que nos ajude a  refletir sobre a figura  de Marta, irmã de Maria e de Lázaro. Ela é a mulher-hospitalidade.

“As palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo nos advertem que, em meio à multiplicidade das ocupações deste mundo, devemos aspirar a um único fim. Aspiramos porque estamos a caminho e não em morada permanente; ainda em viagem e não na pátria definitiva; ainda no tempo do desejo e não na posse plena. Mas devemos aspirar, sem preguiça e sem desânimo, a fim de podermos um dia chegar ao fim.

Marta e Maria  eram irmãs, não apenas irmãs de sangue, mas também pelos sentimentos religiosos. Ambas estavam unidas ao Senhor; ambas em perfeita harmonia, serviam ao Senhor corporalmente presente. Marta  o recebeu como costumam ser recebidos os peregrinos. No entanto, era a serva que recebia o seu Senhor; uma doente que acolhia o Salvador; uma criatura que hospedava o Criador. Recebeu o Senhor para lhe dar o alimento corporal, ela que precisava do alimento espiritual. O Senhor quis tomar a forma de servo, e nesta condição, ser alimentado pelos servos, por condescendência, não por necessidade. Também foi por condescendência que se apresentou para ser alimentado. Pois tinha assumido um corpo que lhe fazia sentir fome e sede.

Portanto, o Senhor foi recebido como hóspede, ele que veio para o que era seu, e os seus não o acolheram. Mas, a todos os que o receberam, deu-lhes capacidade de se tornarem filhos de Deus (Jo 1, 11-12). 

Adotou os servos e os fez irmãos; remiu os cativos e os fez co-herdeiros. Que ninguém entre vós ouse dizer: Felizes os que mereceram receber o Cristo em sua casa!  Não te entristeças, não te lamentes por teres nascido num tempo em que já não podes ver o Senhor corporalmente. Ele não te privou desta honra, pois afirmou: Todas as vezes que fizestes  isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes( Mt 25, 40).

Aliás, Marta, permite-me dizer-te: Bendita sejas pelo teu bom serviço!  Buscas o descanso como recompensa pelo teu trabalho. Agora estás ocupada com muitos serviços, queres alimentar os corpos que são mortais, embora sejam de pessoas santas. Mas, quando chegares à outra pátria, acaso encontrarás peregrinos para hospedar?  Encontrarás um faminto para repartires com ele o pão?  Um sedento para dares de beber? Um doente para visitar? Um desunido para reconciliar? Um morto para sepultar?

Lá não haverá nada disso. Então o que haverá?  O que Maria escolheu: lá seremos alimentados, não alimentaremos. Lá se cumprirá com perfeição e em plenitude, o que Maria escolheu aqui: daquela mesa farta, ela recolhia as migalhas da  palavra do Senhor. Queres realmente saber o que há de acontecer lá?  É o próprio Senhor quem diz a respeito de seus servos:  Em verdade eu vos digo; ele mesmo vai fazê-los sentar-se à mesa e, passando, os servirá (Lc 12,37).

Liturgia das  Horas  III, p. 1454-55

<< Voltar
Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil
Copyright © 2011 Franciscanos.org.br - Todos os direitos Reservados.