Província Franciscana da Imacula Conceição do Brasil
São Paulo, 13/02/2012
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03 de junho de 2010

Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo
E TODOS COMERAM E SACIARAM A FOME

Lucas 9, 11-17

A alma de nossos templos é a Eucaristia.  Quando penetramos neles vemos imediatamente o altar com sua toalha bem cuidada. Fechamos os olhos e nos lembramos de tudo aquilo que ali passa no momento da celebração da Missa. Voltamos no tempo e evocamos a última das refeições do Mestre com os seus.

Era a véspera de sua Paixão. Era o momento do adeus. Uma mesa, uma lembrança, um gesto.  Jesus levanta-se toma o pão, olha para os céus e diz que aquele pão seria seu corpo e que o vinho cálice,  o sangue derramado pelos seus. Hoje tudo se repete. Os fiéis chegam. Procuram chegar pontualmente. Experimentam a alegria do encontro com outros que têm a mesma fé,  que eles podem designar de irmãos. Chegam e preparam o coração para viver essa celebração que faz memória dele, de sua vida, de sua história, de sua morte, de sua ressurreição.  Há as leituras, há os hinos, há o pão da Palavra.  E depois as coisas tão simples: pão, vinho, água. E aquele que um dia esteve no altar da cruz com sua carne se faz  presente sacramentalmente no pão e no vinho, frutos da terra, da videira e do trabalho do homem. E os corações dos discípulos se unem à oferenda do Mestre. Eles associam sua vida  ao que se entrega novamente para a vida do mundo.

E na comunhão os que se alimentam buscam trilhar as pegadas de Cristo na vida, comungam o destino do Filho de Deus que se fez carne para a vida do mundo.

Os cristãos fazem a memória do Mestre na Eucaristia. Também realizam a ordem  do Senhor quando vivem da partilha. O evangelho deste dia é o da multiplicação dos pães na versão de Lucas.  Os que participam da Eucaristia que é pão partido para todos, são os que imitam a Jesus em sua preocupação de alimentar os famintos.  Lucas diz que todos comeram e ficaram satisfeitos.  E tão grande foi o milagre que foram recolhidos doze cestos dos pedaços que sobraram.

Faz-se carne o pão de trigo,
Faz-se sangue o vinho amigo:
Deve-o crer todo cristão (...)
Pão e vinho é o que vemos.
Mas ao Cristo é que nos temos
Em tão ínfimos sinais.

Belos os nossos altares.  Belos os templos  nos quais celebramos a paixão, morte e ressurreição  de Jesus no mistério do pão e do vinho.

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