12 de outubro de 2010

Nossa Senhora Aparecida
Padroeira do Brasil
A MARIA QUE APARECEU
João 2, 1-11

Belíssimo o evangelho das Bodas de Caná lido nesta solene comemoração da Virgem Aparecida. 

Maria diz aos empregado da festa de casamento que ficara sem vinho e a nós: “ Fazei o que ele vos disser1”. 

Vamos transcrever alguns textos marianos densos e belos que  nos ajudam a amar Maria e nos tornamos seus devotos.

Ela não deixa que as coisas parem nela. Ela nos aponta  Cristo.

  • Já que o anjo saudou a  Maria com uma fórmula nova  que não consegui encontra em nenhuma outra passagem das Escrituras, sinto-me não obrigação de dizer alguma coisa a esse respeito.  Na verdade, não me lembro de outro lugar das  Escrituras onde se pode ler a frase pronunciada pelo Anjo:  “Alegra-te, ó cheia de graça”. Nunca se dirigiram tais palavras a um ser  humano. Esta saudação foi reservada unicamente a Maria.  Com efeito, se Maria tivesse sabido que uma fórmula deste gênero já tivesse sido dirigida a alguém  - ela conhecia  Lei, era santa e conhecia bem os oráculos dos profetas – não teria manifestado espanto diante desta saudação tão insólita.  Por isso   o Anjo lhe disse: “Não temas, Maria...”. Orígenes (+ em torno de 254)
  • O  Anjo anunciara à Virgem Maria coisas misteriosas. Para fortalecer sua fé com um exemplo anunciou-lhe a maternidade de uma mulher idosa e estéril, como prova de que é possível a Deus tudo o que ele quer.  Logo ao ouvir a notícia, Maria dirigiu-se às montanhas não por falta de fé na profecia ou falta de confiança na mensagem, nem por duvidar do exemplo dado, mas guiada pela felicidade de ver cumprida a promessa, levada pela vontade de prestar um serviço, movida pelo impulso interior de sua alegria.  Já plena de Deus, aonde ir depressa senão às alturas? A graça do Espírito Santo ignora a lentidão. Manifestam-se imediatamente os benefícios da chegada de Maria e da presença do Senhor, pois quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança exultou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.Ambrósio de Milão  (+ 397)

  • Chegou a hora, diz o Senhor, de tomar-te como companheira, minha Mãe.  Por isso, porque encheste de alegria a terra e aos que nela moram, da mesma forma agora,   cheia de graça, trazes também alegria aos céus (...).  Vem cheia de exultação. Alegria também agora para ti porque  tens sempre a dignidade daquele que é  cheia de graças. Como quando estavas para conceber te foi dito que te alegrasses, também alegra-te agora que te chamo de volta. Germano de Constantinopla (+733)
  • A  devoção a Maria é fonte de vida cristã profunda, é fonte de compromisso com Deus e com os irmãos. Permanecei na escola de Maria, escutai  a sua voz, segui os seus exemplos. Como ouvimos no Evangelho, ela nos orienta para Jesus:  Fazei tudo o que ele vos disser (Jo 2,5). E como outrora em Caná da Galiléia, encaminha aos filhos as dificuldades do  dos homens, obtendo dele as graças desejadas. João Paulo II ( +2005)