Província Franciscana da Imacula Conceição do Brasil
São Paulo, 13/02/2012
     FR. ALMIR R. GUIMARÃES
   Biografia
   "Tirando do Baú..."
   Revista Eletrônica
   O Sabor da Palavra
   ARTIGOS
   • Espiritualidade
   • Clara de Assis
   • OFS
   • Atualidades
   1ª Sexta-Feira do Mês
   Livros
   Vídeos na JP
   Mensagens na JP
   Contato

:: Busca no Site ::
Powered by Google© Pesquisa Personalizada
 

1º de setembro de 2010

UM MESTRE SEMPRE A CAMINHO
Lucas 4,38-44

Lucas relata o que se passou com Jesus no famoso “dia de Cafarnaum”  e na manhã seguinte.

Quando sai da sinagoga o Mestre entra na casa de Simão. Faz uma visita à sogra do apóstolo que estava enferma, prostrada, deitada, com febre. Ameaça a febre e esta desaparece. A mulher se levanta, sai da prostração com as ordens de Jesus. E aquela que se viu libertada da doença passa a servir. Cena que se passou no interior de uma casa. Gesto de atenção e de bondade.

Ao pôr do sol há um cortejo de doentes chegando até Jesus, pessoas atingidas por diversos males. Há um gesto de Jesus a ser ressaltado: “Colocava a mão em cada um deles e os curava”. Será que esses enfermos cambaleantes se tornaram depois discípulos do mundo novo?

A comunidade da Igreja, os discípulos de Jesus de hoje, são procurados por muitos doentes. Nossas paróquias, suplementarmente, procuram dar assistência social e médica a alguns mais necessitados. Há muitos que buscam remédios nas farmácias paroquiais. Há doentes do corpo que querem uma bênção e imploram cura. Há outros doentes. Pessoas complicadas psicologicamente e que circulam pelos espaços de nossas comunidades precisando de uma palavra, de uma atenção e mesmo de sérios tratamentos médicos.

Necessário se faz desenvolver uma bela pastoral da unção dos enfermos.

           

Pensamos em celebrações comunitárias que se concluam com uma imposição das mãos sobre cada  pessoa. Esse “tocar” o outro é como que um sacramental.  Pensamos na pastoral da visita aos doentes, feita com carinho, com delicadeza, levando-se uma palavra, a Eucaristia, um pequeno presente e a comunicação ao doente que ele ocupa um lugar importante no coração dos cristãos daquela comunidade.

Ao raiar do dia Jesus vai para um lugar deserto. Tudo leva a crer que ele precisava reorganizar seu interior depois de tanta correria, atendimento e cansaço. Desde sempre os cristãos afeitos à pastoral são alertados no sentido de não viverem um ativismo estéril. Sempre são convidados a buscar o silêncio e, no silêncio, estar com o Senhor e contemplar o seu semblante. Certamente, não podemos ser “tocadores” de obras, nem funcionários das coisas sagradas. Os cristãos perdem sua identidade quando se lançam num ativismo sem reflexão e sem medida. Essa busca do silêncio do deserto não é um enfeite exterior e artificial. No coração de uma jornada intensa e desgastante, Jesus tem necessidade de estar com o Pai no deserto.

           
Os habitantes do lugar queriam reter a Jesus. Mas ele precisava continuar a buscar outros ouvintes e outras cidades. Felizes os cristãos missionários e andarilhos que esquecem de seu pequeno mundo e caminham de espaço em espaço anunciando pelo exemplo e pela palavra  sua fé em Jesus. Nosso Mestre esteve sempre a caminho...
<< Voltar
Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil
Copyright © 2011 Franciscanos.org.br - Todos os direitos Reservados.