Província Franciscana da Imacula Conceição do Brasil
São Paulo, 13/02/2012
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03 de setembro de 2010

UMA EXPLOSÃO DE ALEGRIA
Lucas 5, 33-39

Jesus! Toda a nossa vida passamos pensando nesse nome, nesse que veio dar sentido aos nossos dias.  Desde a mais tenra infância, no seio de nossa família, viemos a encontrá-lo e passamos a  viver  na “religião”, com suas práticas, suas preces, seus preceitos. Pode acontecer que, entrando no universo das prescrições, aos poucos, nós também, como os fariseus do tempo de Jesus, venhamos a nos dar por satisfeitos com práticas: a missa dos domingos, um terço, o dízimo, uns trabalhos de pastoral, uma privação de alimento aqui e ali. E, de repente, as práticas sem muita vinculação com o coração, se agigantam e tornam mais importantes do que os laços afetivos entre o  Amado e a amada, entre o Esposo e a esposa. A Igreja sempre precisa fugir do legalismo, de ter a consciência meio tranqüila com as obras que coloca.

Lucas faz uma observação que provoca uma reação de Jesus. Um mestre da lei e fariseus fazem uma crítica: “Os discípulos de João, e também os discípulos dos fariseus, jejuam com freqüência e fazem orações. Mas os teus discípulos comem e bebem”.

Jesus é o esposo da festa de casamento. Ele é o novo, a novidade por excelência. Há uma festa no mundo com sua chegada. Nada de tristeza, nada de jejum, nada de frias observâncias quando parece importante  degustar a presença do Esposo na festa do mundo.  Deus vem visitar sua terra, o  Amor se torna palpável nos gestos, nas palavras e na pessoa de Jesus.  

Por detrás de todas as observâncias religiosas lícitas e necessárias como jejum, abstinências, prescrições rituais está a vida. Houve uma explosão de amor vital  com a chegada de Jesus. Ele é o Esposo da festa de casamento entre o céu e a terra. Para além das organizações pastorais, está o Esposo cuja presença será degustada na comunhão fraterna e  no silêncio da oração contemplativa. Nada de legalismos que venham a nos tranqüilizar a consciência de maneira enganosa.

Novidade e velhice, vinho novo e vinho velho, roupa nova e roupa velha... essas imagens vão se sucedendo no texto evangélico. Jesus é a novidade, o vinho novo, o pano novo... Não dá para se ficar fazendo remendos. O pano novo no tecido velho dá rasgão. O vinho novo não combina com os odes velhos.  

Desde a nossa infância convivemos com esse Jesus, esposo da festa que Deus veio instaurar, pano novo, vinho novo... no coração da rotina, das mesmices, dos ritualismos.

“Ninguém tira remendo de roupa nova para fazer remendo em roupa velha...”

Será que em nossas tentativas de atualização da pastoral e da missão não estamos fazendo desse tipo de remendos?

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