Província Franciscana da Imacula Conceição do Brasil
São Paulo, 13/02/2012
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07 de setembro de 2010

A SOLENE CONVOCAÇÃO DOS DOZE
Lucas 6, 12-19

Jesus, ao “amanhecer, chamou seus discípulos e escolheu doze dentre eles aos quais deu o nome de apóstolos”.

Convocação, chamamento, vocação de doze homens da Galiléia para serem  “enviados” de Jesus, os continuadores de sua obra.  Sobre seus ombros e de seus sucessores estava sendo confiado o tesouro do Reino. Até o final dos tempos esses doze haverão de se perpetuar para que aqueles que Jesus ama não se percam.  Gloriosa missão e tremenda responsabilidade.  Paulo, mais tarde, sentirá a alegria de ser embaixador do Senhor  e, ao mesmo tempo uma urgência inadiável em anunciar o evangelho, a boa nova daquele que o havia arremetido por terra no caminho de Damasco.  Todos os discípulos de Cristo, solteiros ou casados, pais de família ou sem família, letrados e iletrados sabem que não podem deixar de evangelizar.  Pode-se, no entanto, dizer que os bispos e sacerdotes serão os  imediatos sucessores dos apóstolos.

Indubitavelmente  a eleição dos apóstolos foi uma das mais importantes e fundamentais decisões  tomadas por Jesus.  Somente Lucas afirma que ela foi feita na montanha depois de passar a noite em oração.  Jesus se retira, se predispõe, se prepara a escolha dessa famosa lista dos doze.  Lucas sempre faz questão de mostrar que Jesus se recolhe antes dos momentos importantes de sua vida e de sua missão.
Apóstolo significa enviado.

Assim como Jesus é o Enviado do Pai, da mesma forma eles serão  enviados como  ovelhas no meio de lobos, como pastores que buscam as ovelhas desgarradas e perdidas nos abismos profundos e envoltas nos espinheiros.  Esses que seguem a Jesus mais de perto não têm casa fixa, são andarilhos, vão sem bolsa, sem alforje,  sem relutância porque o tempo urge.  Belíssima a vida e a missão dos apóstolos de hoje. Praza aos céus que experimentem, no meio dos desafios da evangelização e da pastoral, a alegria de poderem dizer que estão se gastando, se consumindo pelos que Jesus lhes dá.
Eles serão um “corpo”, como os patriarcas das doze tribos de Israel, um grupo coeso que pensa e age em comum.  São eles os fundamentos da obra prima da paixão, morte e ressurreição de Jesus: a Igreja.
Esses frágeis pescadores deviam agora andar nos passos de Jesus  e serem formados na escola do mestre sem casa, sem poder, sem títulos, mas cheio de uma autoridade que lhe vinha do Pai.   Mais tarde, depois de algumas delicadas manifestações de fraqueza, eles serão robustecidos com  a experiência da Páscoa e com a vinda do Espírito Santo.

Os que foram escolhidos na montanha descem à planície.  O Sermão das Bem-aventuranças de Lucas se passa na planície.   “Jesus desceu da montanha com eles e parou num lugar plano”.  Lá a estava a multidão, os doentes, os que queriam tocar  em Jesus.  Os apóstolos devem ter compreendido sua tarefa.
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