Jesus está em sua cidade. Apresentam-lhe um paralítico deitado numa cama. Jesus se dá conta da confiança do doente e dos que o trazem. O Mestre cura o doente: “Coragem, filho, os teus pecados estão perdoados!” Nesse ponto começa a polêmica: Que é esse para perdoar os pecados? Será que não está exorbitando? Poderia, eventualmente, fazer com que o paralitico andasse, mas perdoar os pecados....
Neste texto um escriba, especialista na Lei de Deus, um teólogo daquela época, critica a Jesus porque perdoou os pecados ao paralítico e o perdão só poderia vir de Deus.
Jesus se apresenta como instrumento do perdão do Pai e cura o paralítico para dar um sinal da autenticidade de sua missão. Este prodígio, de alguma forma, confirmava que a missão de Jesus vinha de Deus. Por isso alguns terminaram dizendo que o poder de Jesus vinha do demônio. Fica claro que é Deus quem perdoa. |
Ele pode dar o seu perdão através de um instrumento humano, neste caso a humanidade de Jesus. Por isso as pessoas davam graças a Deus que havia dado um poder tão grande aos homens.
No paralisia do homem curado podemos ver um símbolo de nossas próprias paralisias, de tudo aquilo que nos detém, que nos freia e não nos deixa caminhar adiante em nossa vida. Essa paralisia tem um nome: pecado.
Os discípulos de Jesus, aqueles que querem seguir o Mestre de perto, são pessoas ágeis. Estão sempre andando, caminhado, agilmente. Pode acontecer, por vezes, que os cristãos se cansem e se joguem à beira da estrada sem ânimo de fazer o que o Mestre dita e ordena. Os que querem ser fiéis à Jesus pedem que lhes cure a inércia do corpo e do coração. Os cristãos, ouvem o Mestre dizer: “O paralítico então se levantou e foi para sua casa”. |