Província Franciscana da Imacula Conceição do Brasil
São Paulo, 23/05/2012
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31 de maio de 2011

Festa da Visitação de Nossa Senhora
MARIA VISITA ISABEL

Sofonias 3, 14-18; Lucas 1,39-56

Viver é conviver.  As pessoas que se estimam se fazem presentes  umas na vida  das outras.  Elas manifestam  seu bem querer  de múltiplas formas, de modo particular  por meio dessa realidade delicada e terna chamada visita.

Os que praticam a visita demonstram apreço pelo outro. São pessoas que se organizam de tal forma, que incluem o outro no universo da organização de seu tempo. Em  outras palavras:  o outro é importante e conta aos olhos de  quem visita. 

Há visitas de todo tipo.  Os filhos, casados ou  não, visitam seus pais regularmente. Dão-se conta de suas necessidades  e  vivem suas alegrias. As famílias  visitam seus parentes  mais próximos. Pai, mãe e filhos vão  visitar os avós, sadios ou doentes, sentam-se  à  mesa com eles, oferecem-se pequenos presentes,  fazem-se presentes  uns na história e na vida dos outros, assumem responsabilidades que possam tornar mais fácil a  vida de uns e de outros.  Os que se visitam  saberão deixar de lado  tarefas menos importantes para o exercício da caridade.

Há essas visitas protocolares, mas  há sobretudo visitas com ressonância no  fundo do coração. Um casal, ou pessoas isoladas se dirigem  à casa  de um amigo para uma  refeição de aniversario. A alegria do encontro, o presente que se dá e se recebe, as histórias que se contam,  as lembranças evocadas:  tudo se orienta para a solidificação dos laços de amizade. Há a alegria da refeição partilhada, o canto que ecoa no ar, a pena que o encontro tenha terminado.

Há dois tipos de visitas  particularmente especiais: aquela que se faz aos doentes ou aos que vivem  num presídio. O doente espera um sorriso, uma presença amiga, uma palavra de apoio,  uma prece feita e outra prometida. Os que penam no cárcere devido à loucura de suas ações precisam saber que na terra há pessoas boas que os enxergam com um olhar de esperança e os  considerem como seres  humanos e  não como monstros.

Maria  fica sabendo que está grávida. Tem  vontade de dizer a outros  aquilo que vive seu coração. Dirige-se apressadamente às montanhas de Judá e vai ter com  sua parenta  Isabel, ela também agraciada. Há alegria do encontro, as duas sentem visitadas pelo Alto e se visitam  na alegria. O menino no seio de Isabel  se alegra.  Ele escuta a voz de seu amado que  veio, no dizer do Cântico, saltando pelos montes.

Os que se visitam carinhosa e caridosamente são portadores de  Deus para a vida dos outros.

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