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5. “VIVER PARA AQUELE QUE MORREU POR TODOS”
É verdade que, em alguns momentos, Francisco se sentiu inclinado a interpretar a contemplação como uma retirada total, para em seguida querer levar “uma vida angélica”, como essa renúncia total era chamada naquela época. Pensava-se poder chegar, ainda neste mundo, a imitar, na medida do possível, a vida dos anjos: contemplando unicamente a Deus, sem se deixar distrair por nenhuma outra coisa, nem se deixar manchar por nada deste mundo. Além de se tratar de uma ilusão, tal interpretação da vida contemplativa não corresponde às noções básicas do cristianismo. Entretanto, através desta tentação, Francisco encontrou, em conversa com Clara e seu Irmão Silvestre, a sua verdadeira forma de vida:
“Fiéis cultores da justiça, discutiam também se deveriam permanecer entre os homens ou retirar-se para lugares desertos. Mas São Francisco, que em assunto nenhum confiava apenas em sua sabedoria, mas prevenia tudo com a santa oração, preferiu não viver apenas para si mesmo, mas para aquele que morreu por todos, reconhecendo que tinha sido mandado para conquistar as almas para Deus...”(1C 35)
Francisco e Clara se sentiam enviados pelo caminho da contemplação, por meio da meditação sobre a vida e Cruz de Jesus Cristo. Tudo lhes mostrava claramente que Deus deseja a salvação da humanidade. Concordância com a vontade de Deus se alcança somente na medida em que o ser humano se preocupa com a redenção do mundo. Em outras palavras, contemplação deve fundamentar-se em Cristo. Cristo, por sua vez, viveu pelos homens e por eles morreu. A pessoa de Jesus, que está bem no centro da contemplação, reconduz todos aqueles que o procuram forçosamente de volta para o mundo.
Francisco é feliz por não precisar ceder nada da exclusividade com que se entrega a Deus e a Jesus Cristo. Pois esta mesma exclusividade não exclui a ação, mas a integra. Portanto, não existe concorrência entre Deus e o mundo. Para toda pessoa que medita e reza cristãmente, Deus se deixa encontrar em tudo e todos. Ele está “por detrás” de tudo e acima de tudo. São Paulo encontrou a fórmula mais sucinta para exprimir esta verdade: “Deus é tudo em todos” (1 Cor 15, 28) |
Este
curso é promovido pela Família Franciscana
do Brasil, por iniciativa do Centro Franciscano de
Petrópolis e sua realização acontece
nos regionais da FFB. Este curso foi impresso em 25
fascículos. Quem se interessar por esta coleção,
deve procurar
pelo Centro Franciscano, no telefone (24) 2242-5247
ou pelo e-mail ffb@compuland.com.br |
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"Altíssimo,
onipotente, bom
Senhor,
teus são o louvor,
a glória, a honra
e toda a bênção.
só a ti,
Altíssimo,
são devidos;
e homem algum é
digno
de te mencionar.
Louvado sejas,
meu Senhor,
com todas as tuas
criaturas,
especialmente o
senhor irmão
Sol, que
clareia o dia
e com sua luz
nos alumia.
E ele é belo
e radiante
com grande
esplendor:
de ti, Altíssimo,
é a imagem.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pela irmã Lua
e as Estrelas,
que no céu
formaste claras
e preciosas e belas.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelo irmão
Vento,
pelo ar, ou
nublado
ou sereno,
e todo o tempo,
pelo qual
às tuas
criaturas dás
sustento.
Louvado sejas,
meu Senhor
pela irmã
Água,
que é mui
útil
e humilde
e preciosa e casta.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelo irmão
Fogo
pelo qual iluminas
a noite.
E ele é belo
e jucundo
e vigoroso e forte.
Louvado sejas,
meu Senhor,
por nossa
irmã
a mãe Terra,
que nos sustenta
e governa,
e produz frutos
diversos
e coloridas flores
e ervas.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelos que perdoam
por teu amor,
e suportam
enfermidades
e tribulações.
Bem-aventurados os
que as sustentam
em paz,
que por ti,
Altíssimo,
serão coroados.
Louvado sejas,
meu Senhor,
por nossa irmã
a Morte corporal,
da qual homem algum
pode escapar.
Ai dos que morrerem
em pecado mortal!
Felizes os que ela
achar
conformes à
tua santíssima
vontade,
porque a morte Segunda
não lhes
fará mal!
Louvai e bendizei
a meu Senhor,
e dai-lhe graças,
e servi-o com grande
humildade."
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