|
|
|
|
|
 |

7. LEVAR A CELA CONSIGO EM TODA PARTE
Desde cedo, uma forma de vida contemplativa desenvolveu-se de maneira especial dentro do Movimento franciscano. O próprio Francisco escreveu uma Regra, na qual se prevê um “território delimitado” (Reg 1). Os numerosos eremitérios na Itália Central, procurados temporariamente pelos irmãos, testemunham até hoje esta forma de vida. Basta recordar os Carceri, Greccio, Fonte Colombo, Monte Casale, Le Celle, Poggio Bustone ou La Verna.
Provavelmente, na sua forma original, a vida das clarissas possa ser comparada a essa vida nos eremitérios. As irmãs entendem a pobreza como total disponibilidade e prontidão para atender a Deus e aos seres humanos. Desejam que elas mesmas, assim como a sua convivência de irmãs, sejam compenetradas pelo Espírito de Deus. De modo muito especial, têm elas em Maria o seu modelo. Como ela, almejam seguir o seu exemplo de “virgem feita igreja”, “palácio” no qual Deus reina, “tabernáculo” onde Deus participa da nossa peregrinação, “morada” na qual ele esteja em casa (cf. SMD).
Queriam ser “filhas do Pai celestial”, “esposas do Espírito Santo”, “mães que concebem e acolhem Jesus e o dêem à luz por obras santas” (cf. 4Ctb 9; cf. Vida de Clara).
Portanto, desde os primórdios havia uma forma de vida exclusivamente contemplativa dentro do Movimento franciscano. Daí não se deve concluir que seja menos contemplativa a forma de vida caracterizada pela dimensão missionária.
“Quando escolhia frades para o acompanhar, (Francisco) dizia-lhes: Em nome do Senhor, ide dois a dois, modestamente, em grande silêncio pelos caminhos. Desde o alvorecer até à hora da Terça, guardai silêncio, orando a Deus em vossos corações. Não digais palavras ociosas ou inúteis. Embora vades de viagem, seja santo o vosso conversar, como se estivésseis no vosso eremitério ou na vossa cela, visto que, onde quer que estejamos ou por onde andarmos, levemos conosco a nossa cela, que é o irmão corpo; e a alma é o eremita, que mora lá dentro para orar e contemplar o Senhor. Se a alma não consegue descobrir o silêncio e recolhimento interior da sua cela, de pouco aproveita ao religioso a outra cela, construída pela mão do homem” (LP 80; cf. 2C 94).
Enquanto Clara falava do coração como de uma “clausura”, Francisco chamava o corpo humano de “cela”. Por conseguinte, o que se pretende, deve ser vivido sempre e em toda parte. Esta noção de “cela” é, pois, um princípio de vida que pode expressar-se por meio de várias estruturas, tanto no mundo como atrás de muros conventuais, sem, entretanto, identificar-se com nenhuma delas. Tais estruturas podem ser úteis, mas nunca representam a própria forma contemplativa de vida. |
Este
curso é promovido pela Família Franciscana
do Brasil, por iniciativa do Centro Franciscano de
Petrópolis e sua realização acontece
nos regionais da FFB. Este curso foi impresso em 25
fascículos. Quem se interessar por esta coleção,
deve procurar
pelo Centro Franciscano, no telefone (24) 2242-5247
ou pelo e-mail ffb@compuland.com.br |
|
|
 |
|
|
|
|
"Altíssimo,
onipotente, bom
Senhor,
teus são o louvor,
a glória, a honra
e toda a bênção.
só a ti,
Altíssimo,
são devidos;
e homem algum é
digno
de te mencionar.
Louvado sejas,
meu Senhor,
com todas as tuas
criaturas,
especialmente o
senhor irmão
Sol, que
clareia o dia
e com sua luz
nos alumia.
E ele é belo
e radiante
com grande
esplendor:
de ti, Altíssimo,
é a imagem.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pela irmã Lua
e as Estrelas,
que no céu
formaste claras
e preciosas e belas.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelo irmão
Vento,
pelo ar, ou
nublado
ou sereno,
e todo o tempo,
pelo qual
às tuas
criaturas dás
sustento.
Louvado sejas,
meu Senhor
pela irmã
Água,
que é mui
útil
e humilde
e preciosa e casta.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelo irmão
Fogo
pelo qual iluminas
a noite.
E ele é belo
e jucundo
e vigoroso e forte.
Louvado sejas,
meu Senhor,
por nossa
irmã
a mãe Terra,
que nos sustenta
e governa,
e produz frutos
diversos
e coloridas flores
e ervas.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelos que perdoam
por teu amor,
e suportam
enfermidades
e tribulações.
Bem-aventurados os
que as sustentam
em paz,
que por ti,
Altíssimo,
serão coroados.
Louvado sejas,
meu Senhor,
por nossa irmã
a Morte corporal,
da qual homem algum
pode escapar.
Ai dos que morrerem
em pecado mortal!
Felizes os que ela
achar
conformes à
tua santíssima
vontade,
porque a morte Segunda
não lhes
fará mal!
Louvai e bendizei
a meu Senhor,
e dai-lhe graças,
e servi-o com grande
humildade."
|
|
 |
 |
 |
|
|
|