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8. MAIS QUE EREMITÉRIO: CONTEMPLAÇÃO COMO REALIDADE DE VIDA
Contemplação é mais que uma estrutura (= “mais que um eremitério”). Isso fica claramente ilustrado por um exemplo da vida de Francisco. Um “ministro” queria ser liberado do peso da difícil responsabilidade do seu cargo, para refugiar-se num eremitério. Sentia seu “estar-no-mundo” como um “mal” ao qual queria se subtrair. Para ele, o eremitério tornou-se uma tentação, dando-lhe a ilusão de representar um mundo intacto, onde a presença de Deus seria experimentada espontaneamente.
Porém, Francisco instruiu esse ministro, lembrando-lhe o seu “Deus meus et omnia”, assim como a fé que sabe Deus é a base de toda realidade. Pois, Deus deve ser procurado “em tudo quanto dificulta teu amor a Deus nosso Senhor, bem como as pessoas que te causam aborrecimentos, sejam irmãos ou gente de fora, mesmo que cheguem a te fazer violência”. Tudo isso deve considerar-se “como uma graça” (6Ct).
É interessante notar que, justamente num caso destes, volta de novo o “nada mais” da Regra Não-Bulada: “Isso deves procurar, e nada mais” (6Ct; cf. 2Rg 23,9). Quando a contemplação é entendida como um total assentimento à vontade de Deus, então a “perfeita obediência” e a verdadeira contemplação consistem justamente nesse suportar o mal, agüentar o conflito, permanecer no mundo. Portanto, a “carta a um ministro” pode ser considerada uma real introdução à contemplação. Francisco permanece convencido de que a contemplação é possível em toda parte. |
Este
curso é promovido pela Família Franciscana
do Brasil, por iniciativa do Centro Franciscano de
Petrópolis e sua realização acontece
nos regionais da FFB. Este curso foi impresso em 25
fascículos. Quem se interessar por esta coleção,
deve procurar
pelo Centro Franciscano, no telefone (24) 2242-5247
ou pelo e-mail ffb@compuland.com.br |
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"Altíssimo,
onipotente, bom
Senhor,
teus são o louvor,
a glória, a honra
e toda a bênção.
só a ti,
Altíssimo,
são devidos;
e homem algum é
digno
de te mencionar.
Louvado sejas,
meu Senhor,
com todas as tuas
criaturas,
especialmente o
senhor irmão
Sol, que
clareia o dia
e com sua luz
nos alumia.
E ele é belo
e radiante
com grande
esplendor:
de ti, Altíssimo,
é a imagem.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pela irmã Lua
e as Estrelas,
que no céu
formaste claras
e preciosas e belas.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelo irmão
Vento,
pelo ar, ou
nublado
ou sereno,
e todo o tempo,
pelo qual
às tuas
criaturas dás
sustento.
Louvado sejas,
meu Senhor
pela irmã
Água,
que é mui
útil
e humilde
e preciosa e casta.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelo irmão
Fogo
pelo qual iluminas
a noite.
E ele é belo
e jucundo
e vigoroso e forte.
Louvado sejas,
meu Senhor,
por nossa
irmã
a mãe Terra,
que nos sustenta
e governa,
e produz frutos
diversos
e coloridas flores
e ervas.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelos que perdoam
por teu amor,
e suportam
enfermidades
e tribulações.
Bem-aventurados os
que as sustentam
em paz,
que por ti,
Altíssimo,
serão coroados.
Louvado sejas,
meu Senhor,
por nossa irmã
a Morte corporal,
da qual homem algum
pode escapar.
Ai dos que morrerem
em pecado mortal!
Felizes os que ela
achar
conformes à
tua santíssima
vontade,
porque a morte Segunda
não lhes
fará mal!
Louvai e bendizei
a meu Senhor,
e dai-lhe graças,
e servi-o com grande
humildade."
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