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COMO
FRANCISCO CELEBROU A FESTA DE NATAL
Em dezembro de 1223, Francisco estava mais
uma vez numa ermida perto de Greccio, uma pequena
cidade no vale de Rieti. De repente, teve uma
idéia: "Como seria", pensava
ele, "se pudesse ver com meus olhos a que
ponto Deus queria se fazer pequeno e pobre?"
Como seria, se pudesse tocar com minhas mãos
a miséria, no meio da qual Deus veio
ao mundo? Quero lembrar o menino que nasceu
em Belém, os apertos que passou, como
foi posto num presépio, e ver com os
próprios olhos como ficou em cima da
palha, entre o boi e o burro. Com todo meu ser,
quero inclinar-me sobre a grande pobreza que
Jesus assumiu ao nascer num presépio".
Contudo, Francisco não foi nenhum sonhador;
sentia a necessidade de agir. Num certo dia,
portanto, convidou um casal para entrar com
ele numa gruta. Pediu que trouxessem um boi
e um burro e que enchessem a manjedoura com
palha. Sobretudo, devia haver muita gente; convidou
grandes e pequenos, tantos quantos podiam vir.
E então Francisco viu como Deus se fez
pequeno: tocou a carência de Deus, sentiu
o cheiro entre os animais, se inclinou sobre
o Deus pobre, e cantou, junto com o povo, o
canto que fala do rosto humano de Deus (cf.
1Cel 84-85). |
Este
curso é promovido pela Família Franciscana
do Brasil, por iniciativa do Centro Franciscano de
Petrópolis e sua realização acontece
nos regionais da FFB. Este curso foi impresso em 25
fascículos. Quem se interessar por esta coleção,
deve procurar
pelo Centro Franciscano, no telefone (24) 2242-5247
ou pelo e-mail ffb@compuland.com.br |
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"Altíssimo,
onipotente, bom
Senhor,
teus são o louvor,
a glória, a honra
e toda a bênção.
só a ti,
Altíssimo,
são devidos;
e homem algum é
digno
de te mencionar.
Louvado sejas,
meu Senhor,
com todas as tuas
criaturas,
especialmente o
senhor irmão
Sol, que
clareia o dia
e com sua luz
nos alumia.
E ele é belo
e radiante
com grande
esplendor:
de ti, Altíssimo,
é a imagem.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pela irmã Lua
e as Estrelas,
que no céu
formaste claras
e preciosas e belas.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelo irmão
Vento,
pelo ar, ou
nublado
ou sereno,
e todo o tempo,
pelo qual
às tuas
criaturas dás
sustento.
Louvado sejas,
meu Senhor
pela irmã
Água,
que é mui
útil
e humilde
e preciosa e casta.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelo irmão
Fogo
pelo qual iluminas
a noite.
E ele é belo
e jucundo
e vigoroso e forte.
Louvado sejas,
meu Senhor,
por nossa
irmã
a mãe Terra,
que nos sustenta
e governa,
e produz frutos
diversos
e coloridas flores
e ervas.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelos que perdoam
por teu amor,
e suportam
enfermidades
e tribulações.
Bem-aventurados os
que as sustentam
em paz,
que por ti,
Altíssimo,
serão coroados.
Louvado sejas,
meu Senhor,
por nossa irmã
a Morte corporal,
da qual homem algum
pode escapar.
Ai dos que morrerem
em pecado mortal!
Felizes os que ela
achar
conformes à
tua santíssima
vontade,
porque a morte Segunda
não lhes
fará mal!
Louvai e bendizei
a meu Senhor,
e dai-lhe graças,
e servi-o com grande
humildade."
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