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IV.
Exercício
Em 1982, o Papa João Paulo II estando
em Assis, referiu-se do seguinte modo a Francisco
e Clara:
É realmente difícil, separar
esses dois nomes: Francisco e Clara. Trata-se
de dois fenômenos, duas lendas... Quando
celebram o aniversário de Santa Clara,
têm que fazê-lo de modo muito solene.
É realmente muito difícil separar
os dois. Entre eles há algo muito profundo,
inteligível somente com ajuda de critérios
da espiritualidade franciscana, cristã,
evangélica, mas não por meio de
critérios humanos. O duplo nome Francisco-Clara
corresponde a uma realidade inteligível
somente por categorias cristãs, espirituais,
celestiais; simultaneamente, trata-se de uma
realidade desta terra, desta cidade, desta Igreja.
Tudo veio a ser aqui. Não se trata de
um puro espírito, de puros espíritos.
Foram pessoas reais, feitas de corpo e espírito.
Mas na tradição viva da Igreja,
da Cristandade inteira, da humanidade até,
não fica somente esta lenda. Fica o que
Francisco viu na sua irmã: como ela se
aliou a Cristo num santo matrimônio. Ele
se viu a si mesmo como sua imagem, na imagem
da esposa de Cristo, da esposa mística,
de acordo com a qual formou a sua santidade...
Viu-se a si mesmo como um irmão, um pobre
conforme à imagem de santidade dessa
verdadeira esposa de Cristo, com a qual identificou
a imagem da esposa perfeita do Espírito
Santo, santa Maria...
Este é o lugar, onde - há oito
séculos - muitos peregrinos se reuniram,
para contemplar a lenda divina de Clara ao lado
de Francisco; uma lenda que teve grande influência
sobre a vida da lgre/a e a história da
espiritualidade cristã.
Em nosso tempo, é necessário renovar
a redescoberta de Clara, porque é importante
para a vida da Igreja. A redescoberta deste
carisma e desta vocação é
necessária. A descoberta da lenda divina
de Francisco e Clara é necessária"
(Clara, a nova mulher, 5).
Verifique e analise como o Papa vê
a relação entre Clara e Francisco,
entre a mulher e
o homem.
1. Que opinião tem você a este
respeito?
2. Como você veria esse relacionamento? |
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curso é promovido pela Família Franciscana
do Brasil, por iniciativa do Centro Franciscano de
Petrópolis e sua realização acontece
nos regionais da FFB. Este curso foi impresso em 25
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"Altíssimo,
onipotente, bom
Senhor,
teus são o louvor,
a glória, a honra
e toda a bênção.
só a ti,
Altíssimo,
são devidos;
e homem algum é
digno
de te mencionar.
Louvado sejas,
meu Senhor,
com todas as tuas
criaturas,
especialmente o
senhor irmão
Sol, que
clareia o dia
e com sua luz
nos alumia.
E ele é belo
e radiante
com grande
esplendor:
de ti, Altíssimo,
é a imagem.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pela irmã Lua
e as Estrelas,
que no céu
formaste claras
e preciosas e belas.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelo irmão
Vento,
pelo ar, ou
nublado
ou sereno,
e todo o tempo,
pelo qual
às tuas
criaturas dás
sustento.
Louvado sejas,
meu Senhor
pela irmã
Água,
que é mui
útil
e humilde
e preciosa e casta.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelo irmão
Fogo
pelo qual iluminas
a noite.
E ele é belo
e jucundo
e vigoroso e forte.
Louvado sejas,
meu Senhor,
por nossa
irmã
a mãe Terra,
que nos sustenta
e governa,
e produz frutos
diversos
e coloridas flores
e ervas.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelos que perdoam
por teu amor,
e suportam
enfermidades
e tribulações.
Bem-aventurados os
que as sustentam
em paz,
que por ti,
Altíssimo,
serão coroados.
Louvado sejas,
meu Senhor,
por nossa irmã
a Morte corporal,
da qual homem algum
pode escapar.
Ai dos que morrerem
em pecado mortal!
Felizes os que ela
achar
conformes à
tua santíssima
vontade,
porque a morte Segunda
não lhes
fará mal!
Louvai e bendizei
a meu Senhor,
e dai-lhe graças,
e servi-o com grande
humildade."
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