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III.
INFORMAÇÃO
2. Ecumenismo interfranciscano
O mundo inteiro ficou sendo como a "casa
grande" onde habita a Família Franciscana.
Portanto, temos que nos unir e colaborar ecumenicamente
nesta casa que é a única onde
podemos existir. A convicção de
que a renovação franciscana se
fará somente quando todos colaborarem
juntos acabou impondo-se como uma exigência
básica nos documentos pós-conciliares
da Ordem; pois, todos insistem que a nossa forma
de vida há de ser fraterna.
No Capítulo Geral dos Franciscanos em
Medellín (1971), a fraternidade é
invocada como sinal marcante de nossa identidade
e credibilidade franciscanas:
"Cremos sinceramente que esta forma de
vida fraterna, no seguimento de Cristo e de
São Francisco, pode hoje prestar um inestimável
serviço à humanidade. Com nossa
fraternidade pretendemos atender às necessidades
de hoje". (Medellín OFM 1971, n°
10).
Neste mesmo documento se enumera detalhadamente
como esta fraternidade pode contribuir:
* para promover "o bem e alegria dos irmãos"
(n° 11);
* para o serviço dos homens, auxiliando-os
"a alcançar os valores evangélicos
da dignidade humana, o desenvolvimento integral
e a verdadeira liberdade" (n° 12);
* pela "imperiosa obrigação
de nos tornar próximos de qualquer homem
indistintamente; se ele se nos apresenta, devemos
servi-lo ativamente" (n° 13);
* Pois, "nós, seguidores de São
Francisco, vivendo nas fraternidades locais,
desejamos servir as comunidades cristãs
locais... Não pode crescer nas comunidades
a graça de renovação, se
não dilatar cada uma os espaços
da caridade até os confins da terra"
(n° 16).
Também o Documento das Missões
dos Capuchinhos, "Mattli 1978", atribui
uma importância decisiva ao testemunho
da fraternidade:
* O trabalho, engajamento individual não
deve nunca monopolizar a atenção
da pessoa a ponto de impedir o convívio
fraterno (n° 38).
* A colaboração entre as províncias
e regiões aumenta a força do testemunho
dado (n° 39).
* Pois, "apreciamos os carismas de tantos
irmãos e irmãs e os utilizamos
em benefício do serviço espiritual
recíproco. Assim, contribuiremos para
o crescimento de uma comunidade de fé
e de amor, que se distingue pela sua força
evangelizadora. Este foi o desejo de São
Francisco, e assim o esperam de nós os
homens modernos" (n° 40).
O Documento do Conselho Plenário dos
Frades Menores, "O Evangelho nos Desafia"
(Salvador, Ba, julho de 1982) dedica dois capítulos
inteiros a esse assunto. Solidariedade, fraternidade,
cooperação e união entre
os vários ramos da Família Franciscana
da Primeira, Segunda e Terceira Ordem são
os meios essenciais e mais importantes de nossa
missão.
"Quando as pessoas viam os irmãos,
descreviam-nos como homens de Deus, de porte
honesto, face sorridente, respeito mútuo,
cortesia e amor (cf. 1Cel 38; AnPer 25). Sua
própria vida era um testemunho do Evangelho.
Eles não só criam e proclamavam,
mas, o que é mais importante, em suas
vidas e na comunhão com o povo experienciavam
os valores do Evangelho de Jesus Cristo. Se
hoje queremos, de fato, proclamar a Boa-Notícia,
o mundo deve primeiramente ver em nós
aqueles mesmos valores que transpareciam na
vida dos primeiros irmãos franciscanos"
(Bahia, n° 22).
As novas Constituições da Ordem
Terceira Secular (OFS) falam, no Art. 89), que
"em virtude das relações
vivas e recíprocas entre religiosos e
leigos na Família Franciscana e pela
responsabilidade das autoridades maiores"
a assistência espiritual dada pela Primeira
Ordem é um elemento essencial para garantir
a solidariedade entre todas as comunidades da
OFS.
Estas mesmas Constituições prevêem
que todos os membros da OFS têm que se
comprometer a cumprir sua missão em união
com outros grupos da Família Franciscana.
A "Regra e Vida dos Irmãos e Irmãs
da Terceira Ordem Regular" (TOR/OSF) faz
um apelo para a fidelidade às autoridades
da Igreja e para uma profunda comunhão,
tanto com a Igreja universal como com a Igreja
local. Sobretudo insiste: "Onde quer que
estejam e sempre que se encontrarem em algum
lugar, devem respeitar-se e honrar-se espiritual
e diligentemente uns aos outros. E fomentem
a unidade e a comunhão com todos os membros
da Família Franciscana" (cap 1,3).
No documento do seu 5° Conselho Plenário
de Garibaldi (1983), os Capuchinhos também
sublinham a importância primordial da
fraternidade e do espírito comunitário:
"Reforcemos a co-responsabilidade fraterna
e a solidariedade para, deste modo, superar
a mentalidade de isolamento e provincialismo.
Utilizemos para este fim as várias instituições
que animam e promovem a cooperação
na formação inicial, no apostolado,
no campo cultural e publicitário; e que
isto aconteça tanto em nível universal
da Ordem, como também em nível
continental, nacional e regional.
Atenção especial temos que dedicar
às Conferências. Nós as
animamos à partilha dos seus bens e outros
sinais de fraternidade dentro e além
dos limites das respectivas províncias
para manterem viva uma mentalidade fraterna.
O espírito de pobreza e o caminhar constante
hão de impedir que certas fraternidades
de irmãos sejam prejudicadas no seu desenvolvimento
pela permanência prolongada, além
do necessário, de certos irmãos"
(n° 27).
Estas citações de textos recentes
das várias Ordens e congregações
comprovam que na Família Franciscana
cresceu a convicção de que todos
estão obrigados a fomentar e manter a
unidade, apesar de sabermos que ainda há
vestígios de feridas e cicatrizes causadas
no passado. Temos, porém, que crescer
na convicção de que não
há mais lugar para indivíduos
que se isolam nem para certos sujeitos que procuram
aproveitar-se das circunstâncias em benefício
próprio à custa das comunidades.
Nossa missão é a de realizar em
comum o seguimento de Jesus Cristo, no espírito
de nossos fundadores Francisco e Clara.
Certamente não existe uma receita infalível
para conseguir um autêntico ecumenismo
interfranciscano, pois nos encontramos ainda
no início deste movimento. Mas já
ficou bastante claro que conseguimos resolver
muitas tarefas bem melhor, quando agimos em
conjunto, em vez de trabalhar paralelamente
ou mesmo em campos opostos. Tudo isso é
possível sem abandonar as próprias
tradições e carismas, ou seja,
mantendo a unidade na pluriformidade! Somente
assim, toda a riqueza do espírito franciscano
se manifestará e se tornará visível
e fecundo para o povo de Deus. |
Este
curso é promovido pela Família Franciscana
do Brasil, por iniciativa do Centro Franciscano de
Petrópolis e sua realização acontece
nos regionais da FFB. Este curso foi impresso em 25
fascículos. Quem se interessar por esta coleção,
deve procurar
pelo Centro Franciscano, no telefone (24) 2242-5247
ou pelo e-mail ffb@compuland.com.br |
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"Altíssimo,
onipotente, bom
Senhor,
teus são o louvor,
a glória, a honra
e toda a bênção.
só a ti,
Altíssimo,
são devidos;
e homem algum é
digno
de te mencionar.
Louvado sejas,
meu Senhor,
com todas as tuas
criaturas,
especialmente o
senhor irmão
Sol, que
clareia o dia
e com sua luz
nos alumia.
E ele é belo
e radiante
com grande
esplendor:
de ti, Altíssimo,
é a imagem.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pela irmã Lua
e as Estrelas,
que no céu
formaste claras
e preciosas e belas.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelo irmão
Vento,
pelo ar, ou
nublado
ou sereno,
e todo o tempo,
pelo qual
às tuas
criaturas dás
sustento.
Louvado sejas,
meu Senhor
pela irmã
Água,
que é mui
útil
e humilde
e preciosa e casta.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelo irmão
Fogo
pelo qual iluminas
a noite.
E ele é belo
e jucundo
e vigoroso e forte.
Louvado sejas,
meu Senhor,
por nossa
irmã
a mãe Terra,
que nos sustenta
e governa,
e produz frutos
diversos
e coloridas flores
e ervas.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelos que perdoam
por teu amor,
e suportam
enfermidades
e tribulações.
Bem-aventurados os
que as sustentam
em paz,
que por ti,
Altíssimo,
serão coroados.
Louvado sejas,
meu Senhor,
por nossa irmã
a Morte corporal,
da qual homem algum
pode escapar.
Ai dos que morrerem
em pecado mortal!
Felizes os que ela
achar
conformes à
tua santíssima
vontade,
porque a morte Segunda
não lhes
fará mal!
Louvai e bendizei
a meu Senhor,
e dai-lhe graças,
e servi-o com grande
humildade."
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