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4.
OS PROFETAS
Mais uma vez: os sacerdotes descuidaram do
anúncio da torah. Como conseqüência,
o povo já não "conhecia"
mais o seu Deus, isto é, não vivendo
mais em união amorosa com Ele, submergiu
em uma profunda crise de identidade. Era preciso
que Deus mesmo interviesse. Chamou os profetas.
A tarefa deles era: recordar aos sacerdotes
a sua obrigação primitiva. Devia
reconduzir o povo à sua vocação
primeira, vale dizer, à vocação
de constituir um povo que ouça, que vive
em comunhão com Deus, de maneira sacerdotal
e santa.
Um profeta é uma pessoa que "não
permite que os meios sejam utilizados como fins,
e que ritos exteriores sejam celebrados tendo
por finalidade a si mesmos; (um profeta) é
uma pessoa que nos lembra, continuamente, que
a verdadeira significação do tempo
presente está escondida no futuro, ou
em um nível mais elevado; é uma
pessoa que persistentemente aponta para o Espírito,
oculto atrás de todas formas exteriores
e além de todas as letras escritas" (Y. Congar).
Os profetas surgem em tempo oportuno. "Sob
que condições podem surgir profetas?
Pode-se responder muito simplesmente: cada vez
que há falta deles! Porém, quando
é que fazem falta? Em épocas em
que a comunidade esquecia a sua vocação,
ficando, de certo modo, inativa e presunçosa.
Pois, isto a torna incapaz de cumprir a sua
missão, não percebendo mais em
que consistia essa missão. Cada vez que
o povo alcançava um bem-estar terreno,
por meio de guerras, de política hábil
ou de comércio lucrativo, sucumbia à
tentação de esquecer a sua dependência
ao chamado de Deus, perdendo assim a sua razão
de ser. Então, já não tinha
consciência da sua vocação
de povo de Deus e acabava acreditando pertencer
somente a si mesmo, tendo Deus, porém,
ao seu lado. Nestas horas, a missão dos
profetas consistia, essencialmente, na obrigação
de reconvocar o povo à sua vocação" (R. Haugthon). |
Este
curso é promovido pela Família Franciscana
do Brasil, por iniciativa do Centro Franciscano de
Petrópolis e sua realização acontece
nos regionais da FFB. Este curso foi impresso em 25
fascículos. Quem se interessar por esta coleção,
deve procurar
pelo Centro Franciscano, no telefone (24) 2242-5247
ou pelo e-mail ffb@compuland.com.br |
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"Altíssimo,
onipotente, bom
Senhor,
teus são o louvor,
a glória, a honra
e toda a bênção.
só a ti,
Altíssimo,
são devidos;
e homem algum é
digno
de te mencionar.
Louvado sejas,
meu Senhor,
com todas as tuas
criaturas,
especialmente o
senhor irmão
Sol, que
clareia o dia
e com sua luz
nos alumia.
E ele é belo
e radiante
com grande
esplendor:
de ti, Altíssimo,
é a imagem.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pela irmã Lua
e as Estrelas,
que no céu
formaste claras
e preciosas e belas.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelo irmão
Vento,
pelo ar, ou
nublado
ou sereno,
e todo o tempo,
pelo qual
às tuas
criaturas dás
sustento.
Louvado sejas,
meu Senhor
pela irmã
Água,
que é mui
útil
e humilde
e preciosa e casta.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelo irmão
Fogo
pelo qual iluminas
a noite.
E ele é belo
e jucundo
e vigoroso e forte.
Louvado sejas,
meu Senhor,
por nossa
irmã
a mãe Terra,
que nos sustenta
e governa,
e produz frutos
diversos
e coloridas flores
e ervas.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelos que perdoam
por teu amor,
e suportam
enfermidades
e tribulações.
Bem-aventurados os
que as sustentam
em paz,
que por ti,
Altíssimo,
serão coroados.
Louvado sejas,
meu Senhor,
por nossa irmã
a Morte corporal,
da qual homem algum
pode escapar.
Ai dos que morrerem
em pecado mortal!
Felizes os que ela
achar
conformes à
tua santíssima
vontade,
porque a morte Segunda
não lhes
fará mal!
Louvai e bendizei
a meu Senhor,
e dai-lhe graças,
e servi-o com grande
humildade."
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