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2.
A MISSÃO DO FILHO
2.1. Jesus revela o Pai
É o Evangelho de São João,
sobretudo, que aponta para a relação
íntima entre Pai e Filho. Mais que quarenta
vezes anuncia - de um ou outro modo - que o
Pai enviou seu Filho (por exemplo Jo 5,16-30).
Nunca fala do Pai como e enviado, mas atribui
essa missão sempre ao Filho, que é
encarregado de "dizer ao mundo o que ouviu
do Pai" (Jo 8,26). É missão
dele libertar a humanidade de uma noção
e imagem acanhada de Deus. Não consegue,
porém, transmitir essa mensagem ao fariseus
e escribas, ou seja, justamente àqueles
que eram conhecedores do Antigo Testamento,
mas que tinham elaborado uma falsa imagem de
Deus, pois correspondia ao gosto deles (cf.
Jo 5,36-47; 8,12-29).
Jesus é o poderoso anunciador do Pai,
ele é a sua Palavra insuperável:
a Palavra do Pai, pura e simplesmente. Pai e
Filho correspondem um ao outro. Por isso, São
João pode declaram sem rodeios: "O
Verbo (a Palavra) se fez carne" (Jo 1,14).
O Filho representa o Pai de maneira total. Aquele
que envia e o enviado coincidem: "Quem
me vê, vê o Pai" (Jo 14,9).
Que Jesus é aquele que revela o Pai,
isto S. João consegue resumir em mais
uma outra palavra que também percorre
seu Evangelho inteiro, ou seja, o termo "nome".
Sobretudo no capítulo 17, esse termo
ocorre repetidamente. Também Francisco
o utiliza duas vezes em trechos significativos;
de modo mais extenso no capítulo 22 da
Regra Não-bulada, que pode ser considerada
o seu testamento espiritual. Neste trecho aparece
por quatro vezes a palavra "enviar"
para indicar que - assim como o Pai enviou o
Filho - assim também o Filho envia seus
discípulos ao mundo. Francisco se deixa
incorporar nesta missão, enviando - por
sua vez - seus irmãos. No fim deste longo
capítulo exclama:
"Guardamos pois as palavras, a vida,
a doutrina e o santo Evangelho daquele que se
dignou pedir a seu Pai por nós e nos
manifestou o seu nome, dizendo: 'Pai, manifestei
teu nome aos homens que tu me deste' (Jo 17,6)" (RegNB 22,38-39).
Como para João, assim também para
Francisco, o envio de Jesus consiste na missão
de interceder pela humanidade junto ao Pai e
de nos revelar o nome do Pai. Há de revelar
a todos, quem é o Pai. Portanto, Deus
quer ser conhecido por nós, "miseráveis
pecadores, que não são dignos
nem sequer de pronunciar o seu nome" (RegNB 23,9; CantS 2), quer revelar-nos o seu
ser, sua identidade. De um lado, Deus continua
sendo um mistério, "invisível,
indescritível, incompreensível"
(RegNB 23,11); de outro lado, Deus se revelou
de tal modo que Francisco não se cansa
de louvá-lo numa longa ladainha, dando-lhe
inúmeros nomes sublimes (LovDA = Bilhete
a Frei Leão). Com máxima veneração,
admirando e balbuciando, acumula qualidades
para anunciar a grandeza e a bondade de Deus,
sem, porém, conseguir esgotar-lhe o sentido. |
Este
curso é promovido pela Família Franciscana
do Brasil, por iniciativa do Centro Franciscano de
Petrópolis e sua realização acontece
nos regionais da FFB. Este curso foi impresso em 25
fascículos. Quem se interessar por esta coleção,
deve procurar
pelo Centro Franciscano, no telefone (24) 2242-5247
ou pelo e-mail ffb@compuland.com.br |
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"Altíssimo,
onipotente, bom
Senhor,
teus são o louvor,
a glória, a honra
e toda a bênção.
só a ti,
Altíssimo,
são devidos;
e homem algum é
digno
de te mencionar.
Louvado sejas,
meu Senhor,
com todas as tuas
criaturas,
especialmente o
senhor irmão
Sol, que
clareia o dia
e com sua luz
nos alumia.
E ele é belo
e radiante
com grande
esplendor:
de ti, Altíssimo,
é a imagem.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pela irmã Lua
e as Estrelas,
que no céu
formaste claras
e preciosas e belas.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelo irmão
Vento,
pelo ar, ou
nublado
ou sereno,
e todo o tempo,
pelo qual
às tuas
criaturas dás
sustento.
Louvado sejas,
meu Senhor
pela irmã
Água,
que é mui
útil
e humilde
e preciosa e casta.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelo irmão
Fogo
pelo qual iluminas
a noite.
E ele é belo
e jucundo
e vigoroso e forte.
Louvado sejas,
meu Senhor,
por nossa
irmã
a mãe Terra,
que nos sustenta
e governa,
e produz frutos
diversos
e coloridas flores
e ervas.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelos que perdoam
por teu amor,
e suportam
enfermidades
e tribulações.
Bem-aventurados os
que as sustentam
em paz,
que por ti,
Altíssimo,
serão coroados.
Louvado sejas,
meu Senhor,
por nossa irmã
a Morte corporal,
da qual homem algum
pode escapar.
Ai dos que morrerem
em pecado mortal!
Felizes os que ela
achar
conformes à
tua santíssima
vontade,
porque a morte Segunda
não lhes
fará mal!
Louvai e bendizei
a meu Senhor,
e dai-lhe graças,
e servi-o com grande
humildade."
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