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3.2.
O ESPÍRITO SANTO COMO PRINCÍPIO
DE VIDA
Francisco está convencido de que sua
nova vida é inspirada pelo Espírito.
Também aqueles que se juntarem a ele
o farão sob "inspiração
divina", que é igualmente o impulso
original que promove a entrada na comunidade
dos irmãos ou determina "a ida para
entre os sarracenos".
"Se alguém por inspiração
divina, quiser abraçar esta vida e for
ter com os nossos irmãos..." (RegNB 2,1).
"Se pois houver irmãos que quiserem
ir para entre os sarracenos e outros infiéis,
que vão com a licença de seu ministro
e servo" (RegNB16,3).
Os passos que levaram Clara e suas companheiras
a seguirem o Cristo de modo radical obedecem
à mesma lógica:
"Por inspiração divina, vos
fizestes filhas e servas do Pai celeste e celebrastes
esponsais com o Espírito Santo"
(FVCl 1). "O Espírito do Senhor
repousará sobre todos que produzem frutos
dignos de penitência, amando o senhor
de todo o coração, com toda a
alma, com toda a mente e com todas as forças
e ao próximo como a si mesmo" (Ctfi
1,1; cf. Mt 12,30). Estas palavras de Francisco,
que figuram no início tanto da nova Regra
da Terceira Ordem Regular como na Regra da Terceira
Ordem Secular, evidenciam que a vida de penitência
é carismática, animada pelo Espírito.
É essa a vida espiritual que une todos
os ramos da família franciscana entre
si.
Também a missão entre os "infiéis"
há de levar a um "novo nascimento",
a uma nova vida. Mesmo se os missionários
têm de começar a sua missão,
vivendo de modo singelo e simples entre os infiéis,
contentes em dar testemunha de sua fraternidade.
Porém, "quando o julgarem agradável
a Deus", anunciarão explicitamente
a fé cristã no Deus-Trindade para
que os outros "se façam batizar
e se tornem cristãos"; pois "quem
não nasce da água e do Espírito
Santo não pode entrar no reino dos céus"
(RegNB 16,1-13). Neste trecho, São Francisco
se baseia numa palavra de Jesus, citada por
S. João (3,5). De acordo com São
João, vê o Espírito Santo
como a força vivificante, como princípio
vivificador sem o qual não existe vida.
Esta convicção impele Francisco
a falar nas suas Admoestações,
usando as palavras de S. Paulo: "A letra
mata, o Espírito dá vida"
(2Cor 3,6). "Ninguém pode dizer:
Jesus é o Senhor senão no Espírito
Santo" (1Cor 12,3).
Através da primeira citação,
Francisco adverte que a todo saber ou novo conhecimento
adquirido hão de seguir boas obras (Adm
7).
Pois, a pesquisa científica e o saber
intelectual matam quando não fazem outra
coisa senão satisfazer a curiosidade
ou o orgulho. Portanto, toda ciência deve
levar à prática, à ação.
Motivo e meta da ciência é o amor
(cf. Lição 4).
Através da segunda citação,
Francisco explica porque se tem de "evitar
o pecado da inveja" (Adm 8). Inveja é
uma blasfêmia contra Deus, porque todo
o bem é inspirado pelo Espírito
Santo e pertence a Deus.
Francisco é tão convencido que
o Espírito Santo habita no cristão,
que ele chega a declarar: "É o Espírito
Santo, que habita nos seus fiéis, quem
recebe o santíssimo corpo e sangue do
Senhor. Todos aqueles que não participam
deste Espírito e no entanto ousam comungar,
'comem e bebem sua condenação'
(1Cor 11,29)" (Adm 1,13-14). É,
portanto, o Espírito vivificador quem
decide sobre o ser ou não-ser dos cristãos. |
Este
curso é promovido pela Família Franciscana
do Brasil, por iniciativa do Centro Franciscano de
Petrópolis e sua realização acontece
nos regionais da FFB. Este curso foi impresso em 25
fascículos. Quem se interessar por esta coleção,
deve procurar
pelo Centro Franciscano, no telefone (24) 2242-5247
ou pelo e-mail ffb@compuland.com.br |
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"Altíssimo,
onipotente, bom
Senhor,
teus são o louvor,
a glória, a honra
e toda a bênção.
só a ti,
Altíssimo,
são devidos;
e homem algum é
digno
de te mencionar.
Louvado sejas,
meu Senhor,
com todas as tuas
criaturas,
especialmente o
senhor irmão
Sol, que
clareia o dia
e com sua luz
nos alumia.
E ele é belo
e radiante
com grande
esplendor:
de ti, Altíssimo,
é a imagem.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pela irmã Lua
e as Estrelas,
que no céu
formaste claras
e preciosas e belas.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelo irmão
Vento,
pelo ar, ou
nublado
ou sereno,
e todo o tempo,
pelo qual
às tuas
criaturas dás
sustento.
Louvado sejas,
meu Senhor
pela irmã
Água,
que é mui
útil
e humilde
e preciosa e casta.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelo irmão
Fogo
pelo qual iluminas
a noite.
E ele é belo
e jucundo
e vigoroso e forte.
Louvado sejas,
meu Senhor,
por nossa
irmã
a mãe Terra,
que nos sustenta
e governa,
e produz frutos
diversos
e coloridas flores
e ervas.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelos que perdoam
por teu amor,
e suportam
enfermidades
e tribulações.
Bem-aventurados os
que as sustentam
em paz,
que por ti,
Altíssimo,
serão coroados.
Louvado sejas,
meu Senhor,
por nossa irmã
a Morte corporal,
da qual homem algum
pode escapar.
Ai dos que morrerem
em pecado mortal!
Felizes os que ela
achar
conformes à
tua santíssima
vontade,
porque a morte Segunda
não lhes
fará mal!
Louvai e bendizei
a meu Senhor,
e dai-lhe graças,
e servi-o com grande
humildade."
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