Exercício 1
Em grupo, leiam o decreto Ad Gentes do Concílio
Vaticano II, sobre a atividade missionária
da Igreja (1965):
Nº 2: A Igreja peregrina é
por sua natureza missionária. Pois ela
se origina da missão do Filho de da missão
do Espírito Santo, segundo o desígnio
de Deus Pai.
Este desígnio provém do "amor
fontal" ou da caridade de Deus Pai, que
é o Princípio sem Princípio
e do qual é gerado o Filho e pelo Filho
procede o Espírito Santo. Por nímia
misericórdia e bondade sua, criou-nos
livremente e, além disso, chamou-nos
gratuitamente à comunhão de sua
vida e de sua glória. Generosamente difundiu
a divina bondade e não cessa de difundi-la.
Criador do universo, tornar-se-á "tudo
em todas as coisas" (1Cor 15,28), procurando
ao mesmo tempo sua glória e nossa beatitude.
Aprouve a Deus chamar os homens não só
individualmente, sem qualquer conexão
mútua, à participação
de sua vida, mas constituí-los num só
povo, no qual seus filhos, antes dispersos,
se congregassem num só corpo (cf. Jo
11,52).
Perguntas:
1. Quais as afirmações feitas
neste decreto concordam com a concepção
franciscana?
2. Em que pontos existem diferenças?
Exercício 2
De Redemptoris Missio, Encíclica de João
Paulo II (1990):
Nº 23: João é único
que fala explicitamente de "mandato",
palavra equivalente a "missão"
confiada por Jesus aos seus discípulos,
com aquela que ele mesmo recebeu do Pai:
"assim como o Pai me enviou, também
eu vos envio" (Jo 20,21). Jesus, dirigindo-se
ao Pai, diz: "assim como tu me enviaste
ao mundo, também eu os envio ao mundo"
(Jo 17,18). Todo o sentido missionário
do Evangelho de São João se pode
encontrar na "Oração Sacerdotal":
a vida eterna é "que te conheçam
a ti, único Deus verdadeiro, e a Jesus
Cristo, a quem enviaste" (Jo 17,3). O fim
último da missão é fazer
participar na comunhão que existe entre
o Pai e o Filho. Os discípulos devem
viver a unidade entre si, permanecendo no Pai
e no Filho, para que o mundo conheça
e creia (cf. Jo 17,21-23). Trata-se de um texto
de grande alcance missionário, fazendo-nos
entender que somos missionários sobretudo
por aquilo que se é, como Igreja que
vive profundamente a unidade no amor, e não
tanto por aquilo que se diz ou faz.
Perguntas:
1. A autoconsciência de você se
reconhece no texto citado?
2. Até que ponto pode-se afirmar que
a comunidade onde você vive, seja missionária?
Exercício 3
Trecho das atuais Constituições
das Clarissas:
Art. 90,2: "Através de uma
vida vivida em comunhão de amor, algo
de incomensurável se faz presente. Essa
vida está enraizada na vida comunitária
da própria Trindade e exige de nós
que a revelemos sempre melhor e sempre mais
autenticamente".
Perguntas:
1. Até que ponto seria possível
fazer esta afirmação de qualquer
comunidade cristã?
2. Como expressar o conteúdo deste artigo
de forma mais concreta?