Província Franciscana da Imacula Conceição do Brasil
São Paulo, 12/02/2012
O Carisma
     O CARISMA
     Últimas Notícias
     São Francisco
     Santa Clara
     As Três Ordens
     OFS
     JUFRA
     CFMB
     FFB
     Santos Franciscanos
     Símbolos
     Fontes Franciscanas
     Documentos da Ordem
     Curso do Carisma
     Ecologia & Espiritualidade
     Sites Franciscanos
     Assis: Imagens
     Bibliografia Franciscana

-- Curso do Carisma --
(+) Índice   << Voltar

2. AS VIAGENS MISSIONÁRIAS DE FRANCISCO

Desde o início, Francisco se considerava um missionário. Isto não é para se admirar, pois sentiu-se tocado em seu íntimo pelas palavras de Jesus ao enviar seus discípulos (cf. Mt 10). Pois essas mesmas palavras tiveram para ele um significado muito especial, determinando sua forma de vida. Por isso, viajava de um lugar para outro na Itália, a fim de conclamar homens e mulheres para a fé em Deus e para uma vida conforme o Evangelho. A mesma coisa desejava realizar entre os povos que ainda não acreditavam em Cristo.
Seis anos após a sua conversão (1212), Francisco pretendia ir à Síria, para pregar aos sarracenos (= muçulmanos). Por causa da tempestade o navio em que viajava foi jogado nas costas da Dalmácia (cf. 1Cel 55). Pouco tempo depois, na companhia de Frei Bernardo, pôs-se a caminho do Marrocos, atravessando a França e a Espanha (cf. 1Cel 56). Mas, na Espanha, foi acometido por forte ataque de malária e teve que regressar. Fracassou, pois, também esta segunda viagem missionária.
Mas Francisco não desistiu da idéia de uma missão ao Islamismo. Em 1219, no Capítulo de Pentecoste, falou a respeito deste projeto a cerca de 3 mil irmãos presentes. Ficou decidido o envio de irmãos para a Tunísia e o Marrocos. O próprio Francisco escolheu ir ao Egito. Com alguns confrades, tomou um dos navios destinados a levar reforços aos cruzados em Damieta. Desse modo, em julho ou agosto de 1219, chegou ao Egito. Notando o desregramento no acampamento dos cruzados, bem como o espírito de rixas e avareza dos mesmos, Francisco ficou persuadido de que não se tratava, aqui, de uma "guerra justa". Tentou, então convencer os soldados e o chefe da Cruzada, Cardeal Pelágio Galvon, a fazerem um armistício e a aceitar a oferta de paz da parte do sultão Malek al-Kamil. Mas a política de poderio dos cristãos não admitia nenhuma intromissão. Fez-se tudo para obter uma vitória completa. Aos 29 de agosto, um exército muçulmano atacou os cruzados: seis mil foram mortos. Somente após esta derrota é que o Cardeal permitiu ao Poverello visitar o sultão, mas por próprio risco.
Acompanhado por Frei Iluminado, Francisco atravessou a terra de ninguém entre os acampamentos militares e chegou ao sultão (cf. LegM 9,8). Como testemunha confiável, Jacques de Vitry descreveu esse encontro; "Durante vários dias, o sultão escutou atentamente a Francisco, que pregava a ele e a seus homens a fé em Cristo. Mas ele acabou por temer que alguns do exército se convertessem ao Senhor pelas palavras dele e passassem para o exército cristão. Por isso, ele ordenou reconduzi-lo ao acampamento cristão, com todas as honras e com escolta segura. Ao despedir-se, disse-lhe: 'Reza por mim, para que Deus me revele propício a lei e a fé que lhe agradam'" (histOcc 32).
Francisco, evidentemente, causou impressão. Mas não atingiu propriamente, o fim visado. Não conseguiu nem o martírio desejado, nem a esperada conversão do sultão, nem a paz entre cristãos e muçulmanos, pela qual ele já antes havia se empenhado. Não conseguiu absolutamente nada com sua nova idéia de uma cruzada sem armas. Mas a maneira como se apresentou ao sultão, constituiu-se em começo de uma nova práxis, um sinal profético para um novo modo de proceder. Francisco vivia o Evangelho: a tolerância e a franqueza, sem deixar de anunciar o Evangelho também explicitamente. Neste aspecto, ele próprio é igualmente a "forma minorum" (= forma dos menores), ou seja, o princípio formador dos frades menores.

Este curso é promovido pela Família Franciscana do Brasil, por iniciativa do Centro Franciscano de Petrópolis e sua realização acontece nos regionais da FFB. Este curso foi impresso em 25 fascículos. Quem se interessar por esta coleção, deve procurar
pelo Centro Franciscano, no telefone (24) 2242-5247
ou pelo e-mail ffb@compuland.com.br
(+) Índice   << Voltar
  :: Cântico do Irmão Sol ::

"Altíssimo,
onipotente, bom
Senhor,
teus são o louvor,
a glória, a honra
e toda a bênção.
só a ti,
Altíssimo,
são devidos;
e homem algum é
digno
de te mencionar.
Louvado sejas,
meu Senhor,
com todas as tuas
criaturas,
especialmente o
senhor irmão
Sol, que
clareia o dia
e com sua luz
nos alumia.
E ele é belo
e radiante
com grande
esplendor:
de ti, Altíssimo,
é a imagem.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pela irmã Lua
e as Estrelas,
que no céu
formaste claras
e preciosas e belas.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelo irmão
Vento,
pelo ar, ou
nublado
ou sereno,
e todo o tempo,
pelo qual
às tuas
criaturas dás
sustento.
Louvado sejas,
meu Senhor
pela irmã
Água,
que é mui
útil
e humilde
e preciosa e casta.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelo irmão
Fogo
pelo qual iluminas
a noite.
E ele é belo
e jucundo
e vigoroso e forte.
Louvado sejas,
meu Senhor,
por nossa
irmã
a mãe Terra,
que nos sustenta
e governa,
e produz frutos
diversos
e coloridas flores
e ervas.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelos que perdoam
por teu amor,
e suportam
enfermidades
e tribulações.
Bem-aventurados os
que as sustentam
em paz,
que por ti,
Altíssimo,
serão coroados.
Louvado sejas,
meu Senhor,
por nossa irmã
a Morte corporal,
da qual homem algum
pode escapar.
Ai dos que morrerem
em pecado mortal!
Felizes os que ela
achar
conformes à
tua santíssima
vontade,
porque a morte Segunda
não lhes
fará mal!
Louvai e bendizei
a meu Senhor,
e dai-lhe graças,
e servi-o com grande
humildade."
Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil
Copyright © 2011 Franciscanos.org.br - Todos os direitos Reservados.