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3.3.
ANUNCIAR "... QUANDO O JULGAREM AGRADÁVEL
AO SENHOR"
Anúncio e batismo vêm em segundo
lugar, isto é, depois do testemunho de
vida e a obrigação "de ser
submisso". O exemplo vivido fala mais alto
que muitas palavras: "mais pelo exemplo
que pela palavra" (Leg3C 36). A tradição
teológica a respeito da importância
do batismo dizia outra coisa: na consciência
eclesial, a salvação ou perdição
da pessoa, sua felicidade ou sua desgraça
se decidiam pela conversão e pelo batismo.
O testemunho dado através de um estilo
de vida simples obrigava todos os frades. Até
os irmãos que haviam recebido a missão
de pregar deviam primeiro escutar e esperar
um sinal de Deus, antes de fazer suas exortações.
Não são donos da palavra, mas
têm a obrigação de ouvir
primeiro, para descobrir o que seja "agradável
ao Senhor". Aliás, também
o Papa Inocêncio III esperava um sinal
de Deus; porém, no seu entender, seria
um sinal para começar a guerra.
Além disso, convém lembrar que,
para os islâmicos, faz parte de sua vida
esperar sinais de Deus. Tudo o que fazem é
"inshallah", ou seja "se Deus
quiser".
Depois de descobrir a presença viva de
Deus no meio dos muçulmanos, Francisco
colocou para si e para os irmãos a pergunta:
"Será que agora chegou o momento
agradável a Deus para que possamos começara
a pregar aos sarracenos?" Deus é
seu "Criador e Redentor" (RegNB 16,7),
vivo e presente no meio deles. Portanto, Deus
ultrapassa as fronteiras da Cristandade e a
limitação de conceitos teológicos.
Seguramente, esse Deus não excluiria
os sarracenos de sua bondade infinita. Não
era razoável, portanto, esperar por um
sinal de Deus e deixar que ele tomasse a iniciativa,
a fim de marcar hora de anunciar-lhes a verdade
da fé e da redenção?
Por que tipo de sinais deviam esperar? Francisco
não entra em pormenores. Seguramente,
Deus não quer que haja "rixas e
disputas" causadas pelas pregações
dos irmãos. Também qualquer sentimento
de superioridade devia ser excluído.
Formulado de modo positivo: agrada a Deus edificar
a partir de um espírito de estima e de
respeito mútuos. Este ambiente pode existir
somente, se os irmãos iniciarem o diálogo
de vida, ou seja, o primeiro modo de ir entre
os sarracenos. |
Este
curso é promovido pela Família Franciscana
do Brasil, por iniciativa do Centro Franciscano de
Petrópolis e sua realização acontece
nos regionais da FFB. Este curso foi impresso em 25
fascículos. Quem se interessar por esta coleção,
deve procurar
pelo Centro Franciscano, no telefone (24) 2242-5247
ou pelo e-mail ffb@compuland.com.br |
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"Altíssimo,
onipotente, bom
Senhor,
teus são o louvor,
a glória, a honra
e toda a bênção.
só a ti,
Altíssimo,
são devidos;
e homem algum é
digno
de te mencionar.
Louvado sejas,
meu Senhor,
com todas as tuas
criaturas,
especialmente o
senhor irmão
Sol, que
clareia o dia
e com sua luz
nos alumia.
E ele é belo
e radiante
com grande
esplendor:
de ti, Altíssimo,
é a imagem.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pela irmã Lua
e as Estrelas,
que no céu
formaste claras
e preciosas e belas.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelo irmão
Vento,
pelo ar, ou
nublado
ou sereno,
e todo o tempo,
pelo qual
às tuas
criaturas dás
sustento.
Louvado sejas,
meu Senhor
pela irmã
Água,
que é mui
útil
e humilde
e preciosa e casta.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelo irmão
Fogo
pelo qual iluminas
a noite.
E ele é belo
e jucundo
e vigoroso e forte.
Louvado sejas,
meu Senhor,
por nossa
irmã
a mãe Terra,
que nos sustenta
e governa,
e produz frutos
diversos
e coloridas flores
e ervas.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelos que perdoam
por teu amor,
e suportam
enfermidades
e tribulações.
Bem-aventurados os
que as sustentam
em paz,
que por ti,
Altíssimo,
serão coroados.
Louvado sejas,
meu Senhor,
por nossa irmã
a Morte corporal,
da qual homem algum
pode escapar.
Ai dos que morrerem
em pecado mortal!
Felizes os que ela
achar
conformes à
tua santíssima
vontade,
porque a morte Segunda
não lhes
fará mal!
Louvai e bendizei
a meu Senhor,
e dai-lhe graças,
e servi-o com grande
humildade."
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