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12. MARY HANCOCK: A MULHER NA POLÍTICA
Mary Hancock morreu no dia 27 de outubro de 1977, em Dar-es-Salaam (Tanzânia, África Oriental), quando tinha 67 anos de idade. No dia seguinte, celebraram-se as sua exéquias solenes na catedral da cidade. O Cardeal L. Rugambwa presidiu as cerimônias, acompanhado pelo pronuncio apostólico, pelo arcebispo anglicano John Sepeku, por diversos bispos da Tanzânia e por mais de 30 sacerdotes concelebrantes. Amigos e conhecidos lotaram a catedral; entre eles estava o presidente Júlio K. Nyerere, assim como diversos ministros e membros do governo do país.
Quem era essa mulher da qual queriam despedir-se todos os governantes do país e os amigos? Mary Hancock nasceu na Inglaterra no ano de 1910. Seu pai era pároco da Igreja anglicana. Em 1941, ela foi para a Tanzânia como professora. Desempenhou papel importante como educadora e professora de nível superior nas maiores escolas para moças, dedicando todos os seus esforços para melhorar essencialmente a educação e a formação das mulheres. Em 1954, sob a direção do professor Júlio K. Nyerere, o futuro presidente, teve início a sua luta pacífica, mas nem por isso fácil, pela independência do país. “Mamãe” Hancock, assim era chamada por todos, tomava parte nisso. Acreditava na dignidade do ser humano e desse povo, que ela há muito tempo, aprendera a amar. Nessa aspiração de independência, ela não poupava esforços. Por isso, uniu-se ao povo e cresceu com ele. Após a independência, ela não poupava esforços. Por isso, uniu-se ao povo e cresceu com ele. Após a independência do país em 1961, tornou-se cidadã da Tanzânia, o que era apenas uma conseqüência de sua atitude.
Mas nem então “Mamãe” Hancock teve sossego. A estima e o respeito à dignidade humana não surgiram automaticamente com a independência política. As mulheres enfrentaram uma longa caminhada até chegarem à igualdade espiritual de direitos e à estima. “Mamãe” Hancock dedicou-se, pois, infatigavelmente a essa causa. A injustiça crescia pela corrupção de toda espécie, e também o sofrimento dos pequenos pelo egoísmo e a comodidade nos postos-chave dos novos órgãos de governo, na política e na economia. “Mamãe” Hancock dava aos males o nome real. Ela era corajosa, até muito corajosa. Tal empenho pela justiça resultou, para ela, em grande estima perante a maior parte das pessoas. Quando “Mamãe” Hancock falava nas assembléias públicas, nas numerosas comissões ou no parlamento – encontrava ouvintes atentos, que sabiam que “Mamãe” Hancock vivia o que defendia em público, com energia e até com humor. Esta mulher, magra como um palito, de olhos vivos e vigilantes, gozou de grande respeito, sobretudo da parte do presidente J.K. Nyerere. Donde essa mulher extraordinária tirou força para empenhar-se tanto na promoção da educação da mulher, como na luta pelo respeito para com a dignidade do povo? “Mamãe” Hancock tinha fé profunda e grande amor a São Francisco de Assis. Antes mesmo de sua passagem para a Igreja Católica (1956), já fazia parte de uma comunidade anglicana de São Francisco. Depois, como católica, tornou-se membro da Ordem Terceira Franciscana. Com Francisco ela aprendeu a amar a Jesus Cristo de coração apaixonado. Nesta união com Cristo, podia tomar sobre si o sofrimento do povo, suportar a tensão entre o ideal e a realidade na vida econômica e política do país, e, por toda a parte, despertar nova esperança. No espírito de São Francisco enxergava os africanos como irmãs e irmãos seus.
Quando refletimos profundamente sobre a história do movimento franciscano, verificamos sempre quanto as mulheres se empenharam pela forma de vida franciscana, também em público, perante a Igreja e o mundo. “Mamãe” Hancock mostra quanto uma mulher pode engajar-se pela liberdade da pessoa humana; e como sua presença é necessária, justamente por ser mulher, para que a política permaneça humana. |
Este
curso é promovido pela Família Franciscana
do Brasil, por iniciativa do Centro Franciscano de
Petrópolis e sua realização acontece
nos regionais da FFB. Este curso foi impresso em 25
fascículos. Quem se interessar por esta coleção,
deve procurar
pelo Centro Franciscano, no telefone (24) 2242-5247
ou pelo e-mail ffb@compuland.com.br |
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"Altíssimo,
onipotente, bom
Senhor,
teus são o louvor,
a glória, a honra
e toda a bênção.
só a ti,
Altíssimo,
são devidos;
e homem algum é
digno
de te mencionar.
Louvado sejas,
meu Senhor,
com todas as tuas
criaturas,
especialmente o
senhor irmão
Sol, que
clareia o dia
e com sua luz
nos alumia.
E ele é belo
e radiante
com grande
esplendor:
de ti, Altíssimo,
é a imagem.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pela irmã Lua
e as Estrelas,
que no céu
formaste claras
e preciosas e belas.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelo irmão
Vento,
pelo ar, ou
nublado
ou sereno,
e todo o tempo,
pelo qual
às tuas
criaturas dás
sustento.
Louvado sejas,
meu Senhor
pela irmã
Água,
que é mui
útil
e humilde
e preciosa e casta.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelo irmão
Fogo
pelo qual iluminas
a noite.
E ele é belo
e jucundo
e vigoroso e forte.
Louvado sejas,
meu Senhor,
por nossa
irmã
a mãe Terra,
que nos sustenta
e governa,
e produz frutos
diversos
e coloridas flores
e ervas.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelos que perdoam
por teu amor,
e suportam
enfermidades
e tribulações.
Bem-aventurados os
que as sustentam
em paz,
que por ti,
Altíssimo,
serão coroados.
Louvado sejas,
meu Senhor,
por nossa irmã
a Morte corporal,
da qual homem algum
pode escapar.
Ai dos que morrerem
em pecado mortal!
Felizes os que ela
achar
conformes à
tua santíssima
vontade,
porque a morte Segunda
não lhes
fará mal!
Louvai e bendizei
a meu Senhor,
e dai-lhe graças,
e servi-o com grande
humildade."
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