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8. PLÁCIDO TEMPELS: O DIÁLOGO COM AS RELIGIÕES
Este franciscano belga atuou em Katanga, no Zaire. Por vinte anos ensinara às crianças o catecismo do mesmo jeito como todos os outros missionários costumavam fazer. Mas sentia-se desorientado, por notar que tudo o que dizia entrava na cabeça, mas não no coração da crianças. Finalmente, resolveu mudar de método: sentou-se no meio dos adultos e começou a escutar e aprender. Aos poucos descobriu os elementos com os quais estruturou sua obra conhecida sob o nome de “filosofia bantu”.
A idéia-mestra desta filosofia é a força vital, que – emanando de Deus – chega à geração atual por meio da série dos antepassados, unindo todos em uma comunhão de vida. Esta força vital aumenta com o bem e diminui com o mal. Esta concepção estabelece uma unidade perfeita entre criador e criatura, entre o mundo visível e invisível, entre os vivos e os mortos. Pe. Tempels encontrou aí uma plena harmonia com a doutrina cristã a respeito da vida na Santíssima Trindade, em Jesus Cristo, e em seu corpo místico. Fundou o movimento chamado “Jamaa”, formado por uma espécie de comunidades de base, onde os cristãos podiam viver a sua fé nos moldes da própria cultura bantu. Porém, em conseqüência de certos mal-entendidos, surgiram violentas discussões. Em 1964, Pe. Tempels foi interrogado em Roma pela Congregação da Fé durante várias semanas, sendo finalmente banido do Zaire por determinação eclesiástica. A Igreja ainda não estava no ponto de reconhecer o valor do método inventado por Pe. Tempels. Ele teve que sofrer a sorte dos profetas.
A nova teologia das religiões e o reconhecimento delas se impõem desde o Concílio Vaticano II e graças ao Secretariado Romano para as Religiões Não-Cristãs. Isto marcou uma virada na maneira cristã de relacionar-se com as outras religiões. Em princípio, deseja por fim à injustiça que cometemos durante séculos frente a outras crenças. Pois tínhamos condenado aquelas religiões como paganismo, idolatria e obras do demônio, sem ao menos, tentar conhecê-las e compreendê-las por dentro. Ao mesmo tempo, representa um alargamento de horizontes para nós mesmos, uma vez que, desde então, começamos a pressentir a grandeza do Cristo cósmico e atuação do Espírito Santo em todas as religiões. Pois, em todos os tempos, Deus concedeu aos homens de todas as convicções benevolência e graça. Enviou-lhes profetas e místicos que ele mesmo conduziu e inspirou.
Portanto, hoje a missão tem a tarefa de reconhecer estas “verdades salvíficas” e de contribuir para uma futura unidade entre as Igrejas, considerando o Cristo como o centro de todas. Trata-se de reunir todas as religiões em volta do único Deus e Pai de todos, com o fim de alcançar uma convivência fraterna entre todos os seres humanos. Esta tarefa, Francisco já a pressentia intuitivamente, demonstrando-a na sua vida. Esta convicção e certeza foi explicitamente reconhecida e assumida pela Congregação no seu documento “Diálogo e Missão” (1984, nº 17) e pelo Papa João Paulo II na encíclica Redemptoris Missio (1990).
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Este
curso é promovido pela Família Franciscana
do Brasil, por iniciativa do Centro Franciscano de
Petrópolis e sua realização acontece
nos regionais da FFB. Este curso foi impresso em 25
fascículos. Quem se interessar por esta coleção,
deve procurar
pelo Centro Franciscano, no telefone (24) 2242-5247
ou pelo e-mail ffb@compuland.com.br |
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"Altíssimo,
onipotente, bom
Senhor,
teus são o louvor,
a glória, a honra
e toda a bênção.
só a ti,
Altíssimo,
são devidos;
e homem algum é
digno
de te mencionar.
Louvado sejas,
meu Senhor,
com todas as tuas
criaturas,
especialmente o
senhor irmão
Sol, que
clareia o dia
e com sua luz
nos alumia.
E ele é belo
e radiante
com grande
esplendor:
de ti, Altíssimo,
é a imagem.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pela irmã Lua
e as Estrelas,
que no céu
formaste claras
e preciosas e belas.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelo irmão
Vento,
pelo ar, ou
nublado
ou sereno,
e todo o tempo,
pelo qual
às tuas
criaturas dás
sustento.
Louvado sejas,
meu Senhor
pela irmã
Água,
que é mui
útil
e humilde
e preciosa e casta.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelo irmão
Fogo
pelo qual iluminas
a noite.
E ele é belo
e jucundo
e vigoroso e forte.
Louvado sejas,
meu Senhor,
por nossa
irmã
a mãe Terra,
que nos sustenta
e governa,
e produz frutos
diversos
e coloridas flores
e ervas.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelos que perdoam
por teu amor,
e suportam
enfermidades
e tribulações.
Bem-aventurados os
que as sustentam
em paz,
que por ti,
Altíssimo,
serão coroados.
Louvado sejas,
meu Senhor,
por nossa irmã
a Morte corporal,
da qual homem algum
pode escapar.
Ai dos que morrerem
em pecado mortal!
Felizes os que ela
achar
conformes à
tua santíssima
vontade,
porque a morte Segunda
não lhes
fará mal!
Louvai e bendizei
a meu Senhor,
e dai-lhe graças,
e servi-o com grande
humildade."
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