1ª Aplicação
Tarefas:
1. Procure criar uma celebração litúrgica, em que se apresenta e homenageia uma personalidade missionária.
2. Formule você mesmo ou procure textos, cantos, ladainhas, orações e preces, nos quais se expressam as preocupações, as alegrias e os interesses dos missionários.
2ª Aplicação
Na presente Lição, no trecho sobre Antônio Caballero, fala-se da “disputa chinesa pelos ritos”. Até que ponto a Igreja conseguiu superar esta problemática? Estude a respeito os seguintes textos:
1. De Redemptoris Missio, encíclica do Papa João Paulo II, sobre a validade ininterrupta do envio missionário (1990)
Nº 37, c): Paulo, depois de ter pregado em numerosos lugares, chega a Atenas e vai ao areópago, onde anuncia o Evangelho, usando uma linguagem adaptada e compreensível para aquele ambiente (cf. At 17,22-31). O areópago representava, então, o centro da cultura do douto povo ateniense, e hoje pode ser tomado como símbolo dos novos ambientes onde o Evangelho deve ser proclamado.
O primeiro areópago dos tempos modernos é o mundo das comunicações,que está unificando a humanidade, transformando-a como se costuma dizer na “aldeia global”. Os meios de comunicação social alcançaram tamanha importância que são para muitos o principal instrumento de informação e formação, de guia e inspiração dos comportamentos individuais, familiares e sociais. Principalmente as novas gerações crescem num mundo condicionado pelo mass-média. Talvez se tenha descuidado, um pouco, deste areópago: deu-se preferência a outros instrumentos para o anúncio evangélico e para a formação, enquanto os mass-média foram deixados à iniciativa de particulares ou de pequenos grupos, entrando apenas, secundariamente, na programação pastoral. O uso do mass-média, no entanto, não tem somente a finalidade de multiplicar o anúncio do Evangelho: trata-se de uma fato muito mais profundo, porque a própria evangelização da cultura moderna depende, em grande parte, da sua influência. Não é suficiente, portanto, usá-los para difundir a mensagem cristã e o Magistério da Igreja, mas é necessário integrar a mensagem nesta “nova cultura”, criada pelas modernas comunicações.
É um problema complexo, pois esta cultura nasce, menos dos conteúdos do que do próprio fato de existirem novos modos de comunicar com novas linguagens, novas técnicas, novas atitudes psicológicas. Meu predecessor Paulo VI dizia que “a ruptura entre o Evangelho e a cultura é, sem dúvida, o drama da nossa época”, e o campo da comunicação moderna confirma plenamente este parecer.
Existem muitos outros areópagos do mundo moderno, para os quais se deve orientar a atividade missionária dos povos. Por exemplo, o empenho pela paz; o desenvolvimento e a libertação dos povos, sobretudo o das minorias; a promoção da mulher e da criança; a proteção da natureza, são outros tantos setores a serem iluminados pela luz do Evangelho.
Nº 55: À luz do plano da salvação, a Igreja não vê contraste entre o anúncio de Cristo e o diálogo inter-religioso; sente necessidade, porém, de conjugá-los no âmbito da sua missão ad gentes. De fato, é necessário que estes dois elementos mantenham seu vínculo íntimo e, ao mesmo tempo, a sua distinção, para que não sejam confundidos, instrumentalizados, nem considerados equivalentes, a ponto de se poderem substituir entre si. Recentemente, escrevi aos bispos da Ásia: “Mesmo reconhecendo a Igreja, de bom grado, o quanto há de verdadeiro e de santo nas tradições religiosas do Budismo, do Hinduísmo e do Islão – reflexos daquela verdade que ilumina todos os homens -, isso não diminui seu dever e sua determinação de proclamar, sem hesitação, Jesus Cristo que é ‘o Caminho, a Verdade e a Vida’... O fato de os crentes de outras religiões poderem receber a graça de Deus e serem salvos por Cristo, independentemente dos meios normais por ele estabelecidos, não suprime, de fato, o apelo à fé e ao batismo que Deus dirige a todos os povos. Na verdade, o próprio Senhor, “ao inculcar expressamente a necessidade da fé e do batismo, ao mesmo tempo corroborou a necessidade da Igreja, na qual os homens entram pela porta do batismo”. O diálogo deve ser conduzido e realizado com a convicção de que a Igreja é o caminho normal de salvação e que só ela possui a plenitude dos meios de salvação.
2. De Ecclesia in Africa, carta apostólica neo-sinodal do Papa João Paulo II sobre a Igreja da África e a sua missão evangelizadora rumo ao ano 2000 (1995):
Nº 78: No séqüito do Concílio Vaticano II, os Padres Sinodais declaram que a inculturação é um processo que abrange toda a extensão da vida cristã – teologia, liturgia, costumes e estruturas -, naturalmente sem tocar no direito divino e na grande ordem da Igreja, como foi comprovado no decorrer dos séculos pelas realizações extraordinárias da virtude e do heroísmo.
O desafio da inculturação na África consiste na possibilidade de os discípulos de Cristo aceitarem sempre melhor a mensagem do Evangelho e ao mesmo tempo continuarem fiéis aos autênticos valores africanos. Inculturar a fé em todos os setores da vida cristã e humana é, porém, uma tarefa árdua, que necessita para sua realização a assistência do Espírito do Senhor, que conduz a Igreja a toda a verdade (cf. Jo 16,13).
Tarefa:
Dê a sua opinião quanto a estes textos. Em que sentido lhe parece que contribuem para uma superação da “disputa pelos ritos” e em que sentido a impedem?