Província Franciscana da Imacula Conceição do Brasil
São Paulo, 12/02/2012
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-- Curso do Carisma --
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1.1 A FAMÍLIA FRANCISCANA É EM SI MISSIONÁRIA

Costuma-se fazer distinção entre “institutos missionários”, dedicados exclusivamente à atividade missionária, fundados para este fim, e outros institutos que – além de suas tarefas pastorais ordinárias -, assumem também certas obras ou atividades missionárias. Esse tipo de distinção, porém, parece representar uma noção muito estreita do conceito “missão”, por ser aplicável unicamente àquelas atividades que se concentram em países longínquos, na tentativa de converter seguidores de outras religiões e crenças ao cristianismo. É verdade que um engajamento missionário entre outros povos e outras culturas continua tendo o seu valor, mesmo se os tempos e a interpretação do sentido de  “missão” já tenham mudado de conteúdo.  Convém relembrar, todavia, que justamente, para Francisco, o sentido da missão era muito mais amplo, significando o fato de dar um testemunho de vida, tanto aqui como acolá; anunciando a Palavra – também tanto por perto quanto ao longe – se assim for agradável a Deus. Resumindo: o movimento franciscano é essencialmente  missionário por natureza.

Esta nova compreensão conciliar da missão, assumida por todos os ramos da família franciscana após o Vaticano II, se reflete igualmente nos mais recentes documentos missionários. Se, a seguir, iremos citar alguns trechos representativos destes documentos, é porque fazemos questão de frisar que se trata sempre do movimento franciscano em sua totalidade. Pois,  por causa da riqueza e quantidade de documentos significativos para mulheres e homens que pertencem aos mais variados ramos da  família franciscana, não é possível citar exaustivamente todas as contribuições valiosas que existem. Vejamos apenas alguns exemplos:  “Toda a nossa fraternidade é missionária, e todo irmão compartilha esta vocação missionária” (Medellín 1971, 2).
“Toda vocação franciscana é essencialmente missionária. O projeto de vida evangélica de Francisco contém uma dimensão apostólica, ultrapassando espontaneamente todas as fronteiras, pois o Evangelho também não reconhece fronteira alguma”(Mattli 1978, 10).

Como já dissemos, antes do Vaticano II, o conceito “missão” era aplicado – numa visão estreita – unicamente à atividade além-mar. Em conseqüência, as duas realidades, a da  missão e a da província-mãe (3), ficaram totalmente separadas e eram tratadas de modo diferente. Para os missionários, havia um “estatuto das missões”, contendo regras específicas e concedendo certas isenções da vida comum ordinária. Nas Constituições dos Capuchinhos, por exemplo, válidas para todos os irmãos, falava-se de missões somente no 12º capítulo, e com poucas palavras.

Na Igreja pré-conciliar, paralelamente, a missão era um assunto reservado aos missionários individualmente e não dizia respeito à Igreja do país de origem. Neste ponto, o Concílio Vaticano II trouxe uma mudança significativa. Definiu que a Igreja, como um todo, é missionária por natureza (Ad Gentes 2, Lúmen Gentium 1).

Essa convicção do Concílio resultou na elaboração de um Decreto especial para as missões, afirmando a definição missionária fundamental no documento principal sobre a Constituição da Igreja (Lúmen Gentium). Daqui por diante, ninguém mais pode dizer que o assunto das missões não lhe diz respeito. Em conseqüência, os capuchinhos suprimiram até o seu Estatuto de Missões, transferindo todas as referências ao assunto para as Constituições, fazendo-as valer para todos os membros da Ordem.

Este curso é promovido pela Família Franciscana do Brasil, por iniciativa do Centro Franciscano de Petrópolis e sua realização acontece nos regionais da FFB. Este curso foi impresso em 25 fascículos. Quem se interessar por esta coleção, deve procurar
pelo Centro Franciscano, no telefone (24) 2242-5247
ou pelo e-mail ffb@compuland.com.br
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  :: Cântico do Irmão Sol ::

"Altíssimo,
onipotente, bom
Senhor,
teus são o louvor,
a glória, a honra
e toda a bênção.
só a ti,
Altíssimo,
são devidos;
e homem algum é
digno
de te mencionar.
Louvado sejas,
meu Senhor,
com todas as tuas
criaturas,
especialmente o
senhor irmão
Sol, que
clareia o dia
e com sua luz
nos alumia.
E ele é belo
e radiante
com grande
esplendor:
de ti, Altíssimo,
é a imagem.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pela irmã Lua
e as Estrelas,
que no céu
formaste claras
e preciosas e belas.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelo irmão
Vento,
pelo ar, ou
nublado
ou sereno,
e todo o tempo,
pelo qual
às tuas
criaturas dás
sustento.
Louvado sejas,
meu Senhor
pela irmã
Água,
que é mui
útil
e humilde
e preciosa e casta.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelo irmão
Fogo
pelo qual iluminas
a noite.
E ele é belo
e jucundo
e vigoroso e forte.
Louvado sejas,
meu Senhor,
por nossa
irmã
a mãe Terra,
que nos sustenta
e governa,
e produz frutos
diversos
e coloridas flores
e ervas.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelos que perdoam
por teu amor,
e suportam
enfermidades
e tribulações.
Bem-aventurados os
que as sustentam
em paz,
que por ti,
Altíssimo,
serão coroados.
Louvado sejas,
meu Senhor,
por nossa irmã
a Morte corporal,
da qual homem algum
pode escapar.
Ai dos que morrerem
em pecado mortal!
Felizes os que ela
achar
conformes à
tua santíssima
vontade,
porque a morte Segunda
não lhes
fará mal!
Louvai e bendizei
a meu Senhor,
e dai-lhe graças,
e servi-o com grande
humildade."
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