Província Franciscana da Imacula Conceição do Brasil
São Paulo, 02/09/2010
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Segunda Vida de São Francisco
Tomás de Celano

SEGUNDO LIVRO

Prólogo

Capítulo 1 - Do espírito de profecia que São Francisco teve
Capítulo 2 - Como soube que alguém, que julgavam santo, era um falso
Capítulo 3 - Caso semelhante sobre outro irmão. Contra a singularidade
Capítulo 4 - Como, em Damieta, predisse a derrota dos cristãos
Capítulo 5 - Do frade cujos segredos do coração ele conheceu
Capítulo 6 - Do irmão sobre o qual viu um diabo; contra os que se afastam da unidade
Capítulo 7 - Como livrou os habitantes de Grécio das mordidas dos lobos e do granizo
Capítulo 8 - Como, pregando aos perusinos, anunciou que haveria uma sedição entre eles, e da recomendação da unidade
Capítulo 9 - Da mulher a quem predisse que seu marido de mau ia ficar bom
Capítulo 10 - Como soube pelo espírito que um irmão escandalizara o outro, e predisse que ele sairia da religião
Capítulo 11 - Sobre o jovem que veio para a religião, e que soube que não era trazido pelo espírito de Deus
Capítulo 12 - Sobre um clérigo curado por ele, a quem predisse que ia sofrer males maiores por causa de seu pecado
Capítulo 13 - Sobre um irmão tentado
Capítulo 14 - Sobre o homem que ofereceu um pano, de acordo com o que o santo tinha pedido
Capítulo 15 - Como convidou seu médico para o almoço, mesmo sem os irmãos terem nada, e quantas coisas o Senhor deu de repente; e da providência de Deus para com os seus
Capítulo 16 - Sobre os dois irmãos que abençoou saindo de sua cela, cujo desejo conheceu pelo Espírito
Capítulo 17 - Como, rezando, tirou água de uma pedra e a deu a um aldeão com sede
Capítulo 18 - Dos passarinhos por ele alimentados, um dos quais sofreu a morte por avareza
Capítulo 19 - Como se cumpriu tudo que predisse sobre Frei Bernardo
Capítulo 20 - Sobre o irmão tentado que queria ter alguma coisa escrita pela mão do santo
Capítulo 21 - Sobre o mesmo irmão, a quem deu uma túnica conforme o seu desejo
Capítulo 22 - Sobre o aipo encontrado entre ervas agrestes, de noite, por sua ordem
Capítulo 23 - Da fome que predisse para depois de sua morte
Capítulo 24 - Sobre a clareza do santo e a nossa ignorância
Capítulo 25 - Do louvor da pobreza
Capítulo 26 - Sobre a pobreza das casas
Capítulo 27 - Sobre a casa que começou a destruir junto da Porciúncula
Capítulo 28 - Sobre a casa de Bolonha, de onde expulsou os doentes
Capítulo 29 - Sobre a cela feita em seu nome em que não quis entrar
Capítulo 30 - Sobre a pobreza dos utensílios
Capítulo 31 - Exemplo da mesa que foi preparada em Grécio no dia da Páscoa e como a exemplo de Cristo se apresentou como um peregrino
Capítulo 32 - Contra a curiosidade dos livros
Capítulo 33 - Exemplo do senhor de Óstia, e seu elogio
Capítulo 34 - O que lhe aconteceu numa noite ao usar um travesseiro de penas
Capítulo 35 - Dura correção de um irmão que o tocou com as mãos
Capítulo 36 - Castigo de um irmão que uma vez apanhou dinheiro
Capítulo 37 - Repreensão a um irmão que quis guardar dinheiro com a desculpa da necessidade
Capítulo 38 - Sobre o dinheiro transformado numa cobra
Capítulo 39 - Como o santo repreendeu, por palavras e por exemplo, aos que se vestiam com roupas finas e delicadas
Capítulo 40 - Diz que os que se afastam da pobreza deverão ser corrigidos pela necessidade.
Capítulo 41 - Sobre a sua recomendação
Capítulo 42 - Exemplo do santo sobre a esmola que se deve pedir
Capítulo 43 - Exemplo que deu na corte do senhor Ostiense e sobre a sua resposta ao bispo
Capítulo 44 - Sua exortação a pedir esmolas pelo exemplo e pe-la palavra
Capítulo 45 - Repreensão a um irmão que não queria mendigar
Capítulo 46 - Como correu ao encontro de um irmão que trazia esmolas e lhe beijou o ombro
Capítulo 47 - Como convenceu até alguns cavaleiros seculares a pedirem esmolas
Capítulo 48 - Sobre o pedaço de capão que, em Alexandria, foi transformado em peixe
Capítulo 49 - Exemplo de um que deu suas coisas aos parentes e não aos pobres, a quem o santo reprovou
Capítulo 50 - Sobre uma visão relacionada com a pobreza
Capítulo 51 - Sobre a compaixão que teve para com os pobres e como tinha inveja dos que eram mais pobres do que ele
Capítulo 52 - Como corrigiu um frade que estava falando de um pobre
Capítulo 53 - Sobre uma capa que deu a uma velhinha em Celano
Capítulo 54 - Sobre outro pobre a quem deu outra capa
Capítulo 55 - Agiu de maneira semelhante com outro pobre
Capítulo 56 - Como deu a alguém uma capa para que não odiasse a seu senhor
Capítulo 57 - Como deu a um pobre um pedaço de sua túnica
Capítulo 58 - Como mandou dar a uma pobre, mãe de dois irmãos, o primeiro Novo testamento que houve na Ordem
Capítulo 59 - Como deu a capa a uma mulher que sofria dos olhos
Capítulo 60 - Como lhe apareceram no caminho três mulheres, e depois de uma saudação original desapareceram
Capítulo 61 - Sobre o tempo, o lugar e o fervor do orante
Capítulo 62 - Sobre as horas canônicas, que devem ser recitadas com devoção
Capítulo 63 - Como afastava as fantasias do coração quando rezava
Capítulo 64 - Sobre o êxtase
Capítulo 65 - Como se apresentava depois da oração
Capítulo 66 - Como o bispo, encontrando-o a rezar, perdeu a fala
Capítulo 67 - Como um abade experimentou a força de sua oração
Capítulo 68 - Como foi de conhecimento e de memória
Capítulo 69 - Sobre a palavra profética que expôs a pedido de um frade pregador
Capítulo 70 - Sobre as respostas que deu interrogado por um cardeal
Capítulo 71 - Quando foi exortado ao estudo da leitura, respondeu a um irmão sobre o que sabia
Capítulo 72 - Sobre as espadas brilhantes que Frei Pacífico viu na boca do santo
Capítulo 73 - Sobre a eficácia de suas palavras e sobre o testemunho que um médico deu a respeito
Capítulo 74 - Como, pela força da palavra, afugentou os demônios de Arezzo através de Frei Silvestre
Capítulo 75 - Sobre a conversão do mesmo Frei Silvestre, e sobre uma visão dele
Capítulo 76 - Sobre um frade libertado de um assalto do demônio
Capítulo 77 - Sobre a porca malvada que comeu um cordeirinho
Capítulo 78 - De como deve ser evitada a familiaridade das mulheres e como se comportava com elas
Capítulo 79 - Enigma contra os olhares das mulheres
Capítulo 80 - Exemplo do santo contra a familiaridade exagerada
Capítulo 81 - Sobre as tentações do santo e como superou uma tentação
Capítulo 82 - Como diabo, chamando-o, tentou-o na luxúria, e como o santo superou
Capítulo 83 - Como libertou um irmão da tentação e sobre o bem da tentação
Capítulo 84 - Como os demônios o fustigaram e que se deve fugir das cortes
Capítulo 85 - Um exemplo a propósito
Capítulo 86 – Tentações que sofreu em um lugar solitário e sobre a visão de um irmão
Capítulo 87 - Sobre um irmão libertado de uma tentação
Capítulo 88 - Sobre a alegria do espírito e seu louvor, e sobre o mal da acédia
Capítulo 89 - Sobre a cítara angélica que ouviu
Capítulo 90 - Que alegrado no espírito o santo cantava em francês
Capítulo 91 - Como repreendeu um irmão triste, e como aconselhou que devia se comportar
Capítulo 92 - Como se deve tratar o corpo, para que não se queixe
Capítulo 93 - Contra a vanglória e a hipocrisia
Capítulo 94 - De uma sua confissão contra a hipocrisia
Capítulo 95 - Sobre uma confissão contra a vanglória
Capítulo 96 - Palavras suas contra os que o louvavam
Capítulo 97 - Palavras contra os que o louvavam.
Capítulo 98 - O que respondeu aos que perguntavam sobre eles, e com que esforço os cobria
Capítulo 99 - Que por um piedoso engano, alguém os espiou
Capítulo 100 - Sobre a chaga do lado vista por alguém
Capítulo 101 - Sobre as virtudes que devem ser ocultadas
Capítulo 102 - Humildade de São Francisco no comportamento, no porte e nos costumes, e contra a própria opinião
Capítulo 103 - Sobre a sua humildade diante do bispo de Terni e diante de um homem rude
Capítulo 104 - Como renunciou à prelatura em um capítulo, e sobre uma oração
Capítulo 105 - Como renunciou a seus companheiros
Capítulo 106 - Palavras dele contra os que gostam de prelaturas, e descrição do frade menor
Capítulo 107 - Sobre a submissão que queria que seus frades tivessem para com os clérigos, e porquê
Capítulo 108 - Sobre a reverência que demonstrou para com o bispo de Ímola
Capítulo 109 - Sobre a sua humildade diante de São Domingos e, por outro lado, sobre a mútua caridade dos dois
Capítulo 110 - Como se recomendaram um ao outro
Capítulo 111 - Que sempre, por verdadeira obediência, teve um guardião
Capítulo 112 - Como descreveu o verdadeiro obediente, e sobre as três obediências
Capítulo 113 - Que não se deve mandar por obediência em coisas leves
Capítulo 114 - Sobre o frade cujo capuz jogou no fogo, porque viera sem obediência, embora trazido pela devoção
Capítulo 115 - Sobre um exemplo de um bom frade e sobre os costumes dos irmãos antigos
Capítulo 116 - Sobre alguns que dão maus exemplos e sobre a maldição do santo para eles, e como achava isso grave
Capítulo 117 - Sobre a revelação que deus lhe fez sobre o estado da Ordem, e que a Ordem nunca vai acabar
Capítulo 118 - Revelação que lhe foi feita: quando era servo de Deus e quando não era
Capítulo 119 - Penitência contra as palavras ociosas na Porciúncula
Capítulo 120 - Como ele, trabalhando, detestava os ociosos
Capítulo 121 - Lamento a ele sobre os ociosos e gulosos
Capítulo 122 - Como deve ser um pregador
Capítulo 123 - Contra os desejosos de vanglória e exposição da palavra profética
Capítulo 124 - Amor do santo para com as criaturas sensíveis e insensíveis
Capítulo 125 - Como as próprias criaturas retribuíam o seu amor, e sobre o fogo que não o feriu
Capítulo 126 - Sobre o passarinho que pousou em sua mão
Capítulo 127 - Sobre o falcão
Capítulo 128 - Sobre as abelhas
Capítulo 129 - Sobre o faisão
Capítulo 130 - Sobre a cigarra
Capítulo 131 - Sobre a sua caridade e como se punha como exemplo de perfeição pela salvação das almas
Capítulo 132 - Sobre a solicitude pelos súditos
Capítulo 133 - Sobre a compaixão pelos doentes
Capítulo 134 - Sobre a compaixão pelos doentes no espírito e sobre os que agem ao contrário
Capítulo 135 - Sobre os frades espanhóis
Capítulo 136 - Contra os que vivem mal nos eremitérios e que queria que todas as coisas fossem comuns
Capítulo 137 - Sobre dois frades franceses aos quais deu a túnica
Capítulo 138 - Como queria que os detratores fossem punidos
Capítulo 139 - Como deve ser com os companheiros
Capítulo 140 - Sobre os ministros provinciais
Capítulo 141 - O que o santo respondeu interrogado sobre os ministros
Capítulo 142 - O que é a verdadeira simplicidade
Capítulo 143 - Sobre Frei João, o simples
Capítulo 144 - Como fomentava a unidade entre os filhos, sobre a qual falou na forma de um enigma
Capítulo 145 - Como o santo queria que o raspassem
Capítulo 146 - Como queria que os grandes clérigos vindos à Ordem se desapropriassem
Capítulo 147 - Como desejava que aprendessem, e como apareceu ao companheiro ocupado na pregação
Capítulo 148 - Como se comovia ouvindo falar do amor de Deus
Capítulo 149 - Sobre a sua devoção aos anjos, e o que fazia por amor a São Miguel
Capítulo 150 - Sobre a sua devoção a Nossa Senhora, a quem consagrou particularmente a Ordem
Capítulo 151 - Sobre a devoção ao Natal do Senhor e como queriaque todos fossem servidos nessa ocasião
Capítulo 152 - Sobre a devoção ao Corpo do Senhor
Capítulo 153 - Sobre a devoção para com as relíquias dos santos
Capítulo 154 - Sobre a devoção para com a cruz, e sobre um mistério oculto
Capítulo 155 - Como queria que os frades tratassem com elas
Capítulo 156 - Como repreendeu alguns que gostavam de ir aos mosteiros
Capítulo 157 - Sobre a pregação que fez mais pelo exemplo que pelas palavras
Capítulo 158 - Sobre a recomendação da Regra do bem-aventurado Francisco, e sobre um frade que levava consigo
Capítulo 159 - Uma visão que recomenda a Regra
Capítulo 160 - Como conversou com um irmão sobre como servir o corpo
Capítulo 161 - O que lhe foi prometido pelo Senhor por suas doenças
Capítulo 162 - Como exortou e abençoou os irmãos no fim
Capítulo 163 - Sobre a sua morte e o que faz antes de morrer
Capítulo 164 - Sobre a visão de Frei Agostinho na morte
Capítulo 165 - Como o santo pai apareceu a um irmão depois do passamento
Capítulo 166 - Visão do bispo de Assis sobre o passamento do santo pai
Oração dos companheiros do santo a ele
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:: Cântico do Irmão Sol ::
"Altíssimo, onipotente, bom Senhor,
teus são o louvor, a glória, a honra
e toda a bênção.
só a ti, Altíssimo, são devidos;
e homem algum é digno
de te mencionar.
Louvado sejas, meu Senhor,
com todas as tuas criaturas,
especialmente o senhor irmão Sol,
que clareia o dia
e com sua luz nos alumia.
E ele é belo e radiante
com grande esplendor:
de ti, Altíssimo, é a imagem.
Louvado sejas, meu Senhor,
pela irmã Lua e as Estrelas,
que no céu formaste claras
e preciosas e belas.
Louvado sejas, meu Senhor,
pelo irmão Vento,
pelo ar, ou nublado
ou sereno, e todo o tempo,
pelo qual às tuas criaturas dás sustento.
Louvado sejas, meu Senhor
pela irmã Água,
que é mui útil e humilde
e preciosa e casta.
Louvado sejas, meu Senhor,
pelo irmão Fogo
pelo qual iluminas a noite.
E ele é belo e jucundo
e vigoroso e forte.
Louvado sejas, meu Senhor,
por nossa irmã a mãe Terra,
que nos sustenta e governa,
e produz frutos diversos
e coloridas flores e ervas.
Louvado sejas, meu Senhor,
pelos que perdoam por teu amor,
e suportam enfermidades e tribulações.
Bem-aventurados os que as sustentam em paz,
que por ti, Altíssimo, serão coroados.
Louvado sejas, meu Senhor,
por nossa irmã a Morte corporal,
da qual homem algum pode escapar.
Ai dos que morrerem em pecado mortal!
Felizes os que ela achar
conformes à tua santíssima vontade,
porque a morte Segunda não lhes fará mal!
Louvai e bendizei a meu Senhor,
e dai-lhe graças,
e servi-o com grande humildade."
 
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