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A aprovação da Igreja
No ano de 1209, Francisco e seus seguidores
viajaram até Roma para buscar a aprovação do
Papa para o seu modo de vida. Mas como aquele
bando de mendigos, maltrapilhos e desconhecidos
seria recebido pelo severo Inocêncio III? Francisco
rezava e confiava. Afinal, não era o próprio
Cristo que o estava conduzindo? Por coincidência
ou providência divina, encontrava-se em Roma,
nessa ocasião, o Bispo de Assis, grande admirador
de Francisco. Graças a ele o Papa os recebeu.
Inocêncio III ficou maravilhado com o propósito
de vida daquele grupo e, especialmente, com
a figura de Francisco, a clareza de sua opção
e a firmeza que demonstrava. Reconheceu nele
o homem que há pouco vira em sonho, segurando
as colunas da Igreja de Latrão (a igreja-mãe
de todas as Igrejas do mundo!),
que ameaçava
ruir. O Papa reconheceu que era o próprio Deus
quem inspirava Francisco a viver radicalmente
o Evangelho, trazendo vida nova a toda a Igreja,
naquele tempo tão distanciada dos ensinamentos
de Cristo! Por isso deu a seu modo de viver
o Evangelho a aprovação oficial da Igreja. Autorizou
Francisco e seus seguidores a pregar o Evangelho
nas igrejas e fora delas e os despediu com sua
bênção.
Em 1212, 18-19 de março, na noite de domingos de Ramos, a nobre Clara di Favarone foge de casa e é recebida na Porciúncula. Em 1217, no dia 5 de maio, realiza-se o Capítulo Geral de Pentecostes na Porciúncula. Primeira missão para além dos Alpes e ultramarina. É feita a instituição de províncias.
Em 1219, no outono (setembro-dezembro), Francisco vai ao acampamento do sultão do Egito, Melek-el-Kamel (1218-38), e tem "entrevista"com ele. O movimento franciscano cresce e Francisco entrega o governo da Ordem a Frei Pedro Cattani em 1220.
Em 1224, no período de 15 de agosto a 29 de setembro, Francisco, com Frei Leão e Frei Rufino, passa no Alverne, preparando-se com uma quaresma de oração e jejum para a festa de São Miguel Arcanjo. Em setembro, tem a visão do Serafim alado e recebe os estigmas.
Seu estado de saúde piora muito a partir deste ano. Era final de agosto, em 1226, pede para ser levado à Porciúncula. Chegado à planície, lança sua bênção sobre Assis. Nos últimos dias de vida, dita o Testamento, autotestemunho de incalculável valor para a vida e os propósitos de homem tão singular.
No dia 3 de outubro, à tarde, Francisco, morreu cantando "mortem suscepit". No domingo seguinte, 4 de outubro, é sepultado na igreja de São Jorge, na cidade de Assis, mas o cortejo fúnebre passou antes pelo mosteiro das Clarissas. No dia 16 de julho de 1228, Francisco foi canonizado.
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"Altíssimo,
onipotente, bom
Senhor,
teus são o louvor,
a glória, a honra
e toda a bênção.
só a ti,
Altíssimo,
são devidos;
e homem algum é
digno
de te mencionar.
Louvado sejas,
meu Senhor,
com todas as tuas
criaturas,
especialmente o
senhor irmão
Sol, que
clareia o dia
e com sua luz
nos alumia.
E ele é belo
e radiante
com grande
esplendor:
de ti, Altíssimo,
é a imagem.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pela irmã Lua
e as Estrelas,
que no céu
formaste claras
e preciosas e belas.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelo irmão
Vento,
pelo ar, ou
nublado
ou sereno,
e todo o tempo,
pelo qual
às tuas
criaturas dás
sustento.
Louvado sejas,
meu Senhor
pela irmã
Água,
que é mui
útil
e humilde
e preciosa e casta.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelo irmão
Fogo
pelo qual iluminas
a noite.
E ele é belo
e jucundo
e vigoroso e forte.
Louvado sejas,
meu Senhor,
por nossa
irmã
a mãe Terra,
que nos sustenta
e governa,
e produz frutos
diversos
e coloridas flores
e ervas.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelos que perdoam
por teu amor,
e suportam
enfermidades
e tribulações.
Bem-aventurados os
que as sustentam
em paz,
que por ti,
Altíssimo,
serão coroados.
Louvado sejas,
meu Senhor,
por nossa irmã
a Morte corporal,
da qual homem algum
pode escapar.
Ai dos que morrerem
em pecado mortal!
Felizes os que ela
achar
conformes à
tua santíssima
vontade,
porque a morte Segunda
não lhes
fará mal!
Louvai e bendizei
a meu Senhor,
e dai-lhe graças,
e servi-o com grande
humildade."
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