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Sumário
3 - Apresentação - Fr. Clarêncio Neotti
5 - Carta Apostólica - Bento 16
9 - J. Duns Scotus - Ministros Gerais
17 - Guiados pela Palavra - Ministro Geral
48 - Mensagem final - Fed. Irmãs Clarissas
51 - Carta na festa de S. Clara - Ministro Geral
57 - Mensagem S. Francisco - Definitório Geral
63 - Intervenção no Sínodo -
Ministro Geral
65 - É Natal - Ministro Geral
71 - A morte e S. Francisco -
D. Celso Franco
75 - 400 anos - S. Antônio - Fr. Clarêncio Neotti
210 - 25 anos - Rondinha -
Fr. César Kulkamp
264 - Livros recentes
265 - Necrol. de D. Sebastião Fig. - Frei Clarêncio Neotti
280 - Necrol. de Fr. Wilson Zanetti - Fr. Atílio Abati
288 - Necrol. de Fr. Samuel Both - Vários
303 - Necrol. de Fr. Celso H. Novaes - Fr. Clarêncio Neotti
318 - Necrol. de Fr. Modesto Terlau - Fr. Clarêncio Neotti
335 - Necrol. de Fr. Danillo Marques - Fr. Gustavo Medella
349 - Necrol. de Fr. Maurílio Schelb - Vários
369 - Necrol. de Fr. Galdino Zella
Apresentação
O número de Vida Franciscana deste ano vem dedicado, em grande parte, aos 400 anos do Convento Santo Antônio, de sua igreja, de sua multifacial história, de seu significado dentro da caminhada franciscana no Brasil. O Convento Santo Antônio, monumento nacional, o maior em tamanho físico, ultrapassa os limites internos provinciais, os limites urbanos do Rio de Janeiro, e tem projeção nacional. Provam-no os dois selos de Natal dedicados a ele, no quarto centenário.
Um elogio aos Frades antigos que deixaram seus passos ou os passos de seus contemporâneos por escrito. Dizer que Deus é o cronista dos Frades e que, portanto, não há necessidade de páginas escritas, além da palma da mão de Deus, onde estaria toda a história já purificada, é fuga de responsabilidade, é reflexo de uma mentalidade de que a cada um bastam suas circunstâncias. Como podem os futuros continuar nossa história, se não deixamos os ganchos onde amarrar a continuidade?
Saúdo com muita alegria a quarta edição do livro de Frei Basílio Rower "O Convento Santo Antônio do Rio de Janeiro, sua história, memórias, tradições", há anos esgotado. Reaparece agora em bela edição de 342 páginas, numa edição Convento/Editora Zahar/Prefeitura do Rio de Janeiro. O livro é editado dentro das celebrações dos 400 anos do Convento e das comemorações dos 200 anos da chegada da Família Real.
Merece aplauso Frei César Kulkamp, que recuperou com serenidade e acuidade os 25 anos de Rondinha, cuja história é bem mais comprida, porque anos antes de a Província fixar os olhos em Rondinha, correram rios de discussão sobre a importância dos estudos filosóficos, como fundamento prévio e obrigatório da teologia. Frei César escreveu um texto de consulta obrigatória daqui para frente sempre que, na Província, se falar em estudos superiores ou formação franciscana.
Na festa de São Francisco de 2008, foi pedido ao bispo anglicano do Rio de Janeiro Dom Celso Franco, que é membro da Ordem Franciscana Secular Anglicana e é psicólogo profissional, de pregar no Trânsito de São Francisco sobre o sentido da morte para São Francisco, que nela, via uma irmã venturosa. Dom Celso tratou o tema, a meu ver, com maestria. Com profundidade talvez difícil de acompanhar ao escutá-lo em pregação. Publico o texto na íntegra. Penso que será uma excelente meditação.
Publico a Carta Apstólica "Laetare Colonia Urbs", com a qual o Papa Bento 16 quis honrar o Bem-Aventurado João Duns Scotus no 7º Centenário de sua morte, a quem ele chama de "homem doutíssimo e piíssimo", convidando o mundo científico, crente e não-crente a debruçar-se sobre o itinerário escotista para evidenciar a harmonia entre fé e razão no nosso tempo.
Sai estampada também a Carta da Conferência dos Ministros Gerais Franciscanos sobre Scotus, "para suscitar em todos os franciscanos e simpatizantes do franciscanismo o desejo de aprofundar o conhecimento do fecundo pensamento filosófico-teológico desse santo e mestre audaz, original e criador de cultura".
Como nos anos anteriores, publico algumas das mensagens do Ministro Geral. Chamo a atenção à longa carta de Pentecostes. "Guiados pela Palavra", nesse ano dedicado de modo acentuado ao mistério da Palavra de Deus: "Desejo torná-los participantes de algumas reflexões sobre a Palavra de Deus em nossa vida e, mais concretamente, sobre a leitura orante da Palavra. Vivemos o tempo das palavras; e tomara que seja também da Palavra! Ela nos daria o conselho e a luz, o consolo e a esperança, de que tanto necessitamos".
Agradeço a todos que colaboraram nos necrológios de Confrades falecidos. Ficaram ainda sem necrológio os dois Confrades mortos "mais antigos"(Frei Eugênio, de Blumenau, e Frei Valeriano, do Pari, prometidos, cobrados, re-cobrados) e os três mais recentes (Frei Marino, Frei Carmelo e Frei José Cafasso). Fazer a memória dos que conviveram conosco é dar-lhe um pouco de nossa vida para prolongar a deles.
Frei Clarêncio Neotti