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Romaria a Frei Bruno
Após a morte de Frei Bruno, o número de fiéis e romeiros ao túmulo do frade cresceu a cada ano.
Em meio a esse culto, o deputado Irai Zílio, devoto de Frei Bruno e com problemas de saúde em 1987, começou a pensar em uma homenagem ao frade, uma alma "tão bondosa", como ele mesmo dizia. Movido pela devoção e pela fé, Irai organizou uma romaria penitencial, a ser feita todos os anos ao Jazigo de Frei Bruno.
A primeira Romaria aconteceu em fevereiro de 1987, observando o mês de seu falecimento. No início, o vigário da paróquia de Joaçaba achava que a Romaria não deveria acontecer todos os anos, mas os devotos persistiram e o povo aderiu de maneira espontânea.
Neste ano, celebrando 20 anos, a Romaria conquistou um lugar no calendário do turismo religioso brasileiro. Para se ter ideia, em 2009, debaixo de um temporal, mais de 40 mil pessoas participaram da romaria.
O percursso é realizado a pé pela multidão, que vai da Catedral Santa Terezinha ao Cemitério Frei Edgar, onde está sepultado Frei Bruno. Na chegada é celebrada uma missa. Segundo o pároco da Catedral Santa Terezinha, Pe. Luís Carlos Bortolozzo, as romarias constituem um fenômeno ligado à própria natureza humana. "A pessoa humana se sente um ser a caminho. Sua própria vida é uma caminhada do nascimento para a morte, da juventude para a velhice, e, em sua aspiração mais profunda, uma passagem desta vida efêmera para uma vida mais feliz. Por isso, sair de um lugar para buscar outro é próprio do coração humano", ensina.
"O homem é o eterno peregrino, o permanente procurador de Deus. Saímos de Deus e estamos em contínua tendência para aquele que é nosso princípio e nosso fim. É daí que o caminhar adquire um sentido especial para o homem. Todo o povo tem seus lugares de peregrinações ou romarias. É por assim dizer, o subconsciente universal que está à procura de uma perfeição perdida, o paraíso perdido, na esperança de encontrá-lo no céu. É nesse sentido que fazemos peregrinação ou romaria penitencial Frei Bruno. Foi alguém que nos inspirou a caminhar, a despojar-se na vida para andar mais leve, alguém que nos ajuda a idealizar o nosso sonho da pessoa humana a caminho do infinito. Frei Bruno, pelo seu modo de ser, de viver, é fonte de inspiração para os romeiros. Frei Bruno foi um eterno caminheiro, com seu boné, sua bengala, seu terço e sua poderosa fé em Deus", completa.
A romaria acontece todos os anos no último domingo de fevereiro.
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