|
|
|
|
|
Nossos Valores

Somos chamados a evangelizar:
4.1 No seguimento de Jesus Cristo,
como inspiração fundamental de nosso carisma,
a partir do batismo e de Francisco. Do desejo de Francisco de
segui-lo "mais radicalmente", a ele que "era
Senhor e se aniquilou a si mesmo", decorre:
a) Vida de oração e devoção;
b) Comunhão de vida em fraternidade;
c) O minorismo como modo de vida, na condição
de pequenos, "vis, simples e desprezados" (CCGG Art.
64, 65; Adm 9,1),servos de todos e solidários;
d) Renovação constante e conversão
contínuas;
e) A pregação otimista da boa-nova da salvação,
centrada em Jesus Cristo, humilde, pobre, crucificado e ressuscitado,
e inspirada nas Sagradas Escrituras;
f) A inserção entre os pobres e excluídos
e a simplicidade;
g) A reconciliação, a paz, o bem e a justiça
com os seres humanos e com toda a natureza;
h) O diálogo com as culturas, dinamizando o ecumenismo.
4.2 Como fraternidade evangelizadora,
primeira característica de nossa identidade franciscana,
somos convocados a evangelizar no conjunto do pluralismo da
comunhão fraterna, onde se ressalta a co-responsabilidade
de todos os irmãos, diante da fidelidade ao evangelho
(CCGG Art. 1, §1)
Nesse sentido, todos os Irmãos são convocados
a viver a radicalidade evangélica e cada um a seu modo.
Todos são co-responsáveis na constituição
de fraternidades e fraternidades evangelizadoras (CCGG Art.
45, 46, 79).
4.3 Em comunhão com a Igreja,
devemos ser ciosos do caminho aberto pelo Vaticano II e ultrapassar
os compromissos jurídicos, como Francisco que tinha uma
fé eclesial, refletida em suas atitudes:
a) Na submissão da Regra à aprovação
pelo Papa Honório;
b) Na fé católica como dom de Deus, que
precisa ser vivida com alegria (RNB 1,4-5; 2,12; 16.6ss; 19,1-2;
RB 1,2-3);
c) Na preocupação de contínua sintonia
com a Igreja (CCGG Art. 4, 5 § 2, 83 § 2; GS 4).
Esta comunhão com a Igreja vivida por Francisco, segundo
um estilo próprio, caracteriza a identidade franciscana,
o nosso carisma.
4.4 Seguindo o modo como Francisco evangelizava.
Devemos levar em conta, em nossos projetos de vida, a proposta
mediada por Francisco para o seguimento de Jesus Cristo. É
algo específico e fundamental da razão de ser
da Ordem e exemplo de vida, de doutrina e de espiritualidade
a ser seguido com segurança (Test 15).
Nesse sentido, além da Regra, precisamos conhecer sempre
melhor o espírito do fundador e seu projeto de vida.
É preciso esforço para pesquisar, compreender,
respeitar e seguir seus ensinamentos, expressos em seus escritos
e nas demais fontes franciscanas, onde se destacam (CCGG Art.
2 § 2):
a) A espiritualidade contemplativa, retiros em eremitérios,
o Espírito Santo como ministro geral da Ordem (2Cel 193);
b) O ir pelo mundo, como itinerantes (como os apóstolos
que receberam de Cristo a missão);
c) O espírito missionário, segundo o capítulo
16 da Regra não Bulada;
d) O espírito de cortesia e cordialidade, demonstrando
a ternura e a coragem de Nossa Senhora, padroeira da Província;
e) O espírito de plena confiança de filhos
amados de Deus, em comunhão com todas as criaturas;
f) A concepção do trabalho como meio de
sustento e ocupação;
g) A escolha dos lugares onde ninguém queria estar;
h) O testemunho de vida como menor (prevalecendo sobre
atividades, pregações e estruturas), a exemplo
do Cristo que se esconde nas espécies eucarísticas
(URIBE, 1996, p.60; RB 3; RnB 14).
Desse modo, a Província Franciscana da Imaculada Conceição
do Brasil, com todos os seus irmãos, tem como fundamento
geral em sua ação evangelizadora o seguimento
de Jesus Cristo pobre, crucificado e ressuscitado, como Francisco
de Assis o fez:
a) Como menores, buscamos evangelizar e servir preferencialmente
os pobres, marginalizados e excluídos, sem ambição
de poderes e submissos a todos;
b) Como portadores da paz, do bem e da justiça,
visamos dialogar com o ser humano pela reconciliação
fraterna, na integridade com todo o universo;
c) Como itinerantes, pobres e penitentes, queremos continuar
a mesma missão de Jesus Cristo do anúncio da boa-nova
do Reino, pelo testemunho de vida, pela palavra e pelo trabalho,
vivendo em fraternidades evangelizadoras.
|
 |
|
|
|
 |
 |
 |
 |
 |
|
"Altíssimo,
onipotente, bom
Senhor,
teus são o louvor,
a glória, a honra
e toda a bênção.
só a ti,
Altíssimo,
são devidos;
e homem algum é
digno
de te mencionar.
Louvado sejas,
meu Senhor,
com todas as tuas
criaturas,
especialmente o
senhor irmão
Sol, que
clareia o dia
e com sua luz
nos alumia.
E ele é belo
e radiante
com grande
esplendor:
de ti, Altíssimo,
é a imagem.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pela irmã Lua
e as Estrelas,
que no céu
formaste claras
e preciosas e belas.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelo irmão
Vento,
pelo ar, ou
nublado
ou sereno,
e todo o tempo,
pelo qual
às tuas
criaturas dás
sustento.
Louvado sejas,
meu Senhor
pela irmã
Água,
que é mui
útil
e humilde
e preciosa e casta.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelo irmão
Fogo
pelo qual iluminas
a noite.
E ele é belo
e jucundo
e vigoroso e forte.
Louvado sejas,
meu Senhor,
por nossa
irmã
a mãe Terra,
que nos sustenta
e governa,
e produz frutos
diversos
e coloridas flores
e ervas.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelos que perdoam
por teu amor,
e suportam
enfermidades
e tribulações.
Bem-aventurados os
que as sustentam
em paz,
que por ti,
Altíssimo,
serão coroados.
Louvado sejas,
meu Senhor,
por nossa irmã
a Morte corporal,
da qual homem algum
pode escapar.
Ai dos que morrerem
em pecado mortal!
Felizes os que ela
achar
conformes à
tua santíssima
vontade,
porque a morte Segunda
não lhes
fará mal!
Louvai e bendizei
a meu Senhor,
e dai-lhe graças,
e servi-o com grande
humildade."
|
|
|
|