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Conheça mais |
Quibala ou Kibala é uma vila e município de Angola, na província de Kwanza Sul. Tem 10 253 km² e cerca de 168 mil habitantes. É limitado ao norte pelo município de Libolo, a leste pelos municípios de Mussende e Andulo, a sul pelos municípios da Cela e Ebo, e a oeste pelos municípios de Quilenda e Quiçama. É constituído pelas comunas de Quibala, Cariango, Dala Cachibo e Lonhe. O conselho foi criado em 1944. Quibala produz mandioca, cana de açúcar, milho, ginguba, banana, batata doce, repolho, alho cebola , abacate , abacaxi, feijão e sisal.
Atualmente, Angola regista uma das maiores taxas de crescimento econômico no mundo, mas esse crescimento nem sempre significa desenvolvimento... Para se ter uma idéia, Angola é o segundo maior produtor de petróleo africano, vai em breve comercializar gás, é dos maiores produtores de diamantes do mundo, tem nos seus solos vários minerais com valor comercial, tem uma fauna rica, boas condições para a prática da agricultura e uma vasta e rica costa. Toda essa riqueza, contudo, não chega aos pobres e há muitos e graves problemas de justiça. |
Por Moacir Beggo
São Paulo (SP) – O atentado sofrido por Frei Valdir Nunes (foto 6), em 1998, obrigou os frades a deixar a região de Quibala, província do Kwanza Sul, em Angola. No ano passado, depois de uma década, os frades retornaram ao local, para dar início a uma fraternidade. Neste clima de reconstrução, o voluntário leigo Adávio Afonso Ribeiro, terceiro secular, chegou em maio de 2008 para somar forças neste trabalho.
No início, o desafio foi grande, segundo Adávio. "Faltava tudo. Hoje, já temos uma estrutura melhor na residência. Temos até chuveiro para tomar banho", conta Adávio, que é um "faz-de-tudo" na casa de formação, que abriga a etapa do postulantado dos futuros religiosos da Fundação Imaculada Mãe de Deus de Angola.
"Só não celebro missa", brinca Adávio, contando que para os angolanos, por ser da Ordem Franciscana Secular, ele é frade. "Não adianta explicar que sou professo de uma Ordem religiosa leiga. Uma vez expliquei ao pároco e a outros padres diocesanos que era da Ordem Franciscana Secular, leigo, e estava morando e trabalhando com os frades etc. Mas frisei que não era religioso. Depois de muita explicação, perguntei: 'Vocês entenderam?' E eles responderam: 'Sim, frei'."
Adávio participa da fraternidade formada por Frei André Gurzinski, o guardião; Frei Valdir Nunes, o mestre dos postulantes; Frei Simão Laginski e quatro postulantes, candidatos à vida religiosa franciscana.
Segundo o voluntário, a manifestação de fé do povo o impressionou muito. "Eles chegam viajar um dia inteiro para participar de uma missa. Os catequistas são exemplos de bons cristãos. Viajam longas distâncias de boléias em boléias (caronas). Se tivéssemos mais missionários, Angola seria um grande país católico", acredita.
Para ele, o povo é muito bom e, aos poucos, recupera-se dos traumas deixado pela guerra. "Ainda vão ser necessários alguns anos a mais para reconstruir o país totalmente, mas muita coisa já mudou. Luanda é uma cidade em obras e as estradas aos poucos estão melhores", observa.
Depois um ano, Adávio comemora o fato de não ter ficado doente e nem pego paludismo (malária): "Tenho boa saúde".
Para ele, a Missão e outros trabalhos precisam de muitos voluntários: "Não só religiosos são bem-vindos, mas leigos também".
Depois de resolver problemas particulares no Brasil, Adávio retorna a Angola no dia 5 de julho, confiante em reunir o primeiro grupo da Ordem Franciscana Secular (OFS) de Quibala. "Na nossa região tem um rapaz que já professou na OFS em Luanda. Com esta religiosidade demonstrada pelo povo angolano, o carisma franciscano encontra terreno fértil", acredita.
Na foto principal, Adávio e o catequista mais antigo da aldeia.
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