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PROVÍNCIA ABRE O ANO VOCACIONAL FRANCISCANO NA FESTA DE SÃO FRANCISCO |
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| Frei Djalmo deu a bênção durante todo o dia |
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| A incansável Maria Helena luta pelos animais |
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| Carmem Barreto e "Rúbi" |
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| Atendimento clínico e veterinário |
Os animais invadem a Paróquia da Vila Clementino
Por Moacir Beggo
São Paulo (SP) - O pároco Frei Djalmo Fuck apostou numa festa de São Francisco, na Paróquia da Vila Clementino, voltada com mais ênfase para o cuidado com a natureza e com os animais, como é próprio da espiritualidade franciscana. Para isso, além de programar a bênção dos animais durante todo o dia, Frei Djalmo promoveu também uma feira de adoção de animais e trouxe especialistas do Instituto Biológico e da Unip (Universidade Paulista) para darem atendimento clínico e veterinário aos animais que necessitassem.
No final da Missa Ecológica, além da bênção dos animais, Frei Djalmo também não esqueceu das plantas. “Temos que promover esse respeito à natureza e aos animais”, ensinou Frei Djalmo, incansável durante todo o dia na bênção dos cães, gatos, pássaros, tartarugas etc. “Uma senhora não pôde trazer seus 65 animais que tem e trouxe 65 roupinhas deles para abençoá-las”, contou o pároco, enquanto era abordado por uma jovem que pedia para abençoar o seu cãozinho que estava em Munique, na Alemanha. A bênção foi dada por um foto no celular.
Carmem Barreto veio do Cambuci para pedir a bênção à Rúbi, uma linda cadela labradora. “Descobri no site da Paróquia da Vila que havia a bênção dos animais e preferi vir aqui, pois é mais tranqüilo para estacionar”, contou Carmem, que adotou Rúbi há um ano. “Ela é muito carinhosa, atenciosa. Ela nos obriga a sermos mais dóceis”, disse, lembrando que hoje existem muitas terapias que ajudam na recuperação de crianças. Um estudo do American Journal of Cardiology mostra que pessoas que interagem com animais constantemente tendem a apresentar níveis controlados de estresse e de pressão arterial.
Maria Helena de Oliveira e Márcia Sanchez trouxeram, como autônomas, animais para doações. Eles foram recolhidos, segundo Helena, na região do Crematório da Vila Alpina, onde há uma grande quantidade de animais abandonados. Dia sim, dia não, Helena vai ao encontro desses animais. Hoje, ela cuida em sua casa de 30 animais. “Eu procuro ajudá-la como posso, pois ela tem muitos gastos com os animais. Não é fácil alimentá-los, dar vacinas e fazer a vermifugação”, lembra Márcia.
Maria Helena lamenta que as pessoas descartem os animais como lixo. “No começo, enquanto são bonitos, dão todo o carinho, mas quando crescem, desfazem deles como se fossem lixos”, revolta-se. “Ninguém é obrigado a gostar, mas temos de respeitar”, emendou Márcia. Para elas, o exemplo de São Francisco pode ajudar a sociedade a ter mais respeito pelos animais.
Quem quiser ajudar Maria Helena nesta luta, seu telefone é (11) 2341-4353, ou escreva para o email: sanchez_ma@hotmail.com
Já o empresário Nilo Ferreira cuida de 65 cães abandonados. Grande parte do custo vem de sua empresa, a “Pró-Bicho”, que produz coletores de resíduos caninos. Jemari Agathão representou a Pró-Bicho na Festa de São Francisco e gostou tanto da iniciativa que vai pedir a Frei Djalmo que promova outras feiras. Mais informações estão no site www.probicho.ind.br .