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30/10/2008
Giustina de Toni

Revigoramento termina com celebração eucarística no Convento da Penha
Fotogaleria do terceiro dia do Revigoramento - Vila Velha 2008
Celebração eucarística no Santuário marca os 450 anos de presença franciscana
Íntegra da Homilia de Frei Vitório
Fotogaleria do segundo dia do Revigoramento - Vila Velha 2008
Ministro Provincial abre em Vila Velha o último Encontro de Revigoramento
Reflexão do Ministro Provincial na
abertura do Revigoramento
Reflexão de Frei Vitório sobre a oração
Fotogaleria do primeiro dia do Revigoramento - Vila Velha 2008
Último Revigoramento do ano vai reunir 55 frades em Vila Velha
Fotogaleria do Encontro de Revigoramento em Itoupava
Fotogaleria do Encontro de Revigoramento em Curitibanos (SC)


Celebração eucarística no Santuário marca os 450 anos de presença franciscana

Por Moacir Beggo

Vila Velha (ES) –
O segundo dia do Encontro de Revigoramento dos frades da Província da Imaculada Conceição, que está sendo realizado no Projeto Santa Clara, em Vila Velha (ES), terminou com a celebração eucarística no Santuário do Divino Espírito Santo. Os avisos dados pelo pároco Frei Nolvi Dalla Costa para este importante momento litúrgico na Paróquia e Santuário fez com que o povo da cidade lotasse a grande e bela igreja dedicada ao Divino Espírito Santo em plena quarta-feira.

A celebração aconteceu às 19 horas e foi presidida pelo Moderador da Formação Permanente, Frei Vitório Mazzuco Filho, que teve como concelebrantes Frei Augusto Koenig, Ministro Provincial, e os frades que residem na Fraternidade do Espírito Santo: Frei Hipólito Martendal, guardião, Frei Nolvi Dalla Costa, pároco, e Frei Vunibaldo Vogel.

Frei Vitório destacou que a presença de 50 frades nesta celebração era significativa e fazia parte de um momento importante na história da presença franciscana no estado.

Além de comemorar os oitocentos anos de fundação da Ordem, a Província comemorava 450 anos da presença franciscana no estado do Espírito Santo.  “E nós estamos aqui neste Santuário, também aos pés da Virgem da Penha, e nos sentimos bem. Sentir-se bem é exatamente ter essa grande acolhida, essa força. Sentir esse calor humano de cada pessoa, de todos os irmãos e irmãs aqui nesta noite”, disse Frei Vitório, frisando: “Mas com uma certeza: tudo isso nos leva a um maior compromisso e a um maior empenho”, enfatizou, citando as novas frentes da ação pastoral que a Província está assumindo no estado: em Colatina e, possivelmente, em Cachoeiro do Itapemirim. 

Segundo o Moderador da Formação Permanente, que está animando o último encontro de Revigoramento neste ano, a Província da Imaculada Conceição  tem que estar onde está o povo. “Ela tem que estar onde está a devoção, a piedade, os anseios, os sonhos, os sofrimentos, as necessidades e os apelos do povo”, frisou.

O Documento de Aparecida

O segundo dia do Revigoramento teve a assessoria do teólogo Névio Fiorin, que refletiu com o grupo o Documento de Aparecida. “Quando Frei Vitório me convidou para o Revigoramento, fiquei de fato pensando que nós estamos num tempo, num período de releitura, de síntese, de aproximar as diferenças e as tensões e buscar uma síntese de nosso tempo. Então, vamos pensar a ação pastoral da Igreja à luz do Documento de Aparecida”, explicou o teólogo que trabalha na Iser Assessoria, que saiu de uma outra organização, o Iser, que trabalhava com o campo religioso.

Em quatro partes, Névio abordou o tema durante todo o dia, até o meio-dia desta quinta-feira. “Eu aqui trabalho na perspectiva de fazer-nos uma recepção positiva do documento de Aparecida”, explicou Névio, reforçando que essa recepção positiva foi feita no pós- Concílio do Vaticano II.

Na sua reflexão, Névio destacou que a sociedade moderna , sobretudo as metrópoles, as cidades médias, estão perdendo essa perspectiva da hospitalidade que foi fundamental. “É um traço bíblico, judaico, um traço lá dos patriarcas, que foi fundamental em toda a vida da Igreja medieval. Vamos lembrar o surgimento da Ordem Franciscana, como era fundamental essa questão da hospitalidade. Sem esse espírito de hospitalidade, que estava latente na Idade Média, a Ordem não teria sobrevivido. A Ordem só ganhou consistência em cima exatamente dessa hospitalidade. Sem isso, não dá para pensar a mendicância. Pense hoje em fazer aquela proposta de Francisco? É fadada ao fracasso. Não devemos duvidar do Espírito, tudo bem. Não vamos duvidar do Espírito Santo. Mas analisando humanamente, racionalmente, ela deverá ser fadada ao fracasso. A hospitalidade não é mais um valor da nossa sociedade. Então, como é que a gente recupera isso? Como é que a gente recupera o exercício da compaixão?”, deixou a pergunta para os frades.

O dia intenso no Revigoramento terminou com um jantar de confraternização ofercido pelas duas fraternidades do Espírito Santo numa churrascaria da cidade.

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