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Por Moacir Beggo
No dia 24 de maio deste ano, quando tomar posse na Prelazia de Óbidos, Dom Frei Bernardo Johannes Bahlmann dará início ao seu episcopado tendo como inspiração um outro bispo franciscano: Dom Frei Amando Bahlmann. Ele é o primeiro missionário franciscano que há pouco mais de cem anos chegou ao Brasil com a missão de restaurar a Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil. Conseguiu e, graças ao seu carisma, tornou-se bispo da Prelazia de Santarém, onde escreveu para sempre o seu nome. Um centenário depois, Frei Johannes chega ao Brasil como missionário franciscano, na condição de último alemão, e se torna bispo da Prelazia de Óbidos, a mesma região por onde passou D. Amando.
Coincidências à parte, Frei Johannes revela nesta entrevista que agora, como bispo, dá continuidade ao seu propósito inicial de ser missionário no Brasil. Não esconde seu espanto diante da responsabilidade de assumir uma prelazia tão grande e numa situação geográfica, cultural e econômica tão diferente das regiões por onde passou. Mas está confiante e esperançoso.
Para facilitar a comunicação e aproximação, Frei Johannes será Dom Frei Bernardo, como era o primeiro discípulo de São Francisco de Assis. Acompanhe esta entrevista:
Site Franciscanos – Frei, como está o coração ao receber esta notícia no início deste ano?
Frei Johannes – Estou muito feliz com esta nomeação. Hoje é um dia muito especial para mim: além do aniversário de meu pai, é também o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Hanseníase. O sentimento é de ter pela frente um grande desafio, já que vou para uma região que não conheço muito, embora já estive lá uma vez. Foi em 2001, quando visitei a região como visitador da Província Franciscana de São Benedito da Amazônia. Por outro lado, essa nomeação vem de encontro à minha primeira motivação vocacional, que foi ser missionário franciscano no Brasil, vivendo na simplicidade e no despojamento. Na Prelazia de Óbidos, região que precisa de muitos missionários, poderei continuar minha missão. Quando fui visitador na então Vice-Província de São Benedito, vi a necessidade de missionários e pessoas se juntarem aos que estão lá para dar uma contribuição. Na ocasião, despertou em mim o desejo de ser missionário ali. Até os frades diziam: “Por que você não fica aqui?”. Hoje, então, se realiza esse sonho.
Site Franciscanos – Nos últimos anos, o Sr. tem desempenhado funções “mais distantes” do povo?
Frei Johannes – Sim. Meu coração quer ser missionário no meio do povo. Isso é mais significativo para mim do que exercer uma função, embora a desempenho com muita responsabilidade. Hoje, faço parte de uma das maiores fraternidades da Província, a do Convento São Francisco, no centro de São Paulo. Numa comunidade, todos se ajudam e nos sentimos mais seguros. Como bispo, vou ser responsável por uma diocese. Por outro lado, estou tranqüilo porque D. Martinho, que é franciscano, vai continuar lá. Pedi a ele para ficar em Óbidos. Vamos morar juntos e criar uma fraternidade de dois frades. Depois, em Óbidos, há uma fraternidade da atual Custódia de São Benedito que conheço pessoalmente, um bom grupo de nove sacerdotes diocesanos, os missionários do Verbo Divino e três congregações de irmãs (Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, Irmãs Franciscanas de Maristela e Irmãs Franciscanas de Dillingen), além dos leigos engajados. Isso é muito positivo.
Site Franciscanos - O Sr. acaba fazendo o mesmo caminho de Frei Amando Bahlmann, que há cem anos se tornou bispo da então Prelazia de Santarém?
Frei Johannes - É interessante isso. Ele foi o primeiro alemão missionário na Província da Imaculada e o primeiro bispo em Santarém. Eu sou o último frade vindo da Alemanha. Quando fiz os votos solenes, o ex-ministro provincial Frei Estevão Ottenbreit me chamou a atenção lembrando que, Dom Amando era o primeiro da família Bahlmann e eu sou o último da nossa família ingressando na Província da Imaculada. Pode ser que venha alguém ainda, mas por enquanto é esta situação. D. Amando é um homem que me inspira muito e também impulsiona através das ações que fez naquela época. E ele fez muito por aquela região. Sua presença foi marcante. Olha que na época a Prelazia de Santarém era um território grande extensão! (hoje foi dividida nas prelazias de Altamira, Óbidos e Itaituba e Santarém). Ele foi um bispo dinâmico, inclusive tinha muitas atividades na Alemanha.
Site Franciscanos – Pelo pouco que conhece da Prelazia, o Sr. pode falar dos desafios que tem pela frente?
Frei Johannes – Na verdade, não posso dizer muita coisa, pois não vivi no local. Agora, dentro do contexto da Amazônia, posso dizer que é uma região que chama muito a atenção em nível nacional como mundial, por causa, da questão ecológica, que envolve principalmente o desmatamento da floresta amazônica. Como preservar a natureza, a riqueza natural e única desta região, mantendo a integridade e a dignidade do ser humano como um todo? Neste sentido, São Francisco de Assis ajuda muito com o seu carisma de respeito, valorização e admiração por todas as criaturas. Neste contexto, está a questão da água também, essencial para a vida na Amazônia e no mundo. Como lidarmos com isso para favorecer uma cultura de vida e vida para todos? Não uma cultura de morte como está acontecendo. Volto a falar de São Francisco como referência. Nós, como cristãos, enraizados em Jesus Cristo, olhamos, a partir do Evangelho, o ser humano em sua integridade.
Volto a dizer que para conhecer é preciso viver no lugar. Quando vim morar no Brasil, as pessoas perguntavam quando tempo demorei para conhecer o Brasil e se acostumar com a sua cultura. Eu digo: “Dez anos”. É preciso conviver porque senão você tem sempre aquele olhar de alguém que vem de fora. Você precisa adquirir o olhar daqueles com quem convive.
Site Franciscanos - E o Sr. conviveu mais nos estados do Sul?
Frei Johannes - Sim, e lá no Norte vai ser outra realidade. Quando fui viver no bairro Osvaldo Cruz de Petrópolis, na casa de inserção, era uma outra realidade. Ali, eu realmente conheci o Brasil. Estava convivendo com o povo. É preciso primeiro conviver para aprender e compreender.
Site Franciscanos – O franciscano D. Martinho será um aliado muito importante neste início na sua nova missão?
Frei Johannes – D. Martinho foi bispo da prelazia por 33 anos. Ou seja, uma vida inteira. Eu sou muito grato por ficar morando na casa ao meu lado, como meu confrade. E sei que vou poder aprender muito com ele.
Site Franciscanos – Quando o Sr. veio para o Brasil, em 1983, já tinha feito a opção pela vida religiosa franciscana? Fale um pouco de sua vida e sua vocação.
Frei Johannes – Minha família é de uma pequena cidade no interior da Alemanha: Visbek. Meu pai, meus dois irmãos trabalham como gerentes de banco e minha irmã é dona de casa e secretária numa escola. Mas sempre gostei muito da vida no campo. Desde pequeno, ia constantemente para uma fazenda da prima de minha mãe, pois éramos os parentes mais próximos e a considerávamos como uma tia. Ela era casada e não teve filhos. Adorava lidar com o gado, andar a cavalo. Isso me levou ao interesse pela agronomia. Mais tarde, quando terminei a escola, procurei me profissionalizar. Na Alemanha existe um sistema em que você faz um estágio como aprendiz, trabalhando dentro de uma empresa ou, no meu caso, numa fazenda. Uma vez por semana se freqüenta a escola. Na minha época, quando fiz este curso, durava dois anos. Hoje, são três anos de formação. No primeiro ano, fiz este aprendizado numa fazenda a 50 quilômetros de minha cidade. No segundo ano, trabalhei na fazenda de minha tia. Em seguida, em 81, fiz um curso profissionalizante de um ano. Foi quando meu professor falou do curso que fez nos EUA. Como não iria trabalhar ainda numa fazenda, optei por fazer um estágio nos EUA, numa fazenda em Minneapolis, St. Paul, Minnesota, perto do rio Mississipi. Durante um ano, tirei leite de 70 vacas todos dias. Trabalhava muito. Foi nesta época que algo começou a me inquietar. Um pouco antes de ir para lá, percebi que talvez não seria bem agronomia o meu caminho. Pensava numa vocação religiosa. Mas não tinha nada claro e nem conhecia os padres. Era, sim, praticante na minha igreja. Achava estranho ter essa idéia. Inclusive, nos primeiros meses, relutei muito. Eu achava que uma possível vocação não era comigo.
Site Franciscanos – Era o início do processo de discernimento, como Francisco no caminho de Spoleto?
Frei Johannes - Dizia comigo mesmo: “O que eu vou fazer?” Essa idéia não me deixava em paz. E sempre voltava, voltava. Pensei: “Tenho que fazer alguma coisa”. Fui procurar o padre da minha paróquia, que era jovem, recém-ordenado, e hoje é bispo-auxiliar de nossa diocese de Münster: D. Heinrich Timmerevers. Aliás, ele veio para ordenação de D. Leonardo Ulrich Steiner, porque era um dos bispos consagrantes. Na época, falei com ele, usando o pretexto de que gostaria de saber o que fazer para ir à igreja quando estivesse nos EUA. Numa ocasião, então, contei a ele que estava em dúvidas e que “Deus estava me chamando para o sacerdócio”, mas não tinha certeza. Acrescentei dizendo que nem sabia se deveria ir para os EUA. Mas ele encorajou a ir e a fazer a experiência. Nós ficamos em contato e falava de minhas experiências com ele. Nos EUA, conheci os beneditinos da Abadia de St. John’s em Collegeville, que fica mais ao Norte de Minnesota e é uma das maiores do mundo. Como freqüentava a paróquia beneditina em Hastings, comecei a me interessar mais pela vida religiosa. Até então, não pensava em ser religioso consagrado. Queria ser sacerdote diocesano, embora não me via como tal na Alemanha. Pensava em ser sacerdote em outro lugar. Cheguei a enviar uma carta ao promotor vocacional dos beneditinos perguntando se seria possível entrar lá. Ele respondeu dizendo que era possível, sim, mas achava melhor que retornasse primeiro para a Alemanha e procurasse os beneditinos de lá. Se achasse que deveria retornar aos EUA, poderia entrar em contato novamente. Na volta à Alemanha não procurei os beneditinos, porque estavam muito distantes da minha cidade. A idéia ficou assim, vamos dizer, “de molho”. Continuei minha profissionalização no campo da agronomia, desta vez numa escola em Osnabrück. Morei lá durante um ano e estava praticamente ao lado dos franciscanos da Província da Saxônia (a mesma que restaurou as Províncias de Santo Antônio e da Imaculada Conceição do Brasil). Uma vez cheguei perto da entrada do Convento, mas não entrei. Achava que o caminho não era por ali. No ano de 1982, tomei conhecimento através de um texto dos frades franciscanos no Brasil, e pensei: “Puxa, mas, isso poderia ser alguma coisa...”. Um mês depois, li novamente outro artigo sobre o mesmo assunto: “Acho que é isso!”. Logo depois conheci o irmão de Frei Hans Stapel, Pe. Paulo, que tinha feito uma visita ao Frei Hans no Brasil. Ele voltou e nos contou com muito entusiasmo e animação de sua visita. Aí meu coração ficou em chamas e pensei comigo: “É isso!”. No final de 82, cruzei com o Frei Hans num encontro e aí perguntei a ele se seria possível se tornar frade no Brasil. Ele disse que sim. Conversamos uns cinco minutos e, meio ano depois eu estava aqui.
Site Franciscanos – Mas o Sr. veio para fazer uma experiência apenas?
Frei Johannes – Para mim, interiormente, já estava claro: queria mesmo entrar para os franciscanos. Mas precisava de alguém que servisse de meu interlocutor. A pessoa foi o Frei Hans. Ele morava na Fraternidade da Paróquia de Nossa Senhora da Glória, no bairro do Pedregulho, em Guaratinguetá (SP). Mas não vim sozinho e morava na Casa Paroquial com mais três jovens alemães – dois rapazes; um deles, hoje é pároco em Hannover, o outro, perdi contato e uma jovem, Andréa, que vive em Berlim. Na época, ajudávamos o Nélson, um jovem paroquiano que, se reunia à noite com um grupo de quatro rapazes dependentes químicos para praticar a palavra de Deus. Durante o dia trabalhávamos para preparar a primeira Fazenda da Esperança com esses jovens no Bairro Santa Edwiges, onde está hoje o Centro Masculino. Frei Hans sugeriu a começar a plantar verduras neste local.
Site Franciscanos – Então, o Sr. acompanhou o início da Fazenda da Esperança?
Frei Johannes – Sim. Esses jovens viviam ainda nas casas juntos aos seus familiares na cidade. O início foi assim: acompanhávamos esse pequeno grupo durante o dia e o Nélson Giovanelli fazia as reuniões com eles à noite. Claro, naquela época, não sabíamos que a Fazenda da Esperança iria se tornar o que é hoje. Lá, inclusive, foi uma experiência de vida muito forte e que serviu para o meu discernimento vocacional. Foi Frei Hans quem fez o contato com o então ministro provincial, Frei Basílio Prim, consultando sobre a possibilidade de eu ser acolhido como postulante. Fui aceito, inclusive fazendo o Postulantado na Paróquia Nossa Senhora da Glória. Essa convivência com Frei Hans me motivou ainda mais a entrar para a Ordem Franciscana.
Site Franciscanos – Quando se deu o ingresso na Ordem?
Frei Johannes – No dia 12 de agosto de 1983 Frei Hans buscou três jovens alemães no aeroporto em Rio de Janeiro com uma Brasília bege. Não sei como cabíamos todos dentro daquele carro. Nesta época, tinha visto de turista e consegui ficar no máximo um ano. Iniciei, a partir desta data, os meus primeiros passos rumo à vida religiosa franciscana. No primeiro semestre de 84, fiz o Cenfi em Brasília – um curso para missionários no Brasil - e em 1º de Maio voltei a Guaratinguetá para ser recebido no Postulantado. Em julho de 84 voltei para a Alemanha, mas o meu visto de entrada demorou para sair e acabei não ingressando no Noviciado no início de 85, como era previsto, mas somente em 86. Enquanto aguardava o ingresso no Noviciado, voltei em Abril de 85 para a Paróquia de Nossa Senhora da Glória. Na época, Frei Hans me pediu para ajudá-lo devido às muitas atividades com o Congresso Eucarístico em Aparecida e Missões Populares em Guaratinguetá. No dia 1º de setembro de 1985, mudei para o Postulantado Frei Galvão, em Guaratinguetá, permanecendo até o mês de dezembro. Em 86, fiz o Noviciado, numa turma de 35 jovens frades, dos quais 26 fizeram a primera profissão no dia 10 de Janeiro de 1987. Foi uma grande experiência para mim.
Site Franciscanos – Foi uma adaptação fácil no Brasil?
Frei Johannes - Nesse sentido, sou muito grato à Província da Imaculada, onde nos primeiros anos pude viver só com brasileiros. A gente aprende melhor e ajuda a se inculturar. Meus colegas sempre foram muito compreensíveis. Aprendi muito no Noviciado, assim como em Rondinha e depois em Petrópolis.
Site Franciscanos - De Petrópolis, o Sr. foi para Agudos ser professor?
Frei Johannes – Era para ficar apenas um ano em Agudos, como substituto de Frei Mário Tagliari, que veio para São Paulo. Acabei ficando um segundo ano também. Fui orientador e dei aulas de Espiritualidade Franciscana, História Geral e Inglês.
Site Franciscanos – Foi nessa época que pediu um livro de história em alemão para o seu pai?
Frei Johannes – (risos). Sim. Eu podia preparar melhor as aulas. Como aqui os livros didáticos trazem história geral e brasileira juntos, eu acabei dando aulas de história do Brasil para brasileiros. Depois, em 92, fui morar no Centro Mariápolis, em Vargem Grande Paulista, do Movimento dos Focolares. Minha participação no movimento já vinha desde a Alemanha, quando freqüentava um grupo de jovens na minha paróquia. Éramos em cinco, dos quais um se tornou sacerdote e hoje é o Reitor do Seminário Regional em Münster e um outro é um focolarino consagrado. Graças à animação do jovem pároco, chegamos a ter 15 pessoas que se tornaram sacerdotes, religiosos, religiosas e focolarinos num período de um pouco mais de 10 anos. Isso era incrível na Alemanha, já que há poucas vocações lá.
Iniciei os estudos em Petrópolis em 93. Em 94, havia aquela questão das casas de inserção. Já havia duas na Baixada Fluminense, em Campos Elíseos e Imbariê, e queríamos mais uma, em Petrópolis. Com Frei Angelo Luiz, na época, vice-mestre dos frades estudantes, começamos a refletir sobre essa questão. Mais tarde, fomos morar no bairro Osvaldo Cruz, onde precisávamos subir 230 degraus do escadão até chegar em casa. A partir de 94, durante quatro anos, residi no bairro Osvaldo Cruz. Ao término dos estudos de teologia, esperei até julho de 1997 para ser ordenado sacerdote. Em setembro, tivemos o nosso Capítulo Provincial e fui transferido, retornando ao Convento do Sagrado Coração em Petrópolis. A Fraternidade N. Sra. de Guadalupe, no bairro Osvaldo Cruz era também um guardianato, e por três anos fui seu guardião. Depois, guardião do Sagrado. Em seguida, vim para São Paulo, como guardião do Convento São Francisco.
Site Franciscanos - Foi nesse período que o Sr. assumiu o Centro Educacional Terra Santa (obra social que atende 600 crianças)?
Frei Johannes - Exato. Na época, era uma necessidade porque a Terra Santa tinha uma ligação muito forte com o Sagrado. Vários frades estudantes lá faziam estágio ou trabalhavam. Em 98, a diretoria não conseguia mais chegar a um consenso comum. Além disso, uma entidade da Alemanha não queria mais dar suporte financeiro enquanto a diretoria não resolvesse o impasse. O presidente e a diretoria pediram para eu assumir a Terra Santa, que na época se chamava Casa dos Meninos de Petrópolis. Neste momento foi importante dar continuidade a esta belíssima obra em favor das crianças e jovens, em vez fechar uma entidade de quase 80 anos. Veja bem, se fechasse o Terra Santa, muitas crianças que moravam nos bairros perto do Sagrado estariam batendo à nossa porta. Então, era melhor manter a estrutura existente e investir. Fui para lá sem saber o que esperar. Acabei ficando quase dez anos à frente desta entidade, mesmo tendo uma interrupção. Foi uma passagem gradativa até a instituição ser incorporada à Província, o que veio a ocorrer no dia 26 de março de 2008.
Site Franciscanos - Como será a ordenação?
Frei Johannes - Pensamos que seria melhor para garantir a participação das pessoas que estão próximas a mim. Fiz a opção de marcar a ordenação para o dia 9 de maio, na Alemanha. A Diocese de Münster vai assumir a celebração, que acontecerá na Catedral. No dia seguinte, 10 de maio, será celebrada uma missa solene na minha Paróquia, em Visbek. No dia 17, uma missa de ação de graças, em São Paulo. A posse será no dia 24 de maio, em Óbidos.
Site Franciscanos – Por que a ordenação vai acontecer somente em maio?
Frei Johannes - Porque em março a minha diocese de origem estará impedida, devido o jubileu sacerdotal de 50 anos do bispo emérito e a posse, no dia 29 de março, do novo bispo da Diocese de Münster. No mês de abril ocorrem as celebrações da Semana Santa e Páscoa e, em seguida, no Brasil, acontece a reunião da CNBB. Então, a primeira data possível será no início de maio.
Site Franciscanos - Por que a escolha do nome D. Bernardo?
Frei Johannes – É porque Johannes é um nome difícil para a pronúncia das pessoas. Para facilitar, optei pelo meu segundo nome de batismo, Bernhard, aportuguesado, na forma de “Bernardo”, de fácil pronúncia. Além disso, uma outra motivação: o primeiro companheiro de São Francisco se chamava Bernardo de Quintavalle. Há de se continuar como companheiro de São Francisco na vida franciscana.
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