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Por Moacir Beggo
São Paulo (SP) - No final da Missa Pontifical de D. Bernardo Bahlmann, outro momento emocionante foi o envio missionário de Frei Johannes a Óbidos e dos frades que vão para Angola: Frei Simão Laginski, Frei Sérgio Silas Damasceno, Frei Hélio Andrade e Frei Benedito Lemes Sobrinho Jr (da Província do Santíssimo Nome, de Goiás).
O Ministro Provincial, Frei Augusto Koenig, ao lado do Vigário Frei Vitório Mazzuco e Frei Samuel Ferreira Lima, secretário das Missões, falou a eles em nome da Província. "A razão de ser da Igreja, a razão de ser da nossa ordem é missionar, é anunciar Jesus Cristo. Além do devotamento de uma vida, vocês querem especialmente consagrar-se numa atividade missionária concreta. Frei Johannes é duas vezes missionário. Já veio da Alemanha como missionário e agora vai para Óbidos. Os demais confrades e Frei Hélio, que não pôde estar aqui presente, dirigem-se a Angola", observou o Provincial.
"Em Córdoba, no congresso da Ordem, se incentivava frades a serem missionários, a saírem da sacristia e irem para as praças, ao encontro do Povo. Quando abrimos o Documento de Aparecida, temos semelhante apelo: ser missionários. Não somente os religiosos, padres, mas todo o povo cristão. Temos uma função missionária, anunciar Jesus Cristo e testemunhá-lo em nossa prática", ressaltou Frei Augusto.
Frei Augusto ainda lembrou que os franciscanos da Conferência do Brasil, que corresponde a 11 entidades, têm como um dos objetivos criar na Amazônia legal uma comunidade internacional franciscana, visando principalmente justiça, paz e integridade da criação. "Percebemos que a presença de D. Bernardo naquela área vai ser um posto avançado para nós, aliado ainda ao grande trabalho que desempenhou tão bem na condução do Projeto Franciscanos pela Eliminação da Hanseníase no Brasil", destacou.
Aos frades que vão para Angola, notou que viajam para um país de 14 milhões de habitantes, que vive em um território um pouco maior do que o estado do Pará, e que passou por uma guerra de 30 anos. "Essa guerra assolou a população, reduzindo-a à miséria. O país é rico em diamantes e petróleo, porém o povo não tem acesso a essa riqueza. Atualmente, Angola surge das cinzas e começa uma revitalização física e política. É nossa missão poder levar a paz, o desarmamento na reconstrução moral e espiritual daquele país. Os franciscanos estão lá com dois motivos principais: o primeiro é anunciar Jesus Cristo, testemunhar com a vida àqueles menos favorecidos, mutilados pela guerra, e o segundo é fazer com que o franciscanismo aconteça naquela área", disse, citando que hoje a Fundação de Angola tem 15 aspirantes, 4 postulantes, 1 noviço, um professo solene e um professo imples. "Que eles possam tocar aquela obra!", completou.
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