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Termina o Capítulo Geral dos Frades Menores em Assis
Assis (It) - Com a solene concelebração eucarística às 11 horas da manhã deste sábado (20/06), na Basílica de Santa Maria dos Anjos da Porciúncula, em Assis, concluiu-se o 187º Capítulo Geral dos Frades Menores. Em quatro semanas de trabalho (começou o Capítulo no dia 24 de maio), os 152 delegados, representantes de cerca de 15 frades menores presentes no mundo, examinaram a situação da Ordem e traçaram juntos o caminho dos próximos seis anos.
Antes deste momento, o Ministro Geral, dirigiu seu discurso final aos frades, agradecendo-os por haver suportado o cansaço e o calor das jornadas. Recordou o caminho percorrido nos últimos anos para reforçar as relações fraternas entre as distintas entidades da Ordem. Assinalou como cresceu entre os frades a compreensão do Evangelho como dom, em receber e oferecer aos demais. Este elemento foi destacado também no documento final do Capítulo: "Portadores do dom do Evangelho".
Ao final, os irmãos capitulares agradeceram aos 29 profissionais que nestas quatro semanas trabalharam para tornar possível o bom desenvolvimento do Capítulo: o Secretário, os vice-secretários, o adjuntor da secretaria, o secretário do Ministro Geral, o ecônomo, os tradutores, os intérpretes, os peritos e os responsáveis das comunicações.
Na homilia, Fr. José Rodríguez Carballo, reeleito Ministro Geral da Ordem, recordou, uma vez mais, os 800 anos do Movimento Franciscano. Destacou–se as diversidades de línguas e culturas, que desde sempre o caracterizou, e representou, também nesta experiência capitular, uma riqueza para compreender profundamente a vontade de Deus.
Como no primeiro Pentecostes cristão e nos primeiros Capítulos da Ordem (em particular no grande Capítulo das Esteiras de 1221), o Espírito animou a reflexão sobre todo aquele que respeita a vida e a missão dos irmãos.
Um elemento essencial para atualizar hoje as iniciativas pastorais e missionárias dos frades será a atenção, para “conhecer bem o coração dos homens a qual nos dirigimos, de seu modo de pensar e de situar-se”. Só assim poderão continuar sendo “os frades do povo”.
Junto a isto “também é necessário estar bem preparados intelectualmente para uma leitura atenta dos sinais dos tempos e dos lugares, e poder, deste modo, dar a todos uma resposta evangélica.
O mundo tem direito de esperar que os frades sejam instrumentos de reconciliação e de paz, solidários com os mais pobres, atentos em proteger a criação, “que fomentem o diálogo entre as culturas, as gerações, as religiões, as correntes de pensamentos, a fim de propiciar o conhecimento e o reconhecimento mútuos e a procura de caminhos comuns para instaurar um mundo de irmandade com suas ricas e sadias diferenças”.
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