Por Frei Regis Daher
No dia 12 de janeiro, sete jovens foram admitidos ao Noviciado Franciscano São José, em Rodeio (SC), em celebração, presidida pelo Ministro Provincial Frei Fidêncio Vanboemmel. Durante o ano de 2009, Frei Alexsandro, Frei Roberto e Frei Marx se preparam mais intensamente na etapa do Postulantado, em Ituporanga (SC) e, os angolanos - Frei José, Frei Gaudêncio e Frei Manuel - se preparam no Postulantado em Kibala, Angola. Frei Lucas Fortunato é da Fundação de Nossa Senhora de Fátima (MG). Todos eles almejaram, sonharam e se prepararam para este momento, pois o Noviciado é como que o berço da vida religiosa.
O ano de Noviciado, tempo de conhecimento e experiência
Conforme os documentos da Ordem e as orientações da Igreja, “o Noviciado é um período de formação mais intensa e tem o objetivo de fazer que os noviços conheçam e experimentem a forma de vida de São Francisco, impregnem mais profundamente a mente e o coração de seu espírito e, avaliando melhor o chamado do Senhor, comprovem seus propósitos e sua idoneidade” (CCGG, art. 152).
O Rito da Admissão, anteriormente chamado de “vestição”, celebra o início deste tempo de conhecimento e experiência do carisma de São Francisco e de sua espiritualidade. Dois sinais marcam esta escolha e decisão: a recepção do hábito franciscano no dia em que o jovem postulante, oficialmente, inicia sua vida na Ordem dos Frades Menores. O segundo sinal desta inserção é o título pelo qua cada um passa a ser chamado, como qualificação de sua pessoa: “Frei”, que significa “irmão”. Assim, por exemplo, Frei José, Frei Antônio, Frei Mário...; conservando, porém, o seu nome de batismo.
Mais do que meras palavras, são duas as dimensões que indicam a essência do tempo de noviciado: conhecimento e experiência. “Conhecimento mais profundo e vivo de Jesus Cristo, das exigências radicais do seguimento e do chamado divino à vida franciscana” (RF 191). Continua o discernimento e o aprofundamento (já iniciados nas etapas anteriores do Aspirantado e Postulantado) da própria decisão de seguir a Jesus Cristo na Igreja e no mundo de hoje segundo o espírito de São Francisco. Isso significa também aprofundar-se no conhecimento de si mesmo, “purificando suas motivações, examinando suas intenções e discernindo sua aptidão para a vida franciscana” (RF 190, 194).
“Experimenta mais profundamente a forma de vida franciscana, [...] a vida própria da Ordem participando da Fraternidade local e integrando-se gradualmente na Fraternidade Provincial” (RF 192). Por isso, durante este ano, os noviços intensificam a vida em comum, entre si e com a Fraternidade Formadora da casa (o guardião, o mestre e o vice-mestre dos noviços e os demais frades). Durante o ano, participam também de algumas atividades na própria comunidade eclesial e nos eventos e celebrações das outras casas franciscanas da região. Por isso, no final do Rito de Admissão, o Ministro Provincial, depois de ter acolhido esses oito jovens para esta experiência, confia-os ao cuidado desta fraternidade local para “viver teórica e praticamente, na Igreja e na Ordem, uma comunhão mais profunda com a humanidade de hoje na sua realidade histórica, social, política, cultural e religiosa” (RF 195).
Este “conhecimento mais profundo e vivo” se traduz no dia a dia, no estudo e reflexão da Teologia da Vida Religiosa, da Regra dos Frades Menores, das Constituições e Estatutos Gerais da Ordem, sobretudo dos escritos de São Francisco de Assis. Simultaneamente ao estudo, o noviço se dedica diariamente à leitura e meditação da Sagrada Escritura, sobretudo do Evangelho, de modo que “sua mente e seu coração se transformem pela força da Palavra de Deus” (RF 197). Portanto, o desafio maior é exatamente o de “conhecer (mente) para amar (coração)”, um dos imperativos da vida franciscana.
Por outro lado, o noviço deve buscar “o desenvolvimento do aspecto contemplativo, na fidelidade à oração pessoal e comunitária, e para a vivência mais profunda do mistério pascal na celebração ativa e cotidiana da Liturgia, a exemplo de Maria, e dos exercícios de piedade recomendados pela sã tradição da Ordem”. Ao mesmo tempo, a vida do Noviciado acontece na prática da vida evangélica, no exercício permanente da comunhão fraterna e na participação das atividades próprias dos frades: trabalho manual para o sustento da casa, o cuidados pelos idosos e enfermos, os serviços domésticos, o esporte e o lazer.
Os noviços iniciam a construção de um projeto pessoal de vida franciscana que os demais frades já procuram viver na Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil. Portanto, é com alegria e muita esperança que acolhemos esses novos irmãos em nosso meio, como manifestação da mesma e única vocação que todos recebemos de Deus.
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NOVIÇOS 2010 |
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José Morais Cambolo
Nascimento: 26.01.1989
Naturalidade: Luanda, Angola
Procedência: Kibala, Angola
Residência: Luanda, Angola |
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Gaudêncio Choputo Numa
Nascimento: 28.02.1983
Naturalidade: Luanda, Angola
Procedência: Kibala, Angola
Residência: Luanda, Angola |
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Manuel Tchincocolo Ramos
Nascimento: 07.12.1985
Naturalidade: Cabinda, Angola
Procedência: Kibala, Angola
Residência: Cabinda, Angola |
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Marx Rodrigues dos Reis
Nascimento: 28.09.1989
Naturalidade: Rio de Janeiro – RJ
Procedência: Ituporanga - SC
Residência: Nilópolis - RJ |
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Alexsandro Braz da Silva
Nascimento: 27.07.1990
Naturalidade: Campo Largo - PR
Procedência: Ituporanga - SC
Residência: Campo Largo - PR |
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Roberto Aparecido Pereira
Nascimento: 01.08.1987
Naturalidade: Lençóis Paulista - SP
Procedência: Ituporanga - SC
Residência: Lençóis Paulista - SP |
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Lucas Fortunato Carneiro
Nascimento: 12.071986
Naturalidade: Uberlândia – MG
Procedência: Fundação Franciscana Nossa Senhora de Fátima do Brasil
Residência:Nova Ponte -MG |
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