A Paróquia São Pedro Apóstolo e a Fraternidade São José de Gaspar (SC) tiveram muito que comemorar na véspera de Carnaval, 14 de fevereiro. O temporal que marcou a tarde, em vez de espantar o povo, que lotou a Igreja Matriz, parecia mais trombetas e sinos: festa no céu, festa na terra (embora os relâmpagos e trovões tenham assustado um pouco).
Dom José Negri, bispo de Blumenau, se fez presente para comemorar os 80 anos de vida franciscana de Frei Elzeário Schmitt, o sênior de nossa Província, e, claro, para a posse do novo pároco, Frei Germano Guesser. Houve também a apresentação da nova composição da Fraternidade: Frei Jairson José Kienen e Frei José Bertoldi (embora ausente) chegam a Gaspar. Dom José agradeceu a presença dos Franciscanos na paróquia e ressaltou que o carisma rranciscano não pode ser esquecido.
Demonstrou muito carinho para com Frei Elzeário, que ao final da missa, agradeceu aos fiéis. Frei Samuel, Definidor para este Regional, leu a provisão de posse do novo pároco, que, ao fazer uso da palavra, rogou por sabedoria e serenidade: “Deus, conceda-me a serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, coragem para modificar aquelas que posso, e sabedoria para distinguir umas das outras”.
Após a missa, todos foram convidados para uma confraternização na garagem da casa paroquial, como já é costume. Aqui, até a chuva já dera uma trégua. O clima fraterno ilustrava as expectativas para os próximos anos de trabalho. (Francisco Hostins)
8O ANOS NA ORDEM FRANCISCANA
Fervorinho pronunciado na igreja matriz, no dia 14 deste mês', por ocasião da posse do novo pároco, frei Germano, quando se evocavam os 80 anos de vida religiosa do autor.
Quando em janeiro de 1930, aos 18 anos de idade, fui achado digno de receber o hábito ranciscano, estava muito longe de imaginar a quantos caminhos e a que caminhos esta responsabilidade iria me levar. Mudava-se, então, o próprio nome de batismo,simbolizando profunda mudança
de vida, acrescida, cinco anos depois, com a ordenação sacerdotal. Estas duas sublimes vocações me levaram pelo mundo, em obediência, a serviço
do Reino de Nosso Senhor, praticamente sempre para dentro das nossas comunidades católicas do interior. O padre franciscano, em muitos lugares, é acolhido com especial carinho, sobretudo onde seus antecessores
já tinham cultivado os campos com seu jeito franciscano.
Gaspar é um destes campos. O centenário da nossa presença continua, aqui, no ano 2000, foi celebrado com o carinho de grande emoção. E já faz 16 anos
que, em Gaspar, estou curtindo o caminho deste povo católico, que tão facilmente perdoa nossas deficiências e tão facilmente nos carrega com seu amor e franciscana alegria. Só posso agradecer ao Deus de todas as misericórdias, que, para fazer penitência pelos meus erros, me concede ainda esta idade. Nem é esta idade que me impede ou proíbe de continuar nesta luta; pois acho que é vontade de Deus, embora já meio cansado, precisando de corrimãos ou de um braço amigo. É servir. Servir até o fim, com as forças que ainda me restam. A gente é franciscano. E a gente é padre. "Não é a voz, mas a dádiva; não é o discurso, mas o amor; não é
a viola, mas o coraçao o que canta aos ouvidos de Deus. Aos ouvidos de Deus Obrigado, povo de Gaspar! (Frei Elzeário Schmitt, OFM)
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