|
Por Moacir Beggo
Petrópolis (RJ) - Em meio às festividades para celebrar São Francisco de Assis, a Província da Imaculada Conceição teve um motivo a mais para agradecer a Deus neste dia 2 de outubro: a Profissão Solene na Ordem dos Frades Menores (OFM) de Frei Adilson Wilbert, Frei Alexandre Verardi, Frei Clauzemir Makximovitz, Frei Jeâ Paulo Andrade, Frei Marcos Prado dos Santos, Frei Rodrigo da Silva Santos e Frei Gustavo Medella.
Mesmo sendo um sábado, às 10 horas, quando muitas pessoas trabalham, a igreja do Sagrado lotou para testemunhar este momento solene. O seu amplo presbitério ficou todo marrom com a presença de frades de toda a Província. Os familiares ocuparam nos primeiros bancos da igreja.
O Ministro Provincial, Frei Fidêncio Vanboemmel, presidiu a celebração, tendo como concelebrantes o guardião Frei Adriano Freixo Pinto, da Fraternidade do Sagrado, e o guardião Frei Fernando Araújo, da Fraternidade do Instituto Teológico Franciscano (ITF).
Logo após a liturgia da Palavra, o Mestre e Secretário da Formação e Estudos, Frei César Külkamp, fez a chamada nominal dos professandos, apresentando um breve histórico de cada um deles.
Na sequência, o Ministro Provincial fez a homilia e explicou o sentido da consagração a Deus na Vida Religiosa e o significado dos votos de pobreza, obediência e castidade.
“Creio que no dia de hoje todas as Fraternidades da Província, demais familiares e comunidades cristãs estão voltadas e unidas a esta grande Fraternidade Formadora de Petrópolis para concelebrar esta solene Profissão Perpétua. Para nós, trata-se de uma alegria toda particular porque estes sete irmãos se agregam definitivamente à Ordem dos Frades Menores. Este gesto de colocar-se no mistério de Deus não é um passo cego dado no escuro, mas um salto consciente que somente pode ser dado na fé. Por isso, o Voto é uma promessa deliberada (de+libra)”, disse Frei Fidêncio, lembrando que o professo teve todo um processo formativo para chegar a este momento.
“O professando, quando faz um voto, se lança em Deus porque está ciente de que esta sua vocação nasceu de Deus (divina inspiração)”, acrescentou, admoestando: “Este voto feito a Deus, no dia da Profissão Solene, não mais significa volta, mesmo ciente dos percalços da vida”.
Segundo o Ministro Provincial, Jesus nos diz que devemos “morrer para poder germinar, germinar para seguir e seguir para servir”. Portanto, é próprio de todo o cristão, mas principalmente do religioso franciscano, “morrer para ser presença fecunda do Ressuscitado e estar, como frade menor, no lugar onde Cristo deseja estar para servir. ‘Onde eu estou, estará também o meu servo’. E como Francisco de Assis, qual servo fiel e prudente, no discernimento diário do Santo Evangelho, gostava de estar no lugar onde latejava forte o Coração de Deus”.
Frei Fidêncio mostrou o caminho quando surgirem dúvidas e inquietações: “não tenhamos medo de rezar a oração do discernimento para levar a bom termo a nossa vocação evangélica e missão evangelizadora: Altíssimo, glorioso Deus, iluminai as trevas do meu coração, dai-me uma fé reta, uma esperança certa e caridade perfeita, sensibilidade e conhecimento, ó Senhor, a fim de que eu cumpra o vosso santo e veraz mandamento.”
Na sequência do rito de profissão, no diálogo com o Ministro Provincial, os professandos reafirmaram o propósito de se consagrarem definitivamente. Durante a Ladainha de Todos os Santos, toda a comunidade presente pediu a intercessão dos céus pelos sete jovens, que se prostraram no chão em sinal de despojamento. Em seguida, individualmente, se ajoelharam diante do Ministro Provincial e, nas mãos dele, proferiram a fórmula de Profissão, escrita de próprio punho.
Sobre o altar, os professandos assinaram dois documentos: um no qual confirmaram os votos emitidos e outro em que renunciaram à posse de todo e qualquer bem temporal. No final, de joelhos, receberam a bênção solene ou consagração. Em um dos trechos, diz: “Tenham a humildade e a minoridade como fundamento sólido em sua vida, sejam conduzidos por um ardente amor por Cristo e amor fraterno entre si”.
Na procissão de oferendas, os sete professos levaram os documentos assinados, que depositaram sobre o altar. Em seguida teve início a liturgia eucarística.
Frei Fidêncio agradeceu a todos e, especialmente aos familiares dos professos. Brincou com a mãe de Adilson Wilbert, Dona Maria Petri, que teve 18 filhos. “Vocês fazem parte desta família franciscana. Olhe aqui para trás quando filhos ganhou”.
Frei Clauzemir Makximovitz falou em nome dos professos e agradeceu à Província, aos familiares e não esqueceu dos benfeitores, que ajudaram com suas orações neste processo formativo. “Como a vida de Francisco de Assis, a vida de todo frade menor é uma grande ação de graças”, disse.
|