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Agudos: 60 anos na formação franciscana
Além de ser palco do Capítulo Provincial e Capítulo das Esteiras neste ano, o Seminário Santo Antônio de Agudos dará início às festividades para comemorar os 60 anos de sua fundação. A celebração do início deste ano jubilar será realizada no dia 13 de junho, dia de Santo Antônio, o padroeiro.
Marco na história da Província Franciscana da Imaculada Conceição, o Seminário começou a ser pensado quando a antiga casa de formação de Rio Negro, no final da década de 40, estava pequena para acolher os candidatos que queriam seguir o caminho de São Francisco de Assis. Naquela época, havia uma casa das Irmãs Franciscanas de Siessen, que muito se empenharam pela ida dos frades à cidade.
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| Melcy e Olinda |
O pároco da cidade, Pe. Aquino, conhecia a viúva Maria Ornellas de Barros, proprietária da fazenda Santo Antonio. A Província gostou do local e fechou negócio. Frei Rufino Ueter, Frei Vergílio Berri e Frei Leonardo Schütz formaram a primeira fraternidade no local, responsável pelo encaminhamento das obras. Em 1950, quatro classes, desde a 8ª série do primeiro grau, até a 3ª do segundo (4° ginásio e os 3 colegiais), foram transferidas de Rio Negro para Agudos, num total de 80 alunos.
As obras continuaram sem interrupção até 1955. Em agosto de 1951, abriram-se os alicerces para a 2ª ala, enquanto se continuavam os trabalhos no Convento. Em dezembro de 1952, dois terços da casa estavam de pé. Em fevereiro de 1953 já eram 210 os seminaristas em Agudos. Entre eles estava Melcy Domingos Parisotto, que viu a construção da terceira ala. Melcy, natural de Cascavel (PR), saiu do seminário em 1958 e voltou ao Seminário para participar do Retiro de Benfeitores, no início de maio. "Lembro até hoje dos operários trabalhando nas obras. Tudo está muito diferente, mas é emocionante voltar para um lugar como este. Este seminário é um símbolo", disse Melcy, que hoje é ministro da Eucaristia e casado com Olinda.
Em maio de 1953, perfurou-se o poço artesiano, porque a água vinda das nascentes atrás da fazenda se tornara insuficiente. Só em janeiro de 1954 jorrou água de mais de 100 metros de profundidade, à razão de 7.000 litros por hora.
O ano de 1954 trouxe a construção da 3ª ala e da Igreja. A grande casa assume a sua forma definitiva e dentro do cronograma fixado pela província. O fato mais significativo de 1955 foi a bênção da igreja. Adiada meia dúzia de vezes, porque o mármore parecia nunca mais chegar da Itália e o cimento era difícil de se encontrar, fixou-se afinal a data definitiva: 11 de setembro. Em agosto, todo o material estava em Agudos e os marmoristas, os taqueiros e eletricistas entraram em atividade febril.
A igreja foi dedicada à Imaculada Conceição, padroeira da Ordem Franciscana e da Província.
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