Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil
São Paulo, 10/02/2012

Músicas

LOUVAÇÃO POR CLARA E FRANCISCO

1. Sim, como é bom estar juntos neste encontro feliz/ E cantar com todo o fervor/     Relembrando as grandes coisas que Deus fez por nós/ Por Cristo, nosso Senhor.
/: A ti, ó Deus, nosso louvor!/ Bendito seja teu nome, Senhor: /
2. Bendito sejas por Francisco e Clara de Assis/ Tomados de tanto amor./ Tu és a fonte da beleza, firmeza na dor,/ Alegria, ternura e vigor!
3. Nós te louvamos com aqueles que escolhem a ti/ E a nada chamam de seu;/ Servem aos pobres, dão a vida como Jesus/ Por causa do Reino de Deus.
4. O teu Espírito subverte o reino velho do mal,/ Aleluia, aleluia, amém!/ Te louvam os povos, a Igreja, nossa vida também,/ Agora e pra sempre. Amém!

CANTO DAS CRIATURAS
Onipotente e bom Senhor/ a ti a honra, glória e louvor!/ Todas as bênçãos de ti nos vêm, / e todo o povo te diz: Amém!

  1. Louvado sejas nas criaturas/ primeiro o sol, lá nas alturas./ Clareia o dia, grande esplendor/ radiante imagem de ti, Senhor.
  2. Louvado sejas pela irmã lua/ no céu criaste, é obra tua./ Pelas estrelas, claras e belas: / Tu és a fonte do brilho delas.
  3. Louvado sejas pelo irmão vento/ e pelas nuvens, o ar e o tempo/ E pela chuva que cai no chão/ nos dá sustento, Deus da criação.
  4. Louvado sejas, meu Bom Senhor/ pelas pessoas que em teu amor/ Perdoam e sofrem tribulação,/ felicidade em ti encontrarão.
  5. Louvado sejas pela irmã morte/ que vem a todos, ao fraco e ao forte;/ Feliz aquele que te amar, / a morte eterna não o matará.
  6. Bem aventurado quem guarda a paz/ pois o Altíssimo o satisfaz./ Vamos louvar e agradecer/ com humildade ao Senhor bendizer.

EXEMPLO DE FRANCISCO DE ASSIS
1. Quando o fogo do amor ardeu no peito/ vindo da luz tão radiante de Jesus/ Não resistiu a este amor puro e perfeito/ seguiu feliz os estigmas da cruz./ E na pobreza foi reerguer Santa Maria/ e nela toda a Igreja do Senhor/ Na Eucaristia, na alegria o dia a dia/ ele vivia o Evangelho com fervor.
/: A gente pode ser muito mais feliz/ Seguindo o exemplo São Francisco de Assis: /
2. Lá entre as flores encontrou paz e alegria/ cantando amores ao Deus da criação/ Pássaros, vento, animais, o sol e a lua/ os arvoredos chamou todos de irmãos./ Sorriu aos pobres seus amigos preferidos/ viu Jesus Cristo no semblante do irmão/ Com os mais sofridos, mais amados, mais queridos/ na sua mesa ele repartiu o pão.

CANTA FRANCISCO
Nos olhos dos pobres, no rosto do mundo/ eu vejo Francisco perdido de amor
É índio, operário, é negro, é latino, jovem, mulher, lavrador e menor.
1. Há um tempo só paixão, grito e ternura/ clamando as mudanças que o povo espera/ Justiça aos pequenos, ordem do Evangelho/ reconstrói a Igreja na paixão do pobre./ Há crianças nuas nesta paz armada/ Há, Francisco povo, sendo perseguido./ Há jovens marcados sem teto, sem sonho/ Há um continente sendo oprimido./ Com as mãos vazias, solidariedade/ com os que não temem perder nada mais/ Defendem com a morte a dignidade/ com a teimosia que constrói a paz.
Canta Francisco, do jeito dos pobres, tudo que atreveste a mudar./ Canta novo sonho, sonho de esperança, que a liberdade vai chegar./ Canta Francisco, com a voz dos pobres, tudo que atreveste a mudar/ Canta novo sonho, sonho de menino, novo céu e terra vão chegar.
2. Há Claras, Franciscos, marginalizados/ cantando da América libertação/ Meninos sem lares são irmãos do mundo/ pela paz na terra sofrem parto e cruz./ Francisco, imagem de um Deus feito pobre/ Denúncia, esperança, profecia e canto;/ Vence com coragem o império da morte/ De braços com a vida em missão na história/ Francisco menino e homem das dores,/ reconstrói a Igreja pelo mundo afora/ Na fraternidade nos traz a justiça/ na revolução que anuncia a aurora...

ORAÇÃO DE SÃO FRANCISCO
1. Senhor, fazei-me instrumento de Vossa paz/ Onde houver ódio, que eu leve o amor/ Onde houver ofensa, que eu leve o perdão/ Onde houver discórdia, que eu leve a união/ Onde houver dúvida, que eu leve a fé/ Onde houver erro, que eu leve a verdade/Onde houver desespero, que eu leve a esperança/ Onde houver tristeza, que eu leve alegria,/ Onde houver trevas, que eu leve a luz.
2. Ó Mestre, fazei que eu procure mais/ consolar que ser consolado/ Compreender que ser compreendido/ amar, que ser amado./ Pois é dando que se recebe/ é perdoando que se é perdoado/ E é morrendo que se vive/ para a vida eterna ...

QUANDO O DIA DA PAZ RENASCER
1.Quando o dia da paz renascer, Quando sol da esperança brilhar, eu vou cantar. Quando o povo nas ruas sorrir, E a roseira de novo florir, eu vou cantar.
Vai ser tão bonito se ouvir a canção. Cantada de novo; no olhar do homem, A certeza do irmão, reinado do povo!
2.Quando as cercas caírem no chão, Quando as mesas se encherem de pão, eu vou cantar. Quando os muros que cercam os jardins, Destruídos, então os jasmins vão perfumar.
3.Quando as armas da destruição, Destruídas em cada nação, eu vou sonhar. E o decreto que encerra a opressão, assinado só no coração, vai triunfar.

BENDITA E LOUVADA SEJA ESTA SANTA ROMARIA
1.Bendita, Louvada seja esta santa Romaria, bendito o povo que marcha, bendito o povo que marcha tendo o Cristo como guia (2x).
Sou, sou teu, Senhor! Sou povo novo, retirante, lutador.  Deus dos pequeninos, dos peregrinos, Jesus Cristo, Salvador.
2.No Egito, antigamente, o povo de Deus marchou. Moisés andava na frente, hoje Moisés é a gente quando enfrenta o opressor (2x)
3.Meu São Francisco das Chagas, da Matriz de Canindé! Seja nosso padroeiro, desse povo brasileiro com sua luta e sua fé!

IRÁ CHEGAR UM NOVO DIA
Irá chegar um novo dia/ Um novo céu, uma nova terra, um novo mar;/ E, neste dia/ os oprimidos, Numa só voz a liberdade irão cantar.
1. Na nova terra o negro não vai ter corrente/ E o nosso índio vai ser visto como gente./ Na nova terra o negro, o índio e o explorado,/ o branco e todos vão comer no mesmo prato!
2.Na nova terra a mulher terá direitos/ Não sofrerá humilhações nem preconceitos/ O seu trabalho todos vão valorizar/ Das decisões ela irá participar.
3.A raça negra a maioria deste chão/ Ainda hoje luta pela abolição/ A nova terra os Palmares renascidos/ Será conquista deste povo não vencido.
4. Na nova terra os povos todos irmanados/ Com as culturas e direitos respeitados/ Farão da vida um bonito amanhecer/ Com igualdade no direito e no viver.

XOTE ECOLÓGICO
Não posso respirar, não posso mais/ nadar. A terra está morrendo, não dá mais pra plantar. E se plantar não nasce e se nasce não dá,/ até pinga da boa é difícil de encontrar.
Cadê a flor que estava aqui?/ Poluição comeu. O peixe que é do mar? Poluição comeu. O verde onde é que está? Poluição comeu. Nem o Chico Mendes sobreviveu.

BAIÃO DAS COMUNIDADES
Somos gente nova, vivendo a união,/ Somos povo semente de nova nação, ê ê./ Somos gente nova vivendo o amor,/ Somos comunidade, povo do Senhor, ê ê!
1.Vou convidar os meus irmãos trabalhadores, operários, lavradores, biscateiros e outros mais. E juntos vamos celebrar a confiança, nesta luta, na esperança de ter terra, pão e paz, ê ê.
2. Vou convidar Oneide, Rosa Ana Maria, a mulher que noite e dia luta e faz nascer o amor. E reunidos no altar da liberdade, vamos cantar de verdade, vamos pisar sobre a dor, ê ê.
3. Desempregados, pescadores desprezados e os marginalizados, venham todos se juntar à nossa marcha para a Nova Sociedade, quem nos ama de verdade pode vir, tem um lugar, ê ê!

LIBERDADE
1. Liberdade, vem e canta e saúda este novo sol que vem. Canta com alegria o escondido amor que no peito tem. /:Mira o céu azul, espaço aberto pra te acolher :/ (2x)
2. Liberdade, vem e pisa este firme chão de verde ramagem. Canta louvando as flores, que ao bailar do vento fazem sua mensagem. /:Mira estas flores, abraço aberto pra te acolher: :/ (2x)
3. Liberdade, vem e pousa nesta dura América, triste e vendida. Canta com os teus gritos nossos filhos mortos e a paz ferida /:Mira este lugar, desejo aberto pra te acolher. :/ (2x)
4. Liberdade, liberdade, és o desejo que nos faz viver, és o grande sentido de uma vida pronta para morrer. Mira o nosso chão, banhado em sangue pra reviver. Mira a nossa América, banhada em morte pra renascer.

PEREGRINO
1.Peregrino nas estradas de um mundo desigual, espoliado pelo lucro e ambição do capital, do poder do latifúndio enxotado e sem lugar. Já não sei por onde andar... Da esperança eu me apego ao mutirão.
Quero entoar um canto novo de alegria, ao raiar aquele dia de chegada em nosso chão. Com meu povo celebrar a alvorada, minha gente libertada, lutar não foi em vão.
2.Sei que Deus nunca esquece do oprimido o clamor. E Jesus se fez do pobre companheiro e servidor. Os profetas não se calam, denunciando a opressão. Pois a terra é dos irmãos!... E, na mesa, igual partilha tem de haver.
3.Pela força do amor, o universo tem carinho e o clarão de suas estrelas ilumina o caminho. Nas torrentes da justiça meu trabalho é comunhão. Arrozais florescerão!... E em seus frutos liberdade colherei.

PELOS CAMINHOS DA AMÉRICA
/:Pelos caminhos da América.:/ (3X) Latino América!
1. Pelos caminhos da América,/ há tanta dor, tanto pranto,/ nuvens, mistérios, encantos/ que envolvem nosso caminhar./ Há cruzes beirando a estrada,/ pedras manchadas de sangue,/ apontando como setas/ que a liberdade é pra lá...
2. Pelos caminhos da América,/ há monumentos sem rosto,/ heróis pintados, mau gosto,/ livros de história sem cor./ Caveiras de ditadores,/ soldados tristes, calados,/ com olhos esbugalhados,/ vendo avançar o amor, ô ô!
3. Pelos caminhos da América,/ há mães gritando qual loucas,/ antes que fiquem tão roucas,/ digam: onde acharão/ seus filhos, mortos, levados/ na noite da tirania?/ Mesmo que matem o dia,/ elas jamais calarão...
4. Pelos caminhos da América,/ no centro do continente,/ marcham punhados de gente/ com a vitória na mão. / Nos mandam sonhos, cantigas,/ em nome da liberdade,/ com o fuzil da verdade, combatem firme o dragão.

SE CALAREM A VOZ DOS PROFETAS
(Ir. Cecília Vaz Castilho)
1. Se calarem a voz dos profetas, as pedras falarão/ Se fecharem uns poucos caminhos, mil trilhas nascerão./ Muito tempo não dura a verdade nestas margens estreitas demais/ Deus criou o infinito pra vida ser sempre mais!
É Jesus este pão de igualdade/ viemos pra comungar/ Com a luta sofrida do povo que quer ter voz, ter vez, lugar/ Comungar é tornar-se um perigo/ viemos pra incomodar/ Com a fé e união nossos passos, um dia vão chegar!
2. O Espírito é vento incessante que nada há de prender/ Ele sopra até no absurdo que a gente não quer ver./ Muito tempo não dura a verdade...
3. No banquete da festa de uns poucos só rico se sentou/ Nosso Deus fica ao lado dos pobres, colhendo o que sobrou/ Muito tempo não dura a verdade..
4. O poder tem raízes na areia, o tempo o faz cair/ União é a rocha que o povo usou pra construir./Muito tempo...
5. Toda luta verá o seu dia nascer na escuridão/ Ensaiamos a festa e a alegria, fazendo comunhão./ Muito tempo...

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