Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil
São Paulo, 02/09/2010
 
 
 

Estima-se que entre as pessoas que mantêm contato com pacientes “multibacilares” (aqueles com grande capacidade de transmissão do bacilo) 90% são infectados mas apenas 8%, mais ou menos, ficam doentes. O índice elevado de infecção de quem convive com doentes “multibacilares”, sem que a doença se manifeste, indica que apenas um pequeno número de indivíduos não tem resistência ao bacilo de Hansen. Essa é uma das questões que a imunologia não consegue responder: por que algumas pessoas têm resistência e outras não?

Estima-se que, no início da década de 1950, cerca de 16 mil brasileiros estivessem confinados nos 35 asilos-colônia criados a partir de 1920 em todo o Brasil - 10 mil deles em São Paulo.

Em 2002, havia 30 hospitais-colônia no Brasil.

A segregação, oficialmente recomendada desde 1909 por decisão da 2ª Conferência Internacional da Lepra de Bergem, Noruega, garantiria a imunização do mal. Era uma providência prática para extinguir o flagelo.

Caçados como animais, a partir de 1926, pela lei conhecida como "Compulsória", os doentes se escondiam no mato, fugindo da Guarda Sanitária.

A política de internação compulsória existiu oficialmente até 7 de maio de 1962, quando foi encerrada por um decreto do então primeiro-ministro Tancredo Neves.

Após a revogação da "Compulsória", em 1962, o próprio paciente não desejava mais a alta. A miséria e o abandono familiar inviabilizavam o retorno à vida social.

A Portaria no. 165 do Ministério da Saúde, já em 1976, recomendava a desativação dos hospitais-colônia. Em novembro do mesmo ano, o decreto no. 8809 transformou o Pirapitingüi em Hospital Dr. Francisco Ribeiro Arantes. Debates foram realizados em 22 estados com a participação de pacientes e entidades representativas. Os internados pela “Compulsória”, e outros, foram transferidos dos asilos-colônia de origem para o Hospital Francisco Ribeiro Arantes, considerado Ambulatório de Referência de Hanseníase e retaguarda asilar.

O nome do sanatório Pirapitingüi vem do tupi-guarani (rio do peixe vermelho). Recebeu esse nome porque, nas duas primeiras décadas do século 20, os hansenianos instalaram-se na região dos campos de Pirajibu (rio do peixe), em Itu-SP, em precários barracos de tábuas, chamados de “o Taboeiro”.

Colônia São Roque - Piraquara (PR)
Av. Brasília, s/no. – Jardim Esmeralda – cep – 83301-390 – Piraquara - PR
Fone: (41) (41) 3673-1303
Frade a serviço da obra:
Frei Rui Guido Depiné

Colônia de Pirapitingui - Itu (SP)
Estrada de Itu-Sorocaba, s/no., Km 115 – cep – 13300-000 – Itu - SP
Fone: (11) 4019-1016
Frade a serviço da obra:
Frei Osvaldo Lino Luiz

Sanatório de Venda das Pedras - Itaboraí (RJ) 
Rodovia Amaral Peixoto, Km 34 – cep- 24800-000 -Venda das Pedras – Itaboraí-RJ
Fone: (21) 2635-7327
Frade a serviço da obra:
Frei Luiz Colossi

 
   


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