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Frei David preside o encontro |
Por Enilda Suzart, especial para este site
São Paulo (SP) - No último domingo, dia 19/04, aconteceu, no Convento de São Francisco, a “Reunião Geral da EDUCAFRO”. O anfiteatro São Francisco estava repleto, com aproximadamente 1.000 pessoas, entre alunos, coordenadores e professores dos núcleos de pré-vestibular.
Aproveitando a presença de diversas lideranças e do interesse geral do participantes, a mesa-diretora abriu um espaço para a apresentação do trabalho desenvolvido pela Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil, por meio do “Projeto Franciscanos pela Eliminação da Hanseníase”.
Enilda Suzart explicou que a Hanseníase, além de ser uma enfermidade contagiosa e degenerativa, corrói ainda mais os atingidos em função do sofrimento causado pelo preconceito que acompanha a doença desde sempre.
Muitos dos presentes desconheciam a gravidade dessa enfermidade, o que provocou intenso debate. “Eu não sabia que essa doença ainda existia e que causasse tanta dor.”, dizia um dos jovens participantes. “E por que não se consegue erradicar a Hanseníase?”, inquiria um outro.
Muitas perguntas dinamizaram o encontro levando a questionamentos sobre a preparação dos profissionais médicos para o trato com os atingidos pela doença, o papel do poder público no enfrentamento da endemia e os reflexos na vida social daqueles que enfrentam a enfermidade.
Uma vice-liderança que não orgulha a ninguém
Impressionou a todos o elevado índice de enfermos no Brasil, que continua ocupando o 2º lugar em casos diagnosticados no mundo.
O número de crianças atingidas também é bastante significativo, o que exige ainda maior atenção dos profissionais de saúde na tentativa de identificar os chamados “adultos comunicantes”, ou seja, aqueles que transmitem a doença a fim de interromper a cadeia de transmissão na base. Isso porque a Hanseníase, já se sabe, tem um histórico de transmissão familiar.
Outra preocupação que se tornou clara durante o encontro, além do cuidado que deve ser dispensado aos pacientes, foi a reinserção social dessas pessoas. O hanseniano deve ocupar seu espaço, desenvolver-se, ampliar suas capacidades e levar uma vida produtiva, integrada aos núcleos familiares, de amigos, educacionais, profissionais, exercendo os seus direitos plenos de cidadania.
Ao final, todos se comprometeram com a divulgação desse projeto, a fim de conscientizar as pessoas próximas.
Os organizadores tiveram a oportunidade de distribuir 3.000 folhetos explicativos sobre a Hanseníase, material especialmente desenvolvido para esse fim pelo Projeto Franciscanos pela Eliminação da Hanseníase.
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